Sexta-Feira, 16 de Dezembro de 2016 - 17:36 (Colaboradores)

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DESEJO E IDENTIFICAÇÃO – Por Max Diniz Cruzeiro

Desejo é uma das manifestações do Eu.


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Desejo é uma das manifestações do Eu. Em outras palavras um conjunto de neurônios que se encontram permeáveis e catexizados (aqueles que correm corrente elétrica – frequência – estado de atividade), por onde corre represado pulsos de energia (libido) que diz algo já vivenciado ou experimentado pelo indivíduo de um objeto, que fora incorporado internamente a partir de algo que se conectou por estímulo ao indivíduo, que uma vez transformado de força exógena para força endógena, este último, semelhante a uma caixinha de música, em que uma pessoa ao gerar uma força através da canalização da corda, um mecanismo interno cuida para liberar forças, na forma de dosagens de estímulos a partir de conexões neurais em que fluxos coordenados de excitação irão comandar o sujeito para aquilo que ele verdadeiramente necessita para corresponder às demandas externas.

O desejo é, portanto, a manifestação deste algo apreendido que exige da força pulsional, o atingimento de um limiar do circuito neural egoico, que o faz projetar projetivamente o redirecionamento da pulsão (Id) para uma área que irá comandar uma resposta efetora e eferente para o indivíduo.

O desejo é um atributo do ego (Eu), e versa como uma qualidade que desperta uma resolução para um conflito de demanda. Pode ser visto como uma manifestação ou também como um preenchimento de algo quando é demandado. A diferenciação do desejo, visto como peça, estrutura, objeto ou atributo irá depender de sua necessidade diferencial de observar o fenômeno a partir da construção de uma base e dimensões que permitam você estudar uma análise comportamental.

Desejo é concebido pela maioria dos doutrinadores como sendo algo que tem uma exigência econômica, em que seu regente é a pulsão que ao incorporar a libido, identifica a intensidade em que o sujeito é propenso a percorrer um caminho, dentro da construção de sua subjetividade, para satisfazer o instanciamento egoico que ao atingir o limiar do circuito irá promover uma descarga de energia rumo a um dos grandes quatro grupos de controladores: Núcleos de base, Sistema Límbico, Cerebelo e Tronco Encefálico.

O Desejo enquanto não satisfeito canibaliza as áreas de vizinhança, em que torna muito comum a sensação de sintomas no decorrer do processo de carga do circuito neural catexizado que faz papel egoico.

O resultado desta vivência sintomática é o aparecimento de distorções dos mecanismos funcionais da base biológica do indivíduo. No qual é comum ao indivíduo apresentar: dor, fissura, retração de músculos, angústia, irritabilidade, reações somáticas adversas e espasmos musculares.

Se o Desejo tem relação direta com a retenção de cargas que uma vez canalizadas despertam eferências motoras ou psíquicas, a função egoica como identificação abastece o indivíduo com princípios de reconhecimento de mecanismos secundários represados nas áreas mnêmicas.

Graças a este mecanismo de identificação é possível a um indivíduo moldar o seu comportamento dentro de padrões pré-estabelecidos.

O mecanismo identificatório do Ego (Eu) permite a criação de uma estrutura metalinguística em que o sujeito passa a se apropriar de uma lógica que as sucessivas interligações de instanciamentos egoicos apontam para partes específicas dos conteúdos mnêmicos. Gerando uma estrutura de indexação que aglutina, fixa, deriva e integra funcionalidades específicas para serem transloucadas para as áreas de somatotopia. Essa segunda função do Ego (Eu) permite canalizar as forças pulsionares (Id) para regiões específicas do cérebro humano onde as conexões necessitam ser desencadeadas como instruções diretivas auxiliares num modelo metalinguístico.

Porém, sem o auxílio das áreas somatotópicas, o indivíduo não é capaz de responder há tempo a demanda ambiental, uma vez que os ajustes de frequência devem ser realizados nestes setores a fim de que partes de um processo de expressão, como por exemplo uma simples digitação, consiga deslocar o time dos movimentos perfeitos dentro das estruturas de comando planejadas para o efeito da digitação.

O sistema de autoindexação do Ego (Eu) permite a geração de uma estrutura de dados que interliga em cadeia de forma eficiente, em que um histórico semântico em que apreensões foram requeridas em um dado momento, passam a estar conectadas temporalmente, em termos de uma sequência em que a distribuição de tarefas torna o sujeito apto para manifestar seu poder de decisão como forma reativa à demanda ambiental.

Ao contrário da função do ego de manifestação do desejo, que depende de uma descarga de energia para promover a satisfação, a função desse Eu para uma identificação dependerá muito mais da capacidade de canalização de neurônios no sentido de sua permeabilização, na forma de abertura de portais e canais, em que possa conduzir por meio de controle da resistividade os grupos neurais catexizados para regiões de vizinhança que uma vez abastecidas somam no desejo da manifestação egoica, e não uma descarga do circuito neural (instanciamento psíquico) catexizado.

A identificação quando se incorpora a um conteúdo de construção subjetiva, é um segundo nível de dimensionalidade que se aplica a imagem do indivíduo quando este, forma em relação ao seu comportamento que se vincula há um objeto externo, que uma vez incorporado torna-se parte em termos de representação dentro do indivíduo.

Aqui também o conceito identificação pode ser amplo ou restrito, irá depender do tipo de conexões que você pretende estabelecer com a teoria. Porque conectivos em torno de conceitos são construídos e descontruídos de acordo com a necessidade de demonstração de um fenômeno. O micro e o macro se permutam em distintas colocações que montam dimensões em torno de uma base de expressão daquilo que se deseja construir como perspectiva holográfica.

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro

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