Segunda-Feira, 18 de Junho de 2018 - 21:49 (Saude)

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CREDENCIAMENTO DO HOSPITAL DE AMOR DA AMAZÔNIA: COBRANÇA LEVA O MINISTRO DA SAÚDE ACELERAR O PROCESSO

O Ministério da Saúde avalia trazer para o hospital um "acelerador linear". O equipamento é um dos mais modernos do mundo voltado ao tratamento oncológico.


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O ministro da Saúde, Gilberto Occhi visitou na manhã desta segunda-feira (18) as instalações do Hospital de Amor da Amazônia. Vinculado ao antigo Hospital do Câncer de Barretos o HAA teve a sua pedra fundamental lançada, em janeiro de 2015. Está na reta final de construção. Mesmo assim alguns atendimentos já são prestados.

O Ministério da Saúde avalia trazer para o hospital um "acelerador linear". O equipamento é um dos mais modernos do mundo voltado ao tratamento oncológico.

"O hospital tem um pleito de um acelerador linear. O MS está avaliando essa necessidade. Acreditamos que nos próximos dias definiremos os locais onde essas 80 aquisições que nós fizemos de (aceleradores) serão alocadas no Brasil”, destaca o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

A partir de agosto, o HAA passa atender com a radioterapia. Outra novidade será o funcionamento do centro cirúrgico, que contará com UTI e internação.

"Estamos cobrando do Governo Federal uma ação mais efetiva para o Hospital do Amor aqui em Porto Velho. Precisamos acelerar o atendimento, para nós possamos dar atenção a aquelas pessoas que precisam do Hospital", informa o senador da República, Acir Gurgacz do (PDT).

Com a obra 100% concluída, o Hospital de Câncer atenderá a todas as especialidades, que influem no tratamento da doença. Até o final de agosto os serviços de internações e cirurgias que acontecem no hospital de base (barretinho) seguem para o Hospital de Amor.

"O hospital vai proporcionar desde a internação a consulta, partindo para os exames, assim como a radioterapia e quimioterapia. Isso no mesmo complexo", destaca, o diretor executivo da HAA, Jean Negreiros.

Gilberto Occhi seguiu uma visita institucional que consistiu na entrega de caminhonetes avaliadas em 660 mil reais. Outro assunto dá agenda do ministro a pedido do presidente da fundação pio XII Henrique prata esteve o credenciamento da unidade com o SUS.

A partir desse processo, o hospital será considerado um Centro de Alta Complexidade (Cacon) em oncologia. Passada está etapa a expectativa é que 95% dos serviços que ainda são realizados, em Barretos, no interior de São Paulo, sejam feitos todos em Porto Velho.

Durante entrevista a imprensa, o presidente dá Fundação Pio XII declarou indignação com a demora no credenciamento do HAA. Para Prata “é inadmissível que o processo esteja “atrelado” a uma concorrência com o Hospital São Pellegrino”.

“É muito importante que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) saiba que esse complexo foi feito com dinheiro do povo de Rondônia. Aqui não tem nenhum tostão do governo Federal e muito menos do governo Estadual. Nossa limitação neste momento vem sendo ter [que passar pelo crivo] de ficar achando que temos que dividir os serviços com uma “clinica” (Hospital São Perellegrino) que faz um serviço somente parcial nos doentes. E o pior é que a clínica compete o credenciamento conosco. Isso tem dificultado os atendimentos por completo da unidade”, alega o presidente da Fundação Pio XII.

No encontro, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi foi cobrado da urgência em credenciar o mais rápido possível o Hospital de Amor da Amazônia. Com o credenciamento á Fundação Pio XII passa a gerir a unidade.

"Isso depende de um grande entendimento. Por isso estamos com o governador de Rondônia, bancada do Estado aqui. É uma discussão abrangente, mas o que nós queremos e temos a intenção aqui é de fechar um grande entendimento. Se chegarmos a um consenso quem ganhe é a população de Rondônia no tratamento do câncer, disse o ministro, que ao ser questionado por um jornalista insistiu em dizer que faria o possível para que o processo fosse resolvido de maneira rápida”, finalizou, Gilberto Occhi.

O debate no entorno do credenciamento do Hospital de Amor da Amazônia ocorre desde 2017 e já foi motivo discussão.

Fonte: NewsRondônia

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