Terça-Feira, 26 de Novembro de 2013 - 20:33 (Colaboradores)

DEPUTADOS CRIAM COMISSÃO E CONFLITOS EM RESERVAS PODEM ACABAR COM EXTINÇÃO DE DECRETOS QUE FAVORECERAM PLANAFLORO DESDE VALDIR RAUPP

Na Floresta Nacional Bom Futuro [FLONA] e Minas Nova, em Rio Pardo, de acordo com o deputado José Hermínio Coelho, o governador Confúcio Moura ‘é acusado, por incompetência, pelos calotes às famílias’.


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BURITIS, Porto Velho, Rondônia – A forte repressão policial a agricultores em Rio Pardo, a 350 quilômetros da Capital, fez com que uma comissão integrada por deputados e representantes de órgãos estaduais e federais questione o modelo de criação de áreas de proteção ambiental no Estado desde o governo Valdir Raupp.

 

Na Floresta Nacional Bom Futuro [FLONA] e Minas Nova, em Rio Pardo, de acordo com o deputado José Hermínio Coelho, o governador Confúcio Moura ‘é acusado, por incompetência, pelos calotes às famílias’. Até agora não foram reassentados, tampouco receberam a ajuda financeira prometida.

NÃO AO CALOTE DO GOVERNO - Conforme os dados anunciados pelos agricultores, ‘a meta era uma saída pacífica’. Em troca, as famílias seriam assentadas pelo Governo em terras do Estado, além de benefícios sociais e econômicos em programas governamentais de cooperação com o Governo Federal e do município de Buritis.

TENSÃO E MEDO - Para os deputados e lideranças locais, ‘a tensão e o medo foram instalados depois da forte repressão policial e perseguições de agentes do ICM-Bio, Ibama, SEDAM, GOE, Polícia Federal aos agricultores familiares’. Além de incêndios de casas, obstrução de pontes de acesso, destruição de plantações e multas impagáveis.

TORTURA E PRISÃO ILEGAL - Somente na Fazenda Formosa, o Grupo de Operações Especiais [GOE], de Ariquemes, manteve 14 camponeses presos e algemados apenas por fortes indícios. As prisões foram questionadas, principalmente, pelo deputado Hermínio Coelho, que foi ao local onde os conflitos ocorreram após o final do conclave sob a chancela do Parlamento.

Sobre, ainda há fortes suspeitas de que o GOE possa ter causado a disseminação da violência ao usar spray de pimenta, balas de borracha e balas reais contra os camponeses quando o soldado Luiz Pedro, da PM mato-grossense, foi abatido durante a operação que era do comando da polícia rondoniense.

LEBRÃO SURPREENDE - Entre os deputados favoráveis à revisão dos decretos que ‘criaram o Parque Florestal de 1,2 milhões de hectares, e venderam as pessoas que estavam nessa área’, afirmou o deputado José Lebrão. Segundo ele, ‘o problema começou com o PLANAFLORO e sem critérios foram criadas as reservas’. E atestou: ‘Antes do emprego da força policial, é preciso que se faça uma reflexão sobre as conseqüências dos massacres de Corumbiara e Eldorado dos Carajás’.

Para ele, ‘o governo criou uma expectativa e agora deve fazer a sua parte’, ele disse. E garantiu, contudo, que ‘irei ter uma conversa com a secretária Nanci Rodrigues, da SEDAM, e saber por que o Governo não cumpriu o estipulado no decreto de criação de todas as reservas rondonienses.

O ponto alto da sessão itinerante – não confundir com sessão operante! – foram as denúncias das supostas vítimas das forças de repressão do Governo. Vários agricultores confirmaram as ações ilegais de fiscais do ICM-Bio à Força de Segurança Nacional. A maioria exibiu marcas de algemas e maus tratos a homens e mulheres.  

Com discurso ameno, o deputado federal Carlos Magno [PP], citou que ‘os conflitos agrários são históricos em Rondônia’. Segundo afirmou, ‘a situação envolve Bom Futuro, Minas Nova e Rio Pardo. E disse que os municípios, o Estado e a União devem resolver tudo isso’.

Marcantes foram às denúncias dos agricultores sobre tortura e prisões pela PM de Ariquemes durante a lida na lavoura. Segundo eles, ‘as pessoas são espancadas nas operações ambientais, e pela tropa da Força Nacional de Segurança’. Para eles, ‘a duplicação do contingente em mais 400 homens, só vai acirrar a violência, aumentar o medo e elevar a tensão’.

Por fim, a advogada Cristina Dal’Agnol, que atua na defesa dos agricultores, ‘que interesses econômicos motivaram a base para a criação de reservas florestais e ambientais, sem nenhum critério técnico’. Ela disse,  o entanto, que o PLANAFLORO foi criado, sem nenhum preocupação do Governo, à época, verificar quem estava nessas áreas’.

Por fim, o deputado José Lebrão – que transita com desenvoltura no agronegócio – defendeu que, ‘a ALE tem que vir em peso e revogar o decreto da reserva de Minas Nova, União Bandeirantes, Parque Serra e outras reservas rondonienses’. Ele revelou, contudo, que ‘é preciso um anteprojeto para definir a terceira aproximação sócio-econômica-ecológica, pois, estamos aniquilando o povo trabalhar’, arrematou o parlamentar.

XICO NERY é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos.

Fonte: XICO NERY

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