Segunda-Feira, 28 de Maio de 2012 - 10:54 (Colaboradores)

E DILMA, VETOU

As alterações feitas no novo Código Florestal cortavam na carne os interesses do pequeno produtor rural, da população brasileira e levava em conta os de terceiros. Na maior parcela os dos grandes latifundiários, políticos donos de campos infinitos de terras Brasil a fora.


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Em meio a manifestações realizadas em todo o Brasil por entidades e pessoas ligadas ao meio ambiente, a chefe de Estado do Brasil, Dilma Rousseff justificou por meio Diário Oficial nesta segunda-feira (28) os vetos que ela promoveu nos artigos 1º, 43º, 61º, 76º e 77º e os cortes parciais em parágrafos e incisos dos artigos 3º, 4º, 5º e 26º do no Código Florestal anunciado parcialmente na sexta-feira (25). Em sua justificativa, Rousseff alegou “contrariedade aos interesses da população”. Além dos vetos, a presidenta do Brasil fez 32 modificações ao texto.

As alterações feitas no novo Código Florestal cortavam na carne os interesses do pequeno produtor rural, da população brasileira e levava em conta os de terceiros. Na maior parcela os dos grandes latifundiários, políticos donos de campos infinitos de terras Brasil a fora.

O que mais chamou a atenção nas alterações do velho Código Florestal de 1965 para a sua reestruturação é que os maiores interessados, infiltrados no Congresso Nacional simplesmente desdenharam a inteligência dos brasileiros ao incluir tópicos tão descarados como se ninguém fosse nota o absurdo. O parágrafo 2º do artigo 26 é um exemplo, no texto ele suspendia multas a quem desmatou sem autorização no período de 22 de agosto de 2008 e ‘anistiava’ criminosos do meio ambiente os impedindo de reflorestar as matas derrubadas por eles.

Os principais pontos do Código Florestal que necessitavam de fortificação foram pelos parlamentares os que menos tiveram valor, ou, seja foi motivo de chacota. Uma afronta ao bem público e a inteligência da população.

O brasileiro é um povo que precisa fazer uso dos seus conhecimentos, do contrário e quando resolver acordar vai está uma sociedade muita parecida ao relatada no conto:Mr. Stevens compra uma cidade – Babel, do escritor, Alberto Lins Caldas. Um povo que foi vendido, mas tão pouco se da conta de que isso aconteceu.

Já passou da hora de acordar, Brasil...

Fonte: EMERSON BARBOSA

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