Segunda-Feira, 05 de Setembro de 2016 - 10:25 (Colaboradores)

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CUSPIR - Por Max Diniz Cruzeiro

O cuspir é um ato de acumulo de saliva na parte posterior da boca para ser projetado externamente à boca.


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O cuspir é um ato de acumulo de saliva na parte posterior da boca para ser projetado externamente à boca.

O cuspir pode ter um sentido psicológico ou apenas reativo diante de uma necessidade fisiológica. O acúmulo de saliva no interior da boca pode gerar uma necessidade orgânica de introjeção ou liberação. Quando o sentido interno de liberação ou expulsão da saliva é economicamente expressivo então o indivíduo ejacula o material para o ambiente.

O cuspir está interligado com a absorção de materiais e seus conteúdos estão interligados aos sentidos humanos. Por exemplo, quando alguém que tenha experimentado certo alimento que produziu durante o seu consumo muita saliva, a recordação do ato pode afetar a necessidade de consumo do indivíduo na produção de saliva o suficiente para encher a boca e induzir a necessidade de expulsão do material, mesmo sem consumo do alimento.

O sentido em que o indivíduo atua em reproduzir o lançamento pode estar orientado negativamente, ou positivamente, como também tecer determinada neutralidade como uma ação meramente acessória do entendimento que o subscreve conscientemente.

No sentido negativo incorre em uma reação no qual pode simbolizar uma necessidade de apartheid ou segmentação, em que o deslocar da saliva projetivamente para o ambiente venha a simbolizar uma estrutura de linguagem que indica como código que a pessoa está sendo arremessada para fora, como um conteúdo que se despreza que se incorpora como elemento social junto com as expressões faciais do sujeito.

Como um conteúdo projetivo positivo pode estar vinculada a um processo de salivação em que a indução do prazer oferece para o ser amado material para lubrificar as suas partes íntimas e fazer com que a textura da fricção do casal se adeque em termos de aderência à pele dos sujeitos. Como quem sinaliza que a pessoa está consumindo um pouco de si, como uma doação ao outro.

Cuspir simbolizado de forma neutra corresponde a uma necessidade orgânica que satisfaz características de afetação em que o excedente de saliva é arremessado para o ambiente sem que coexista uma infiltração de pensamento motivado psiquicamente que substancia a atitude numa vinculação social ou personal.

Arremessar saliva pode ser uma forma de brincadeira de crianças que simulam o arremesso do material biológico a fim de construir um mundo ilusório ligado por exemplo a uma necessidade de competição para ver quem é capaz de alcançar um patamar ou lugar mais longe.

O cuspir pode estar associado também indiretamente por parte do outro, observador da cena, como um laço de rejeição, em que o indivíduo infrator passa a ser malvisto em virtude da associação do ato como um efeito de contaminação do ambiente, como quem diz que deseja contaminar outros.

Quando os fatores sociais e morais estão presentes, o ato de cuspir pode receber regramentos, e ser condicionados a fatores higiênicos uma vez que presente sobre a saliva podem coexistir inúmeros componentes que possam representar malefícios para indivíduos e que, portanto, não podem ser projetados sobre o ambiente em muitos contextos sociais.

Por outro lado, no lado amoroso, quando se deseja subjugar a conquista, certos casais utilizam da simbologia do cuspe, como sinal de sadomasoquismo, a fim de que o outro amado tenha a sensação de desprezo para logo ser recompensado com aquele conteúdo desejado.

A simbolização do cuspe, pode gerar “ojeriza” na visualização da cena como enlace marital, porque o condicionamento psíquico da maioria dos indivíduos associa o efeito como uma afronta moral a um pensamento que envolve valores espirituais que fazem parte da estrutura padrão de comportamento social.

Nojo, desprezo, tentativa de negação da ação podem surgir no momento em que a descrição deste conteúdo estiver repercutindo como forma de geração de razão a fazer parte do elo associativo na transcrição da informação dentro do sujeito-leitor.

A natureza conflitiva na visualização destes codificantes está na forma de geração de subjetividade em que o sujeito passa a encarar o fenômeno descrito.

A necessidade de nutrição pode elevar a quantidade de saliva na boca, ocasionando a necessidade de eliminação do excedente de saliva através do cuspe.

Elemento estranho na parte interior dos lábios também pode provocar um aumento de saliva e necessidade de expulsão de materiais.

O aspecto desagradável da expectoração pode auxiliar a necessidade do sujeito ejacular material para fora do organismo a fim de conter o nível da patologia adquirida.

A vinculação psicológica reativa ao fenômeno pode fortalecer o fechamento de laços relacionais, uma vez que os fatores associativos escalam o sujeito a associar a ação à percepção da pessoa como “infratora” e vincular o repúdio a personalidade do indivíduo objeto de observação, afetando o equilíbrio social ao sinalizar afastamento do indivíduo pelo desejo de repúdio.

De certo modo a necessidade de cuspir representa fisiologicamente uma necessidade de expulsão de elementos indesejados que não possuem a função primária de alimentação. Os recursos que o orgânico passa a se utilizar do psicológico para fazer mão deste mecanismo são apenas “pretextos”-sociais ao qual o indivíduo se vincula subjetivamente para corresponder à necessidade fisiológica, obviamente coordenado por neurônios que controlam as informações vitais de um indivíduo.

Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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