EM RONDÔNIA, O SANEAMENTO BÁSICO É UMA DÍVIDA QUE PAIRA ENTRE O INVESTIMENTO E A CORRUPÇÃO - News Rondônia 'A investigação continua em curso. E têm por objetivo saber se o dinheiro foi usado adequadamente, da forma correta ou não. O que se sabe até agora é que as obras estão demorando demais, e que o projeto apresentado não é suficiente para contemplar o que a sociedade demanda', declara o procurador da República, Raphael Bevilaqua

Porto Velho,

Quarta-Feira , 18 de Maio de 2016 - 09:33 - Colaboradores


 


EM RONDÔNIA, O SANEAMENTO BÁSICO É UMA DÍVIDA QUE PAIRA ENTRE O INVESTIMENTO E A CORRUPÇÃO

'A investigação continua em curso. E têm por objetivo saber se o dinheiro foi usado adequadamente, da forma correta ou não. O que se sabe até agora é que as obras estão demorando demais, e que o projeto apresentado não é suficiente para contemplar o que a sociedade demanda', declara o procurador da República, Raphael Bevilaqua

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As Zonas Leste e Sul são as maiores regiões de Porto Velho. Juntas, concentram aproximadamente 200 mil pessoas. É também nestes dois setores que ocorre um pecado mortal pelo investimento ‘zero’ no saneamento básico. Na zona leste, a escudeira italiana Ferrari nomeia uma rua que fica justamente num bairro que leva o nome de um ídolo do automobilismo brasileiro: Airton Senna. Mas, em Porto Velho a junção destes dois ícones da alta velocidade tem sido há dois anos o sinônimo de descaso e decepção.

O bairro Airton Senna é uma terra de gente sofrida. De pouca ou quase nenhuma posse. Onde os princípios básicos de saúde do cidadão são inexistentes.

Com quase 502.748 mil habitantes, o município de Porto Velho foi surpreendido nos últimos anos com grandes investimentos. O maior deles à instalação no Rio Madeira das Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau que transformou a cidade no mesmo cenário de 100 anos antes, quando aconteceu com a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), no século XX. E 100 anos depois, a cidade que surgiu deste grande desafio histórico, evoluiu bastante. Caminhou para frente, se esticou para os lados, avançou para o outro lado do Rio Madeira e ficou mais edificada.

E como tudo isso ocorreu sem planejamento e falta de atenção dos administradores públicos, ou mesmo incompetência, um século depois, a população ainda aguarda das autoridades as mínimas formas que elevem a qualidade de vida.

O vigilante Maciel Oliveira, mineiro de cidade grande, veio buscar em Rondônia um sonho, como muitos por aqui, de melhorar de vida. Mas, ele se deparou com problemas poucos encontrados pelas Minas Gerais, a falta de saneamento básico. Em sua residência, a água vem do poço cavado em frente ao quintal. O esgoto corre a céu aberto como dos demais do bairro.

Minielefantes brancos que o mato tomou de conta. No bairro Monte Cristo, o ‘valão’ apareceu após uma obra do Governo do Estado, que beneficiaria os moradores da região’, com sistema de esgoto. Hoje, o que seria um bem, agora é sofrimento, que passa em frente à casa da diarista Elizabete Barroso.

As regiões Leste e Sul de Porto Velho são um cenário dafalta de compromisso do poder público. Lugares que evidencializam a realidade daingerência. No Ministério Público Federal (MPF/RO), em Porto Velho, e no Ministério Público Estadual (MPE/RO) existem vários processos em andamento que pedem investigações das verbas oriundas do Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC, para o governo estadual.

Os Ministérios Públicos - Federal e Estadual - investigam fraudes nas licitações das obras, com recurso do Programa de Aceleração do Crescimento. Desvios que foram comprovados na operação (Kairós), em março 2016. As irregularidades achadas pela Polícia Civil (PC) são de supostas fraudes nas ações da Companhia de Água e de Esgoto (Caerd) em 2009 e 2010, justamente no período que as obras de canalização iniciaram na zona Sul e não foram finalizadas.

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Fonte: NewsRondônia

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