Sexta-Feira, 12 de Maio de 2017 - 14:48 (MINHA HISTÓRIA)

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DA MÁQUINA DE ESCREVER À DIGITALIZAÇÃO: SERVIDORA APONTA AVANÇOS EM MODERNIZAÇÃO E TECNOLOGIA DA JUCER

De acordo com o secretário-geral, Roger Francis Cardoso Ribeiro, a Jucer evoluiu muito, e tem como proposta se tornar um órgão modelo em agilidade e modernização.


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A Junta Comercial de Rondônia (Jucer) há 50 anos é guardiã dos registro das empresas do estado, e a servidora aposentada Francisca Souza do Vale, 69 anos, acompanhou praticamente toda esta trajetória. Foram 47 anos e 11 meses de dedicação até a recente aposentadoria. Francisca comemora a boa fase da instituição, que passou por uma evolução tecnológica da máquina de escrever aos modernos computadores.

De acordo com o secretário-geral, Roger Francis Cardoso Ribeiro, a Jucer evoluiu muito, e tem como proposta se tornar um órgão modelo em agilidade e modernização. Rondônia ocupa o primeiro lugar no ranking da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). ‘‘Estamos abrindo e dando baixas em empresas em menos de uma hora’’, comemora Ribeiro.

Mas ele reconhece que o salto que a Jucer deu em melhoria dos serviços prestados deve-se muito a servidores como Francisca, que dedicaram décadas de suas vidas para consolidar o bom desempenho da instituição.

O presidente da Jucer, Vladmir Oliani, agradeceu à servidora pela contribuição e esforços em sempre buscar tornar a Junta Comercial  melhor. ”Ela é um exemplo de dedicação e empenho pelo legado que construiu por todos esses anos”, destacou Oliani.

Foi em 2 de junho de 1969 que Francisca deu início aos trabalhos na instituição. ‘‘Eu era estudante do curso técnico em contabilidade, e um dos professores era presidente da Junta Comercial e me convidou para fazer parte da instituição’’, lembra.

TRAJETÓRIA

Francisca conta que na época a Junta tinha poucos servidores, que se revezavam para dar conta de todas as demandas da instituição. ‘‘O meu primeiro cargo foi na Divisão Administrativa, depois exerci a função de secretária-geral por oito anos, o cargo máximo para um servidor ocupar’’, citou orgulhosa, completando que “aí a Junta foi se estruturando e passei para o setor de cadastro, depois fui diretora por 10 anos do Departamento de Registro de Empresas, que é bem dinâmico porque atende ao público. Em seguida fui assessora técnica, uma função também bem dinâmica, sempre tinha trabalho e eu gostava era de estar onde tinha muito trabalho. Depois fui para ouvidoria e agora estou na controladoria interna’’, ressaltou.

Mas não foi só de cargo as mudanças que Francisca acompanhou, mas também do próprio local de trabalho. ‘‘Esta é a oitava sede da Junta Comercial. Aqui nós chegamos em 1972. Tínhamos muita dificuldade. Os arquivos das empresas ficavam em caixas, depois passou a ter um arquivo de aço e agora tem uma estrutura moderna para acomodar os documentos’’.

TECNOLOGIA

A forma antiga de armazenar as documentações é apontada como um dos grandes obstáculos para a prestação de serviço da Junta. ‘‘Cada empresa registrada na Junta tinha um prontuário. Era muito difícil até localizar este prontuário e agora que veio a digitalização de todo o acervo melhorou muito o trabalho da Junta Comercial. Deixamos de procurar documentos no arquivo, tudo através da tecnologia’’.

Francisca acompanhou desde o primeiro dia, exatamente em 2 de janeiro de 2009 até 2013, a digitalização do acervo, e ficou contente com a conclusão do trabalho em abril deste ano. ‘‘Uma evolução tecnológica. Quando comecei a Junta trabalhava com oito carimbos para registrar as empresas, era tudo muito demorado. O usuário tinha que esperar muito tempo, um processo às vezes levava oito a dez dias para tramitação’’, recorda.

