Sexta-Feira, 19 de Abril de 2013 - 23:41 (Colaboradores)

CTB E PCdoB NEGAM INCENTIVO À GRILAGEM DE TERRAS EM PORTO VELHO

Contudo, a manobra que redundaria na deposição de diretores, a partir desta sexta-feira [19] começa ser apurada pela Procuradoria Geral de Justiça [PGJ] e a Polícia Federal a pedido da entidade.


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Porto Velho, Rondônia – Cerca de 1.200 famílias de sem teto da comunidade Planalto estão sendo prejudicados com as ameaças feitas por supostos grileiros, parte deles já identificados pelas autoridades. Os beneficiários fazem parte de um dos programas de reforma agrária firmados entre o Governo Federal e a prefeitura desta Capital.

A inclusão das famílias tem origem no PA [Projeto de Assentamento Comunidade Planalto] cujo cadastro foi concluído na gestão do presidente da Associação de Moradores, o agricultor Gilberto Pereira da Silva e da vice da entidade, Rita Mota do Nascimento, respectivamente.

A ação inclusiva das famílias no programa é parte do Programa Terra Legal sob a coordenação do INCRA [Instituto Nacional de Crédito e Reforma Agrária] através do Ministério do Desenvolvimento Agrário]. Os acusados de liderarem uma suposta invasão coordenada pela CTB [Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil] e do PCdoB [Partido Comunista do Brasil]. Consultados, dirigentes das duas agremiações consultados, ‘negaram qualquer participação no episódio’.

Um dos acusados é o servidor da área de saúde, João Bosco Mafra que, inicialmente, liderou uma Assembleia Geral Extraordinária em nome da AMPLA, que contou com a participação de um suposto procurado da Justiça junto ao Juízo da 7ª Vara Cível em Mandado de Busca e Apreensão que ainda se encontra em lugar incerto e não sabido.

Na legalidade, dirigentes da AMPLA reafirmaram que, ‘as famílias a serem beneficiadas pelo programa de reforma são aquelas cujos cadastros estão registrados, oficialmente, nos mapas georreferenciais da entidade e encaminhados ao INCRA, SPU, MDA e Prefeitura. Os cadastros estão atualizados desde 2012 e estão assinados pelos legítimos diretores da entidade’.

De acordo com dirigentes do alto escalão do Departamento de Formação e Organização do PCdoB [Partido Comunista do Brasil], em Porto Velho, ‘João Bosco Mafra tentou filiar-se na agremiação, mas  teve obstado seu ingresso porque o TRE [Tribunal Regional Eleitoral] identificou dupla filiação partidária’.

Já na representação Estadual da CTB, os dois principais acusados [Joao Bosco Mafra e Enerly Martini] de tentar usurparem, desde o final de 2012, o poder da diretoria da AMPLA legitimamente eleita, em eleições livres, pacíficas e democráticas, ‘não foi encontrado nenhuma filiação da dupla’. Contudo, a manobra que redundaria na deposição de diretores, a partir desta sexta-feira [19] começa ser apurada pela Procuradoria Geral de Justiça [PGJ] e a Polícia Federal a pedido da entidade.

ENTENDA O CASO – A infiltração de supostos grileiros na área do Projeto de Assentamento da Comunidade do Bairro Planalto teve início quando o acreano Laelson da Silva Lima [peão de fazenda, morador da BR-319, Km 23, Vila Aspecra, em Canutama, no Sul do Amazonas], juntamente com João Bosco Mafra e Enerly Martini, liderara um movimento insurreto dentro da comunidade local.

O foco do trio, segundo as famílias, ‘é a usurpação  da diretoria da nossa Associação’. Provavelmente, o interesse é o mesmo de outros grileiros que invadem assentamentos e áreas de particulares como pretexto de enriquecimento ilícito com a suposta venda de lotes, através de ocupações ilegais de áreas de proteção ambiental e áreas demarcadas para fins de reforma agrária’, disseram a este site de notícias.

Xico Nery 

Fonte: Xico Nery-News Rondônia

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