Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2016 - 15:38 (Colaboradores)

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CUIDADO COM O PESO DA MOCHILA DE SEU FILHO; QUAL O PESO IDEAL DA MOCHILA ESCOLAR?

O excesso de peso do material escolar tem dificultado a questão da saúde da coluna. O Ministério da Saúde recomenda que o peso da mochila não ultrapasse mais de 10% do peso da criança.


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Com as férias escolares chegando ao fim, mais uma vez, um antigo problema vem à tona: o excesso de peso nas mochilas escolares. O sobrepeso induz a má postura e pode causar dores nas costas e forçar as articulações de ombros, joelhos e tornozelos.

Cadernos, livros, estojos e apostilas, sobrecarregam a mochila dos alunos, e o peso transportado por eles diariamente preocupa pais, professores e especialistas. Pesquisas mostram que alguns estudantes chegam a carregar mais de cinco quilos em material escolar, muito acima do recomendado. O diretor da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Rio de Janeiro (Sbot-RJ), Marcos Britto, informou que mochilas pesadas podem gerar nas crianças e adolescentes dores musculares e nas articulações, no pescoço e nos ombros. Para Júlio Guilherme, manter o excesso de peso no longo prazo pode causar problemas posturais.

Você sabia que a preocupação em torno do excesso de peso nas mochilas já é realidade no Congresso Nacional e em alguns colégios? Um projeto de lei apresentado pelo deputado Fábio Mitidieri (PSD/SE), em novembro de 2015, tem o objetivo de delimitar o peso da mochila utilizando como parâmetro 10% do seu peso corporal.

A proposta prevê que a aferição do peso do aluno deverá ser feita por declaração escrita por ele próprio no ensino médio, ou por pais ou responsáveis em creche, pré-escola ou ensino fundamental.

Embora a proposta em tramitação na Câmara limite o volume em 15% do peso do aluno, especialistas recomendam que o teto seja de 10%, e que as duas tiras da mochila sejam sempre colocadas nas costas, para distribuir o peso.

Além dos armários, também é recomendado por docentes e especialistas que os alunos utilizem a mochila de rodinhas. Este Escriba aqui além de jornalista é Professor e quando fui Diretor de Escolas ou mesmo quando lecionando, todas as vezes que alguma família me questionava sobre o indicado, recomendava, sem a menor sombra de dúvida, o modelo com rodinhas que faz com que a criança e/ou adolescente não fique com a coluna curvada para carregar o material e nem levá-lo nas costas é o melhor.

Senhores Pais, nossa Coluna “Espaço Livre” lista abaixo, 10 maneiras de deixar a mochila do seu filho mais leve:

1 - Conheça o peso ideal da mochila: O peso da mochila não pode ultrapassar 10% do peso da própria criança, ou seja, se ela pesa 40 kg, o material não pode ter mais de 4 kg.

2 - Regule a altura correta da mochila: A mochila nunca deve ser maior do que as costas da criança, mas sempre ficar na altura do bumbum. Portanto, não se deve afrouxar as alças.

3 - Use sempre as duas alças: Muita gente, principalmente os adolescentes, tem mania de carregar as bolsas em um ombro só, por uma alça apenas. Está errado. A mochila tem que ter três pontos de apoio: duas alças e uma tira que amarre na cintura. Isso ajuda a distribuir o peso.

4 - Compre mochilas sem muitos bolsos: Quanto menos bolsos tiver a mochila do seu filho, melhor. Até porque, quando ela tem vários compartimentos, fica muito tentador para as crianças carregarem ali dentro mais material do que o necessário.

5 - Opte por rodinhas quando a mochila for pesada: Caso seu filho tenha que carregar um monte de materiais, o ideal é optar pelas mochilas de rodinha. Porém, não deve se abaixar enquanto puxa a mochila. Ela deve ficar na altura do punho da criança.

6 - Leve o lanche separadamente: Nada de enfiar a lancheira na mochila, junto com os cadernos. Além de abafar o lanche, isso vai fazer ainda mais peso. Opte por comprar uma lancheira e peça para levarem separadamente.

7 - Vistorie a mochila: Peça para o seu filho verificar as aulas que terá no dia seguinte. Livros e cadernos que não forem ser usados devem ficar em casa. A criança acha mais "fácil" deixar todo o material na bolsa logo de uma vez.

8 - Se necessário, procure a escola: Se não tiver jeito mesmo e o material for realmente pesado, com livros grossos e cadernos de diversas matérias, vale a pena conversar com a escola. Fale com a diretora ou diretor e veja se o estudante pode deixar o mais pesado no colégio e levar para casa o que precisa para estudar.

9 - Só carregue o que realmente importa: Se a criança é pequena, dê uma olhada se não está levando nada a mais.

10 - Fichário é alternativa para adolescentes: Para os adolescentes, o fichário é uma opção. Assim, ele não tem que carregar os cadernos, mas tudo unificado. Ajude-o no começo a organizar as folhas por matérias e compre aqueles adesivos que auxiliam a arrumar as folhas que rasgaram.

É importante salientar que os problemas causados pelo excesso de peso em mochilas ou bolsas, não afetam somente jovens estudantes, mas adultos e idosos também, nesses casos, as dores e tendinites nos ombros acompanham as dores nas costas. As mochilas tipo carteiro, que os estudantes usam somente num lado do ombro, são mais prejudiciais ainda, pois desequilibram a musculatura de um lado do corpo em relação ao outro.

A solução desse problema passa por várias providências: diminuir o peso da mochila, conforme providências que nossa coluna citou acima, a prática de ginástica especializada para corrigir má postura, armários escolares para colocar materiais volumosos e pesados, entre outros.

Além de fiscalizar o peso diariamente, os pais devem atentar para a qualidade do material, para a altura das alças ou então o comprimento do apoio, em caso dela ser de rodinhas. O uso incorreto das mochilas escolares pode acarretar em desvio da postura da coluna vertebral, como cifose, lordose e escoliose. Pode também, em alguns casos, levar a problemas cardiorrespiratórios e aumento da pressão arterial.

A deformidade mais comum de sobrecarga é a escoliose, um desvio da coluna vertebral para direita ou esquerda; seguida da cifose, um aumento anormal da musculatura dorsal, dando a aparência de corcunda; e a hiperlordose, uma curvatura acentuada da região lombar. Os pais devem observar: alinhamento na altura dos ombros, desgastes simétricos dos solados de calçados, além das queixas de dores no joelho ou quadril.

É comum encontrar jovens com problemas de postura e dores crônicas nas articulações. Os problemas mais comuns são dor muscular, modificação e desvios da postura. A principal preocupação quanto a esses traumas é que os esqueletos das crianças e adolescentes estão em formação. Se a criança estrutura o corpo naquela posição, dependendo da curvatura, o dano pode ser irreparável. Em alguns casos, ela terá de fazer uso de coletes e até correção cirúrgica, em situações mais graves.

É preciso se atentar também à altura da criança e a regulagem das alças: é imprescindível que a mochila fique bem rente às costas e que seu final esteja ajustado na altura da linha da cintura.

Lembrem-se, materiais que são pesados devem preferencialmente ser deixados na escola. Portanto, converse com a direção do colégio sobre essa possibilidade.

Por Professor e Jornalista Zecca Paim
Psicopedagogo Clínico e Institucional
MTB Nº1453/RO.

Fonte: Zecca Paim

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