CONHECIMENTO RESILIENTE [SÉRIE – CDXXV] - Por Max Diniz CRuzeiro - News Rondônia O Conhecimento Resiliente é aquele que se preocupa com um olhar centrado na visão do outro de forma a entender sua dor, suas angústias, afetações e sua alegria.

Porto Velho,

Sexta-Feira , 23 de Dezembro de 2016 - 08:11 - Colaboradores


 


CONHECIMENTO RESILIENTE [SÉRIE – CDXXV] - Por Max Diniz CRuzeiro

O Conhecimento Resiliente é aquele que se preocupa com um olhar centrado na visão do outro de forma a entender sua dor, suas angústias, afetações e sua alegria.

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O Conhecimento Resiliente é aquele que se preocupa com um olhar centrado na visão do outro de forma a entender sua dor, suas angústias, afetações e sua alegria.

O princípio do amor estabelece que uma pessoa não se sinta invadida pela outra, e somente através de uma conexão, que é possível fazer com que meu olhar possa captar o olhar da pessoa que estou em conexão.

Mas não basta apenas este conectar, tem que se construir uma relação de permuta, onde a identidade do outro possa receber pinceladas de estímulo da minha visão periférica, e nunca centrar a minha visão como parte central da percepção da vida do outro, porque ele deve estar livre para interpretar a sua existência a partir dos laços que sua força de trabalho é capaz de identificar projetivamente na interação ambiental.

Porque essa subjetividade que se constrói conjuntamente está além de um laço formal de contato, ela se insere em uma dimensão superior onde as conexões também são de ordem mental.

Ser resiliente portanto é encontrar este caminho que faz de mim um guardião do outro, mas sem tolher a sua liberdade e sua expressão no mundo. E sendo sabedor da necessidade do ser que eu compartilho o amor, orientar um senso de construtivismo conjunto que permita que minha subjetividade com a criatividade do outro estabeleça um mecanismo propulsor de desenvolvimento mútuo.

A partilha é um encontro de soluções para a resolução dos conflitos, visto da ordem da problemática da vida, e não um realçar somente solidário da dor e da aflição. Está além de subir a montanha do lado de alguém, é coordenar para que todos que estejam se projetando para o seu cume possam se abastecer te todos os conectivos que se permitam um subir em conjunto em que o outro verdadeiramente importa.

Importar é sinônimo de agir consciente. E exige desta consciência um reflexo de fazer bem ao outro e a si mesmo. É uma ordenação de sentidos em que as práticas se tornam suaves e dirigidas sempre para os fatores de crescimento coletivos.

Onde o apego, a vaidade, as outras coisas de eixo egocêntricas da vida são deixadas de lado quando uma pessoa que necessita de auxílio é atendida pela verdadeira compreensão de sua necessidade.

A resiliência exige permuta, em que o bem se fortalece na estrutura do bem, e onde os desvios servem para sintetizar o que pode ser melhorado, porque é compreensivo o erro onde todos podem um dia reduzir a intensidade de sua chama.

E a resiliência exige estender de mãos, não para a coisa errada, mas para que o indivíduo tenha uma chance de recuperar a sua autoestima, sua integridade, sua alma berço de sua cultura.

Ser resiliente exige a prática cada vez mais vigorosa do amor. Cuidar da prática da vida para tecer relações que solidifiquem a construção coletiva.

É um ato de discricionariedade que exige humanidade por parte de quem pratica, e mesmo ressentido capaz de mostrar que é capaz de relevar, perdoar ou se solidarizar.

Não é piegas raciocinar desta forma, através do construtivismo da ideia se fortalece a verdadeira noção de laço que você esteja disposto a repercutir em sua vida.

A frieza pela indiferença não faz parte de uma atitude resiliente. Os indivíduos devem reconhecer a necessidade de sobriedade em suas decisões principalmente quando elas refletem necessidades de terceiros.

O meu sucesso não pode estar condicionado ao fraco de outro indivíduo, assim como o meu fracasso não pode ser elevação de outro.

A resiliência exige compromisso, e ele deve ser fortalecida e transformada em uma amizade, que se gestada tenderá a se multiplicar porque este é um dos sentidos da vida, crescer coletivamente.

Toda a atitude está vinculada a dois caminhos, porque escolher aquele caminho que leva a ampliação do conflito?

O que se baseia a tua razão que faz você se condicionar uma verdade que se apega ao qual lhe transmite uma sensação de que você está superior em escala de julgamento em relação a outro indivíduo?

Se assim o for, este conceito não se inscreve a resiliência, por que não existe amor pelo outro, apenas amor por si mesmo, porque a relação que você construiu consigo mesmo é a identificação com aquilo que você colocou dentro de si como verdade, onde o outro não está inserido, mas a vida sem o outro é vazia de sentido, de sentimentos de partilha e comunhão.

Porque o propósito coletivo de fixação no solo é perdido, porque o outro não importa, a minha necessidade passa a ser restrita a um apanhado de coisas que me causam apenas uma identificação que não sintetiza a vida em sociedade. Porque somente se olha para o narcisismo longe da necessidade que um outro um dia possa manifestar neste fator de interação grupal percebido como uma construção subjetiva.

Então o tempo da vida se esgota, os amigos já se foram e tudo o que mais importa é esperar que alguém lembre de ti, mas se você for capaz de ter construído um amigo verdadeiro que se importa contigo, ele ainda irá bater em sua porta enquanto você é vivo, porque ele foi capaz de inserir você dentro da construção subjetiva, em que os laços se integram em amor, fraternidade, compaixão, solidariedade, amizade e resiliência.

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Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro

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