Sexta-Feira, 23 de Dezembro de 2016 - 15:36 (Colaboradores)

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CONHECIMENTO PERIFÉRICO [SÉRIE – CDXXX]

O Conhecimento Periférico é um conjunto organizado de ideias de interligação entre um eixo central e outro que se encontra nas mediações do objeto principal.


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O Conhecimento Periférico é um conjunto organizado de ideias de interligação entre um eixo central e outro que se encontra nas mediações do objeto principal.

Estabelece a visão com que os entes de um adensamento se comunicam com a região central.

É centrado para a visualização da cultura como forma de expressar o sentimento interno do agrupamento periférico.

Procura relacionar a identidade que as pessoas na aglomeração periférica diferem de outros centros.

O periférico agrega valores, juízos, atribuições e funcionalidades distintas que permitem visualizar o seu conceito como não principal.

A percepção do periférico como ente pode sintetizar a verificação de uma hierarquia que se submete o secundário, ou periférico, para ser tutorado pelo primeiro, principal.

O vínculo é formado de forma que o excedente do esforço seja encaminhado para o núcleo central.

O periférico pode ser compreendido como a massa de uma fôrma que coordena as ações do principal.

A cultura do periférico determina a forma que os seus elementos se visualizam nos processos de intercomunicação com o principal.

O periférico envolve uma visão diferenciada que permite ele se segmentar por meio de fatores delimitadores específicos do agrupamento.

O periférico constrói suas próprias tendências por captar linhas de raciocínios diferenciada por estabelecer conexões com as necessidades locais mais fortes em termos de construções de laços do que com a metrópole.

O periférico necessita de transferência de conhecimento do principal, uma vez que refletirá em seu desenvolvimento a ajuda recebida.

Quando o periférico de desenvolve além da percepção do ente principal, então uma tendência de canibalização da hierarquia tenderá a realocação do periférico como principal, e o direcionamento da influência é alterado.

A política de relacionamento entre o principal e o periférico é pautada para que o principal não venha a ser canibalizado pelo periférico.

O periférico passa a lutar para conquistar o conhecimento do principal a fim de se equiparar ou tentar conseguir a sua emancipação.

As relações de conflito podem se ampliar a medida que os fatores de resistência que inibem a transferência do desenvolvimento são identificados e ampliados.

Geralmente quando uma pessoa que se encontra em área periférica consegue destaque, ela passa a se perceber como um elemento principal, e logo existe um deslocamento para que a pessoa migre para a área central e o vínculo periférico é reduzido.

Poucos casos que se sobressaem conseguem permanecer na área periférica para distribuir o desenvolvimento localmente, em vez de migrarem para a região mais desenvolvida.

Muitas vezes a cultura periférica tenta ampliar a sua autoestima em relação a sua visão distorcida das áreas centrais. Em que a percepção de situações de violência é percebida com maior facilidade.

Geralmente a periferia é excluída do eixo das decisões importantes que refletem sobre ela mesma. E a construção do saber fica orientado para um regramento em que as instruções são aditamentos, onde não existe a colaboração da cultura do espaço periférico no centro das decisões.

Então princípios de rivalidade são estabelecidos e grupos mais radicais passam a ditar as formas de retaliação para as regiões mais centrais, de forma que elas passem a perceber a existência de uma insatisfação na região periférica.

Então as relações são cortadas, a ampliação do conflito é estabelecida, o protesto eclode, em que dificilmente ele parte da zona central, mas das percepções periféricas que são afetadas primeiro quando uma crise se instala.

Falta apoio, falta audição, falta integrar ideias, falta distribuição, ... tudo são motivos que reforçam a tese que a periferia está excluída do desenvolvimento.

Então os núcleos centrais partem para um controle da qualidade da transferência da informação, a fim de reduzir e restringir o acesso dos indivíduos periféricos.

Então os laços passam a ser desintegrados com uma maior facilidade. E a resultante é uma escalada de violência por toda parte.

A presença de vandalismo, e a percepção de falta de inclusão, colabora para que o cidadão sinta cada vez mais a necessidade de revidar a qualquer imposição de influência que a zona central estabelecer na área periférica.

Na observação de pichações a praças, monumentos, pontos de ônibus, propriedades para demonstrar que as transferências minguadas de benefícios não são bem aceitas por que não fazem parte de um movimento democrático legítimo.

Então o discurso de protesto se fortalece. A visão da periferia se cerra dentro dela mesma, o grupo passa a se perceber unido em torno das mesmas dificuldades, e a luta surge como meio de manutenção da própria existência.

É como se o sentimento de que a cultura de periferia é órfã dos mecanismos que legitimam a distribuição de renda. E que, portanto, para se preservar tem que construir uma identidade diferente, irreverente que não dependa tanto de quem não tem consciência para distribuir.

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro

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