‘‘Hoje a Junta se tornou um órgão saneado. Não tem mais papel e nem gente dentro da sala de arquivo. Era um projeto tirar as pessoas de dentro da sala do arquivo porque ali se manuseava muitos papéis e era um ambiente incômodo para os servidores. Cada presidente que passou aqui deixou sua marca de modernização e melhorias na Junta Comercial’’, considera.

RESGATE HISTÓRICO

Francisca é considerada pelos colegas como o ‘‘acervo vivo’’ da Junta Comercial de Rondônia, e partiu dela a ideia de contar em livro os 50 anos da instituição. ‘‘Eu tinha levado este projeto para vários presidentes, mas o presidente atual abraçou a causa e criou até uma comissão’’, afirmou. No início a ideia era fazer um manual, mas logo ela percebeu que poderia transformar todo este resgate histórico em livro.

‘‘Conheci centenas de pessoas aqui. Hoje quando olho para traz tenho muitas boas lembranças, aprendi com todos, inclusive com os estagiários que por aqui passaram’’, disse Francisca.

Aprendeu e ensinou. Foi assim com Leilson Costa, que começou na Jucer como estagiário, e hoje é gerente do Departamento de Registro do Comércio.

‘‘A dona Francisca representa para nós a essência da Junta Comercial. Eu trabalho na Junta desde 2013, comecei como estagiário, e ocupo hoje a Gerência do Departamento de Registro do Comércio, cargo que ela ocupou e fez um trabalho muito bom. Ela deixa como característica o empenho em tudo que fez, a sua dedicação à Junta Comercial. Ela sempre nos diz dê o seu melhor e busque sempre estar aprendendo’’, contou o gerente.

Como presidente da comissão responsável pelo livro dos 50 anos da Junta Comercial de Rondônia, Leilson agradece o empenho de Francisca em colaborar para que as informações sobre a história da Junta sejam preservadas. ‘‘A Junta não tinha nenhum projeto para guardar esta história, então 90% do conteúdo desse livro será possível devido à memória da dona Francisca e de todos os materiais que ela foi guardando ao longo dos anos, e nós estamos mobilizados para desenvolver esse livro’’, garante.

Assim como Leilson, em cada departamento da Jucer são encontrados servidores gratos pela contribuição de Francisca. É o caso de Gillene Souza de Moraes, que fará em julho 41 anos de trabalho na Junta. ‘‘Tudo que sou devo a Francisca. Aprendi muito com ela. Ela é um exemplo de funcionária’’, considera.

Com 30 anos na Junta, a técnica administrativa Maria Sheila Aires de Almeida também ver em Francisca uma referência de servidora pública dedicada.

‘‘Ela sempre chegou muito cedo e se dedica muito. Uma mulher de muita coragem, porque não foi fácil a trajetória dela, que teve que acompanhar a evolução e se adaptar às mudanças. Trabalhamos muito tempo juntas, no setor de registros, e depois de muito tempo voltamos a trabalhar na controladoria interna. Já quase se aposentando, ela mudou totalmente de área: Da técnica para a administrativa. Um desafio totalmente novo, e ela sempre recebeu os desafios com dedicação. Ela vai fazer muito falta’’, revelou Sheila.

Ao se aposentar, Francisca se despede da Junta mais do que de um local de trabalho, mas de sua segunda casa durante as últimas décadas. Deixa mais que saudades, um legado do exemplo de servidora pública empenhada em prestar sempre o melhor serviço aos cidadãos, tanto que em 1996 ganhou o reconhecimento de Servidora do Ano. ‘‘Vou ficar torcendo para que meus colegas continuem fazendo um bom trabalho e para que a Junta Comercial de Rondônia seja um órgão ainda melhor a cada dia’’, prometeu.

Fonte: rondonia.ro

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