Quinta-Feira, 22 de Dezembro de 2016 - 14:37 (Colaboradores)

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CONHECIMENTO LIMÍTROFE [SÉRIE – CDXXIII] - Por Max Diniz Cruzeiro

O Conhecimento Limítrofe é aquele que se encontra na região fronteiriça onde se situa os fatores de privação que não devem ser ultrapassados segundo a concepção de um modelo de pensamento.


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O Conhecimento Limítrofe é aquele que se encontra na região fronteiriça onde se situa os fatores de privação que não devem ser ultrapassados segundo a concepção de um modelo de pensamento.

A situação limítrofe é aquela em que a área de exclusão é ultrapassada, e que, portanto, fatores além do limite podem ser ativados pelas consequências diretas da percepção desta ultrapassagem.

Está além da incursão dos fatores delimitadores, e está na fronteira em que o limite se instala, onde o front segue a barreira logo em seguida, que um percurso em falso faz com que uma pessoa desavisada atinja a mina que está alojada logo após o limite.

Essa zona é um setor de instabilidade, que qualquer variação no caminho pode fazer com que o limite seja ultrapassado.

É como se a libido estivesse aflorada, e uma vez uma influência que lhe cause certa agitação irá fazer com que a situação estressora seja desencadeada.

Então se percebe nesta zona uma manutenção de uma tensão que prima por ultrapassar a barreira e que ao mesmo tempo é contida pelo impulso. Mas que se uma corrente lhe ensejar uma pressão, o movimento combinado e interativo das forças irá provocar a ação em que a posição além do limite é ativada.

É uma zona de instabilidade, em que nada pode se afirmar de fato sobre o que pertence a um lado e o que pertence a outro.

Em que a fronteira é uma demarcação ilusória, como uma linha simbólica que divide dois países inimigos.

No qual uma situação inesperada contribui para intensificar a tensão existente entre os dois lados.

E quando se alcança esta zona um mínimo sinal de impulso pode provocar uma tentativa de que um soldado vá para outro lado. E chegando do outro lado são outros obstáculos, uma nova lei, uma nova ordem. Que nem sempre o indivíduo é aceito, e ultrapassar a situação limítrofe pode conduzir o soldado desprevenido para a morte.

A existência do limite já traz um ensinamento que do outro lado é terra proibida, solo ingrato, que a ultrapassagem significa fuga de uma qualidade, e que esta fuga sintetiza um prejuízo para as bases do conhecimento da área delimitada.

Quem entra na zona limítrofe quer escapar e acaba prisioneiro. Não consegue jamais se ajustar do outro lado, mas a sua falta de expectativa pode significar que aquele que ultrapassar o limite poderá encontrar do outro lado a continuidade de seu desterro.

Porque os problemas são carregados, de uma extensão para outra além do limite. E nada mais se pode suportar para quem ultrapassa esse limite onde a premiação é a morte.

Ou um sofrimento em que o oponente não terá piedade para a vida do soldado que é tido como inimigo.

Então pode-se extrair que o princípio de curiosidade e as afirmativas que fazem uma pessoa perceber que a ultrapassagem da zona limítrofe ele encontre sua paz, nada mais é do que uma miragem, como uma sereia que atraí a vítima para o afogamento.

E sendo miragens o sujeito que se sente atraído pela ultrapassagem se guia por uma projeção que é uma ilusão que não irá conduzir a solução do seu conflito, mas que irá restringir a sua vida, e o aproximar do aniquilamento total.

Porque o inimigo é sabedor do seu oponente, e usará todas as suas armas para persuadi-lo a caminhar pelo caminho do seu autoextermínio, porque a terra do oponente deve ser arrasada, com todos os seus víveres e toda sua gente.

E atraído por esta curiosidade mórbida, encantado com os encantos que não existem do outro lado, a vítima se aproxima da zona de perigo, e ao aproximar ela se torna indolente e quando ultrapassa vem o arrependimento tardio, que não tem mais tempo para ser corrigido, porque foi assim a afeção mental que conduziu o seu destino.

O inimigo persuade o seu adversário. Ele infiltra ideias em seu raciocínio, a vítima desprevenida não consegue perceber que está sendo atraída para a zona limítrofe e seu corpo entra em estado de decomposição e putrefação em virtude de sua não vigilância.

 

Porque um soldado acordado vale muito mais do que mil homens dormindo, é sabedor do perigo, sabe se aliar com aquelas informações e elementos que o conduzirão a permanecer em constante vigília, e uma vez em vigília é capaz de perceber as influências do inimigo em sua psique. Porque o inimigo é cruel, não tem piedade de seus oponentes, é capaz de tudo para sobre julgar a sua força e fazer valer o seu arbítrio.

A guarda precisa estar em vigilância constante, e a displicência poderá colocar todos em perigo, porque cada um é responsável e solidário para o outro a fim de que uma pessoa desavisada que adentre na área limítrofe e passe a correr desnecessariamente risco, quanto a sua integridade de vida.

Então o inimigo é exímio em persuadir. Ele sabe os seus pontos fracos, e vai ativá-los toda vez que vê uma chance de diminuir o seu potencial de ação, porque ele quer arrasar o seu oponente, ser capaz de impor toda sua força para que você seja convencido da necessidade de sua supervenção.

O inimigo quer sua vida, ele não quer sua felicidade, e se aliando ao inimigo você não vai encontrar a sua paz tão sonhada, apenas mais desespero e uma morte lenta proporcionada pela agressividade do oponente quando o encontrar, porque ele crê ser superior a você e te despreza. A decisão é sua, os seus passos podem se guiar no sentido do caminho que te trará felicidade, amor, perseverança, tranquilidade e sobretudo vigilância, sempre.

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro

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