EM PORTO VELHO, ATINGIDOS DA CHEIA DE 2014 AINDA ESPERAM AJUDA HUMANITÁRIA DO GOVERNO - News Rondônia Do mapeamento para a demolição de imóveis. Dos nove bairros que entraram no levantamento da Defesa Civil estão mais de duas mil casas, más apenas 850 tiveram autorização do Ministério das Cidades para serem demolidas.

Porto Velho,

Terça-Feira , 09 de Fevereiro de 2016 - 17:12 - Colaboradores


 


EM PORTO VELHO, ATINGIDOS DA CHEIA DE 2014 AINDA ESPERAM AJUDA HUMANITÁRIA DO GOVERNO

Do mapeamento para a demolição de imóveis. Dos nove bairros que entraram no levantamento da Defesa Civil estão mais de duas mil casas, más apenas 850 tiveram autorização do Ministério das Cidades para serem demolidas.

ImprimirImprimir página

Em Porto Velho, a Secretaria Municipal de Programas Especiais – Sempedec por meio da Defesa Civil realiza a demolição das casas que foram incluídas dentro da ‘contra 60’, que é um dos três níveis que ‘pode’ alcançar o Rio madeira nos picos de cheia. Mas a instituição enfrenta alguns obstáculos, um deles é com insistência de alguns moradores que não querem deixar o local, mesmo esses incluídos nos programas federais para ganhar residências.

No início de 2016 as equipes mapearam nove bairros e os três distritos da região de Porto Velho, que podem ser inundados, com uma possível elevação das águas do Rio Madeira. O temor é a grande quantidade de chuvas que caem nos rios bolivianos. “Esse trabalho é um cuidado preventivo. O clima tem mudado, dia após dia por conta das influencias do homem no planeta. Trabalhamos com dados metrológicos, inclusive com os estudos do Sistema de Proteção da Amazônia-Sipam”, esclarece o secretário Municipal de Programas Especiais e Defesa Civil, Vicente Bessa Jr.

Do mapeamento para a demolição de imóveis. Dos nove bairros que entraram no levantamento da Defesa Civil estão mais de duas mil casas, más apenas 850 tiveram autorização do Ministério das Cidades para serem demolidas. “Fizemos um amplo levantamento e identificamos mais imóveis. Á princípio Brasília nos autorizou somente essas, mas sabemos que outras residências devem sair dessa rota de perigo eminente”, comenta o secretário da Sempedec.

Na última sexta-feira, (05), com o início dos trabalhos nos bairros Triangulo e baixa União apenas sete de um total de 100 casas mapeadas nesta área vieram abaixo.  “Para evitar qualquer injustiça, a nossa equipe tem ido a campo e conversado com todas as famílias. Sabemos que muitas das pessoas que estão nos imóveis já não são mais verdadeiros donos.  Uns usam da má fé a realidade”, informa o coordenador da Defesa Civil, Marcelo Santos.

E em campo o trabalho da Defesa Civil vem sendo frequentemente interrompido. Moradores que já foram incluídos no processo de moradias do governo federal, alguns insistem em permanecer nos pontos de risco. As casas ficam numa região que corta dez bairros. São áreas mais baixas de Porto Velho, nas proximidades do Rio Madeira. No mapa elas foram incluídas dentro da cota 60, que é um dos três níveis que alcança o Madeira nas fases de cheia.

De acordo com a Defesa Civil, antes da demolição, as famílias haviam sido asseguradas nos programas habitacionais do governo Federal. E precisaram assinar um termo no qual repassavam o imóvel à autoridade competente. As áreas desocupadas serão destinadas construção de parques públicos. “A Defesa Civil não coloca nenhum imóvel abaixo, sem antes ter realizado todos os tramites pelos órgãos responsáveis. Temos ciência dos direitos das pessoas. No bairro Triangulo onde as demolições começaram encontramos pessoas vivendo nas casas que os donos já foram embora. Essas pessoas sabem que não podem ficar por aqui. Nesse meio tempo tivemos alguns problemas com moradores e por conta disso pedimos auxilio da Polícia Militar”, declara o coordenador da Defesa Civil.

Mas já famílias que moram nos distritos do baixo-Madeira também atingidas na cheia de (2014) muitas ainda vivem embaixo de barracas.  A ajuda humanitária a essas pessoas tem sido feita pela Defesa Civil. O auxilio moradia do governo federal não chegou até agora por conta da burocracia. “Esse é um caso a parte. O governo e o município compraram uma área cada qual para realocar os atingidos dos distritos. O grande problema ate agora é que á regularização dessas. Que tem sido feita na morosidade. Temos visto situações bem criticas com essas pessoas. A Defesa Civil tem feito o papel que seria de competência das Secretárias Estaduais de Assistência Social do Estado (Seas) e do Município (Semas). Mas temos feito tudo isso, da forma mais legal que nos compete ao âmbito judicial”, finaliza o secretário da Sempedec Vicente Bessa Jr.

Fonte: NEWSRONDONIA

Comentários do Facebook

Veja Também

Publicidade

  • Http://www.Auto-doc.pt