DELEITE - por Max Diniz Cruzeiro - News Rondônia O deleite é o exercício de um prazer (usufruto) em que um senso de satisfação e gozo (este último no sentido de intensificação libidinal) que o sujeito passa por um processo de progressiva realização na prática de ato intencionado a gestar e fazer.

Porto Velho,

Segunda-Feira , 17 de Outubro de 2016 - 14:32 - Colaboradores


 


DELEITE - por Max Diniz Cruzeiro

O deleite é o exercício de um prazer (usufruto) em que um senso de satisfação e gozo (este último no sentido de intensificação libidinal) que o sujeito passa por um processo de progressiva realização na prática de ato intencionado a gestar e fazer.

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O deleite é o exercício de um prazer (usufruto) em que um senso de satisfação e gozo (este último no sentido de intensificação libidinal) que o sujeito passa por um processo de progressiva realização na prática de ato intencionado a gestar e fazer.

É como se o indivíduo abarcasse uma recompensa como uma retribuição para prática que é objeto de canalização diante de uma ação específica. E no momento que o instinto do indivíduo transita sobre a repercussão de seu desejo na forma de uma estrutura de prazer em que o percorrer sobre o canal de afetação gera estados quânticos de muita felicidade.

O deleite portanto é o percorrer de uma métrica que pode estar ancorada em uma libido, em que o sujeito passa a ter proveito do seu mecanismo estando concorrente a ação que o leva a gestar um estado de graça.

Como métrica o sujeito absorve aquilo que ele consegue extrair de um contexto homogêneo que dá base e fundamento para que ação seja verificada em termos de resultados satisfatórios para o atingimento de seu objetivo de vida ou momentâneo.

O prazer como uma estrutura é este condicionamento, em termos de uma base geocêntrica que é tangenciada a fim de que o indivíduo experimente sensações de algo realizado que irá revestir em contextos sólidos gerados de muita satisfação.

As variações e os deslocamentos em torno da estrutura da métrica servirão como suporte para que o indivíduo por meio de diferencias possa gestar o seu desejo e apreensões de forma que ele possa melhorar a sua relação para com o contexto ambiental a sua volta.

O atingimento é obtido dentro de uma certeza volitiva, que o sujeito constrói por meio de sua subjetividade, que está balanceada em termos projetivos na mente, como algo que se busca, para que venha a incorporar dentro de uma estrutura em que o desejo de procura pelo objeto o torne densamente localizável no interior do indivíduo como ser pensante.

Como peça identificatória é algo que sofre um processo de dosagem dentro do intelecto dos seres humanos. Em que o sentimento que é produzido por meio da sensação que é despertada faz com que os pensamentos de um indivíduo possam fluir muito mais levemente que a sua frequência habitual.

Então a satisfação é um dos componentes principais dentro deste modelo de interação mental que o sujeito gozoso, passa a se experimentar dentro de algo construído que tem consumado um objetivo idealizado que passa a incorporar a essência do indivíduo.

Na construção deste pensamento é como se fosse um homem que tivesse construído o desejo de ser possuidor de um carro. E quando o seu desejo é satisfeito, ele passa a incorporar este carro como sendo um elemento indissociável de sua identidade psíquica.

E passa a incorporar muitos comportamentos condicionados ao fato de utilização de seu veículo como forma de integrar o seu desejo e fazer com que a sua percepção seja abastecida com uma externalização de um evento idealizado que passou a ter vida dentro de seu processo de gestão cultural.

Esse usufruir da coisa cria laços de si mesmo com o objeto. E paralelamente uma transferência de elementos já testados e validados passam a servir de âncora para o aprimoramento do pensamento que levará o condutor a uma melhor adaptação de seu modelo de interação consigo mesmo e com o espaço a sua volta.

No início ter incorporada esta vontade em que a projeção se fundiu com o desejo, e o despertar de uma satisfação faz erigir uma alegria contagiante, é uma estrutura tão elevada que o indivíduo passa a sofrer uma inversão de valores e juízos.

Este processo alquímico se processa no interior do indivíduo a fim de que as novas incorporações ao contexto de subjetividade do indivíduo venha a reconstruir uma identificação transformada à luz da incorporação de novos paradigmas, antes identificados como elementos projetivos, fantasmas de algo projetado que não se tinha como fator de consumo a ser verificado no plano real onde os fatos são transladados após profundas intervenções internas.

Essa projeção consumada, que agora é cristalizada pertencendo a uma realidade que o sujeito adere, necessita passar por profundas transformações onde o sujeito tem que abrir mão de tudo que fora construído como sistema projetivo para que ele venha a tecer uma nova realidade da coisa conquistada.

Onde os antigos objetos já existentes tem que sofrer uma acomodação em sua estrutura de subjetividade para dar lugar a fatores de justaposição e aglutinação dos elementos entrantes antes ora percebidos apenas como fantasmas projetivos.

O carro deixa de ser um rêverie, ou seja, pulará da condição de ser um sonho, para um tipo de estrutura de pensamento, que passará a ser um registro representativo da realidade do indivíduo. Porém o movimento fantasma observado em amputados, quando estes passam a perder os seus membros, também são identificados dentro da construção da subjetividade do indivíduo, como uma amputação dentro da própria psique.

Então o sistema inconsciente-consciente, deve criar uma estrutura de recalque que coloque as projeções diretamente interligadas ao inconsciente humano, para que elas passem a vir à tona apenas como recordação de um passado e não na configuração de um modelo de atingimento de expectativas, pois é algo que é identificável e construído, algo que já foi obtido e que já se encontra mensurável dentro da psique humana. Então o deleite é uma das estruturas que faz com que a mente humana passe a sofrer esta deformação que induzirá o raciocínio estatizado de algo que se experimenta que passa para a configuração de presença na realidade do sujeito. Na transcrição de algo futuro para um plano passado.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro

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Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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