Domingo, 02 de Junho de 2013 - 12:26 (Colaboradores)

DRAGUEIROS AMEAÇAM TOMAR A SEDAM E O PALÁCIO DO GOVERNO DE RONDÔNIA

As duas cooperativas – que reúnem o maior número de empresários dragueiros do Estado – tem outorgas na região dos garimpos de Mutum-Paraná, na APA [Área de Proteção Ambiental], Belmond, no Rio Jamary [Rondônia], Amazonas, Pará e Mato Grosso, este no Rio Teles Pires onde ocorreu a Operação Eldorado, da Polícia federal.


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Guayaramirín, Amazônia Boliviana [BENI] – Insatisfeitos com a demora do Governo rondoniense em botar um final feliz na paralisação das atividades garimpeiras no Rio Madeira, dragueiros das duas mais poderosas cooperativas do Estado afirmam que podem ocupar a SEDAM e o Palácio Presidente Vargas durante a semana.

Segundo disseram cooperados da COOGAM [Cooperativa dos Garimpeiros da Amazônia] e COOGARIMA [Cooperativa dos Garimpeiros do Rio Madeira], na cidade boliviana de Guayaramerín [Bolívia], ‘a SEDAM escondeu por muito tempo o Decreto Nº 5.198, de 29 de Julho de 1991, da era Oswaldo Piana, e agora fez valer a proibição das atividades de lavra e pesquisa mineral no Estado’. Mas não proibiu a instalação das Usinas de Jirau e Santo Antônio.   

As duas cooperativas – que reúnem o maior número de empresários dragueiros do Estado – tem outorgas na região dos garimpos de Mutum-Paraná, na APA [Área de Proteção Ambiental], Belmond, no Rio Jamary [Rondônia], Amazonas, Pará e Mato Grosso, este no Rio Teles Pires onde ocorreu a Operação Eldorado, da Polícia federal.

Cooperados da COOGAM e COOGARIMA que sempre transitaram com desenvoltura no mercado paralelo de compra de ouro na Bolívia afirmaram a este site que, ‘pretendemos entrar com ações contra o Estado por ter autorizado e concedido licenças ambientais e cobrado por elas preço altíssimos’, E dizem não entender o retrocesso na aplicação do decreto 5.198.

Segundo parte dos dragueiros flagrados por este site vendendo ouro e pedras preciosas [Tantalita e outras] oriundos dos garimpos rondonienses, ‘temos como ponto de partida que a política nacional e internacional, como toda política é a luta pura e simples pelo poder segundo os realistas que lideram os mercados do Primeiro Mundo’.

SEDAM FATURA ALTO COM DRAGUEIROS  - Eles salientaram que pretendem responsabilizar o único geólogo da SEDAM – de pré-nome Trajano – por ter, supostamente, induzido a secretária Nanci Rodrigues, em mais de dois anos e meio a assinar os licenciamentos e que agora fazê-la retroagir em atos de Governo, prejudicando mais de 3,2 mil famílias que tiram o sustento dos garimpos há mais de 60 anos. E isso pode ser considerado pelos juízos Estadual e Federal como crime de responsabilidade e, minimamente, prevaricação ou apropriação indébita do dinheiro dos usuários.

LAVAGEM DE DINHEIRO – COOGAM e COOGARIMA, desde os anos 80 despontam nos primeiros lugares no ramo mineral nos estados de Rondônia, Pará, Amazonas e Pará. São delas a maior produção de ouro vendido na Bolívia, Porto Velho, Manaus e São Paulo; estes os mercados supridos pelos minerais oriundos de Rondônia que, de lá, ganham os Países Baixos [Bélgica, Holanda e Luxemburgo], Japão, Estados Unidos, Índia, Rússia, China e Arábia Saudita.

ESTADO AMEAÇADO – Em 2010, a Polícia Federal interceptou um carregamento de pedras preciosas, entre as quais, esmeraldas e Tantalita. A PF mandou o DNPM emitir o laudo em desfavor de um suposto garimpeiro de pré-nome Wilson, mas até agora o órgão não teria se pronunciado, oficialmente. O que fez com a Bolívia, agora, voltasse a reconquistar o mercado rondoniense por oferecer preços mais atrativos ao mercado negro de ouro, diamante e outros minerais.

Com o contrabando – que nunca parou – a Bolívia é o caminho mais perto para os dragueiros venderem o ouro e minerais diversos extraídos, legalmente, das áreas dos garimpos do Mutum-Paraná, do Alto Madeira. Estima-se que, só dessas duas regiões, só em 2002 foram vendidos ao mercado boliviano cerca de 600 quilos. E nos últimos cinco meses, um total de 480 quilos oriundos do Belmond até o limite do distrito de Calama com Humaitá, no estado do Amazonas.

Com sedes na Capital Porto Velho, COOGAM [Rua Almirante Barroso, ao lado da Agência Brasileira de Inteligência [ABIN], sucedânea do famigerado SNI [Serviço Nacional de Informações] e COOGARIMA [Avenida Nações Unidas, próximo à Agência do Banco do Brasil], lideram o ranking de produção e comercialização de ouro ao Sistema Financeiro Nacional. Ambas sempre tiveram o apoio disputado por políticos e governantes rondonienses e amazônicos.

CMR JOGA ÁGUA FRIA NO CALDEIRÃO – Foi considerada infeliz, por parte de cooperados das duas maiores gigantes das dragas nos rios Mutum-Paraná, Belmond e Madeira [COOGAM x COOGARIMA], as declarações do presidente da CMR [Companhia de Mineração de Rondônia], Moisés Goes. Segundo ele, ‘o governo só tem intenção de atrair investimentos para produtos que não seja o ouro, aliás, o calcário é a prioridade número um do Governo Confúcio’.

Xico Nery é Produtor Executivo de Rádio, Jornal. TV e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos.  

Fonte: Xico Nery-News Rondônia

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