E O QUE FAZER QUANDO A SUA DOR É INVISÍVEL… - News Rondônia Pela primeira vez na vida durante uma consulta, eu fiquei tão ansiosa e nervosa, como se eu mesma fosse a paciente.

Porto Velho,

Quarta-Feira , 23 de Novembro de 2016 - 11:41 - Colaboradores


 


E O QUE FAZER QUANDO A SUA DOR É INVISÍVEL…

Pela primeira vez na vida durante uma consulta, eu fiquei tão ansiosa e nervosa, como se eu mesma fosse a paciente.

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Eu não sabia o que era ver alguém chorar de dor de cabeça até presenciar as crises de dores de uma amiga. Para mim, dor de cabeça era só aquela que eu tinha, quando estava de TPM.  Mero engano.

Esses tempos tenho presenciado e vivido um drama junto com uma amiga, que já sofre com dores de cabeça há anos. Ela nunca entendeu e descobriu, o porque de tanta dor, e assim, de forma inesperada. As crises, que eram esporádicas, passaram a ser constantes e intensas. Foi quando ela percebeu algo de errado. Mas o que fazer? Se ninguém entedia, ou de certo modo, acreditava que a dor dela nem era tão forte assim?

Por ironia do destino conhecemos o Dr. Gabriel Moreira, médico da dor. Por achar um tema super relevante, pedi permissão para abordar o tema aqui no blog e relatar o caso da Rafa, como já tinha dito antes e você pode conferir clicando aqui.

Rafaela passou pela sua primeira consulta semana passada. Eu acompanhei tudo de perto para tentar entender, o que minha amiga tem que nunca apareceu em exame nenhum. Não que eu desconfiasse dela, mas não conseguia entender porque ela chorava tanto e não conseguia nem se levantar da cama por causa de uma dor de cabeça, cujo diagnóstico era invisível. Eu disse, era.

Pela primeira vez na vida durante uma consulta, eu fiquei tão ansiosa e nervosa, como se eu mesma fosse a paciente. Havia passado longas horas com ela sofrendo com a maldita dor que parecia que já era até comigo. Rafaela entrou, sentou-se e ouviu atentamente o médico falar. Ela explicou o que estava acontecendo e logo em seguida, foi se trocar, para a realização de alguns procedimentos e avaliação.

Depois de alguns testes e avaliações, o doutor fez o exame de termografia, uma técnica de registro gráfico das temperaturas da superfície da pele, ao usar uma câmera infravermelha de alto desempenho. O aparelho detecta a radiação infravermelha (calor) emitida pelo corpo, podendo refletir uma fisiologia normal ou anormal. Simplificando: é o exame que consegue ver a dor do paciente.

Aquela dor que ninguém conseguia ver tomou forma e tem até nome. O exame mostrou a vermelhidão nos olhos, que não é normal. Rafaela foi diagnosticada com 3 tipos de dores de cabeça. Através do exame o médico revelou à paciente que ela possui uma hérnia de disco na região lombar (que não estava lhe causando dor), possui uma perna um pouco maior que a outra, o que a deixava com os ombros desnivelados. Ele ainda percebeu que a minha amiga ainda apresenta o sinal da borboleta –  sofre de ansiedade e stress, o que também influencia no aumento da contratura dos seus músculos.

Ela foi diagnosticada com cefaleia mista e migrânea. Vai passar (e já começou!) por um tratamento sério com o uso de medicamentos e aplicações de toxina botulínica, para tratar a tensão na musculatura e bloquear os músculos inflamados e tratamento com ondas de choque com um equipamento da Alemanha.

Além disso, Rafa começou a controlar a sua alimentação e a praticar exercício físico. Ela que “tremia” só de ouvir falar em atividade física, agora caminha pelo menos duas vezes na semana.

Ela já conseguiu perceber uma melhora. Semana que vem relato mais para vocês sobre como foi todo o processo inicial de tratamento. Fiquei feliz em saber que ela já está conseguindo controlar suas dores. Aprendi que a dor, por mínima que seja, nunca vem sozinha e não aparece do nada.

Até logo!

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Fonte: Renata Vannier

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