Segunda-Feira, 26 de Dezembro de 2016 - 10:00 (Colaboradores)

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CONHECIMENTO SONHADOR [SÉRIE – CDLXVI] – Por Max Diniz Cruzeiro

Conhecimento Sonhador é aquele que parte de um princípio de construção onírica que abastece uma deformação de algo que se compõe em novos cenários e perspectivas.


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Conhecimento Sonhador é aquele que parte de um princípio de construção onírica que abastece uma deformação de algo que se compõe em novos cenários e perspectivas.

A formação do onírico é através da subtração de partes de objetos que estão no habitat. Em que um fenômeno de integração distorce a coisa dentro do indivíduo enquanto ele processa as informações para que a verdadeira forma seja construída e projetada.

Essa decomposição permite fusionar perspectivas, atributos, variantes de coisas que não são percebidas interligadas no ambiente. De forma que o atributo percebido em uma escova, irá se integrar com um atributo percebido com um cavalo, um rádio, e uma nuvens, se todos estes objetos fazer um sentido de surgimento.

Então a coisa deformada pode se projetar na forma de um pássaro que tem partes de cada um dos elementos subtraídos para que a fôrma do objeto possa ser construída.

E os significantes atribuem uma funcionalidade para esta ave que voa num oceano lindo de baixo do mar cheio de estrelas.

As estrelas sorriem. É algo marcante que você está construindo neste momento, transportando os conectivos de onde a sua imaginação os registrou para codificar nesta nova apresentação da realidade, que parte para uma substituição de cenário, em que o pássaro passa a viver debaixo das águas.

Então eclode um processo de criatividade, em que uma explosão de significados atribui coisas heroicas para o pássaro imaginário.

Então o pássaro adormece, e a correnteza o leva para fora da água, e como a herança de seus atributos é ser um anfíbio, o pássaro de fora d’água perde o fôlego, e consequentemente a sua vida.

Reparem que o significante foi preenchido com a informação de que a vida poderia somente existir se tivesse o elemento submerso, e a projeção deste conhecimento faz com que você projete a condição de não vida para este pássaro que se afoga com o vento.

De repente um pintor que está na praia retrata o corpo da ave inerte, e num processo de colagem logo coloca o pássaro fotografia de sua percepção.

O vento está revolto, então a tela voa e o pintor não a consegue novamente captar e a tela se afoga no mar, dando vida ao pássaro que não mais e afoga.

Novamente o sentido original da trama do sonho se conecta, os atributos de água se relacionam com a vida e o pássaro passa a ser ressurreto.

O pássaro integral do nosso sonho é uma projeção que todo o leitor que chegou até este ponto, foi capaz de tecer uma idealização projetiva. Prova que podemos ter sonhos também estando acordados, e este fato demonstra que nossa ocupação sempre deriva em conectivos que permitem despertar para que um simbólico se conecte a outro, dentro de um espaço delimitado de pensamento em que percorremos durante todo o momento.

Sair deste sonho projetivo que está além da satisfação, em que a libido passa a efetuar descargas constantemente é um grande desafio para os pesquisados que trabalham com os conceitos relativos a saúde do pensamento.

Para algumas pessoas o sonho pode ser um pesadelo quando orientado para a percepção projetiva que conectam atributos que causam afetação e aflição.

Para outros pode ser um despertar de um desejo que se consome e que a agradabilidade faz do desejo uma necessidade de cada vez mais consumir.

Os sonhos permitem a uma pessoa ter acesso as impressões que mais representaram a adição de informações no decorrer do seu dia.

As vezes os seus conteúdos não significam nada para os indivíduos, mas a sua trama como é erguida diz muito ao sintetizar o tipo de informação que o indivíduo passa a se ocupar em seu dia a dia ao ponto dela passar a repercutir interiormente quando ela passa a fluir sem formas de repressão em que as construções, as imagens e os cenários repercutem.

O sonho se esgota quando a pessoa é realizada dentro do desfecho da trama psíquica que se permitiu sonhar, e logo passa a se prender e a se conectar a outros atributos para fazer parte de outro sonho que está inserido dentro de seu padrão de perceber o mundo.

Compreender o fenômeno é vital para que o indivíduo perceba seus movimentos reativos, o que tem maior predisposição para se ligar quando algo é percebido no mundo onde ele está conectado.

As ações que inserem este jogo, permitem identificar o tipo de jogador que você é. E de repente se perceber como jogador te conecta a lembrança de um conteúdo de ação que você gosta ao qual pode espertar o interesse e a vontade de ligar um aparelho para continuar o seu sonho conectado a uma tela de computador que te interligará com outros competidores para transformar a necessidade de realizar o seu primeiro sonho seja conquistado através da aventura do “jogo” ou game da vida real que está ao alcance do despertar do seu dedo.

O sonho desperta a fantasia, desperta o lirismo, desperta o devaneio e desperta a ilusão, ao gerar ocupação prende a atenção de um indivíduo, é muito mais evidente estando uma pessoa acordada do que quando seu corpo está adormecido, as vezes se conecta tão bem a realidade que seus pensamentos não são percebidos como estrutura de um sonho que se segue projetivamente.

Serve ao seu dono, como este sendo o seu próprio guia, e também pode servir para distanciar um sujeito da realidade, se este for parte do objetivo e expressão de sua própria vontade. Ao liberar a fantasia conectada do indivíduo a uma construção ilusória agindo projetivamente.

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro

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