Quarta-Feira, 21 de Dezembro de 2016 - 11:04 (Colaboradores)

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CONHECIMENTO LIMITADOR [SÉRIE – CDVIII] - Por Max Diniz Cruzeiro

O Conhecimento Limitador é um conjunto de regras que permitem identificar pausas em funções cerebrais que podem ou não repercutir no ambiente através da expressão do pensamento.


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O Conhecimento Limitador é um conjunto de regras que permitem identificar pausas em funções cerebrais que podem ou não repercutir no ambiente através da expressão do pensamento.

O limite é um divisor entre duas estruturas, ou pode ser percebido a partir de uma divisão entre dois meios, em que uma barreira somática é colocada, algo em que os elementos que constrói um meio não sejam capazes de transpor, ao menos que uma condição diferenciada seja satisfeita.

Essa condição é uma chave, que deve abrir as comportas de um entendimento que está além da barreira. E ao abrir o contato com a coisa estabelece-se um vínculo, na geração de uma afinidade, como uma atividade que se instala e é geradora de consciência.

O limite pode ser visto como um limiar. O limiar como um ponto em que é permitido uma carga entrar em fuga, e uma fez ela “derramando” ou “transbordando” ser capaz de ativar o procedimento posterior que está na sequência da atividade, numa forma de transicionar elementos e fatores de ordem relevantes para um modelo ou estrutura de pensamento.

Então observe o limite como sento um quantificador de energia, como se um conteúdo energético tivesse contido em um jarro, e ele tem um ponto que além do seu preenchimento passa a transbordar, e a conexão com outro jarro irá fazer com que o recipiente seguinte comece a ser preenchido.

Porém cada jarro é recebedor de uma informação, que somente é ativada se seu conteúdo é completamente preenchido.

Mas como a informação pode estar oculta? Uma simples questão de surgimento do que está invisível, como se o jarro tivesse raspas de limão, e quando entra em contato com o conteúdo a reação do sumo do limão presente neste jarro, junto com o conteúdo líquido, irá evidenciar a mensagem que estava impressa no material, que se não fosse a transposição dessa energia jamais sua inscrição estaria visível para um observador que tivesse a sua frente. Uma breve ilustração onírica de como pode ser repassada esta informação para os mais jovens, através da expressão da arte.

Então quando o conteúdo transborda finalmente a mensagem está completa. A frase já está montada, porém uma só frase não é necessário. Se atingiu um limite, e outro limite precisa ser atingido para que a frase seguinte seja acessada. E assim sucessivamente, um a um dos recipientes vão surgindo impressões em que finalmente todo o segmento impresso é compreendido.

O limite exige observância da libido, a libido é essa acumulação que se predispõe a fazer com que a informação seja visível, seu conteúdo deve ser estável, razão que o balanceamento dos neuromediadores e neurotransmissores é de fundamental importância, uma vez que variações na composição desta libido irá interferir na “qualidade” em que esta força se apresenta para movimentar o “esquema” aqui evidenciado. A qualidade ruim borra a mensagem.

A libido, portanto, é um quantificador, e como quantificador espera-se que ela libere pulsos que possam convergir em processamento cerebral.

Seu limite é a capacidade de produção de efeitos do neurônio, onde tudo que excede é liberado para facilitar sua própria sobrevivência. No sentido que se houvesse retenção a sobrecargas de impulsos poderia ser fatal para o neurônio. Então é uma tentativa de se instituir uma liberdade, em que o limite é o caminho da sobrevivência, e este caminho da sobrevivência permite ao neurônio se reservar em termos de estrutura de carga para que ele consiga nutrir suas necessidades.

No qual o excedente quando transitado permite o surgimento de um caminho, onde todas as partes são chamadas para fazer parte de um vínculo. E este vínculo é capaz de ser um elo de comunicação numa única direção, onde o elemento posterior tem “consciência” das consequências que foram geradas para todos os componentes antecessores. Mas que se busca em conjunto reagir a uma demanda ambiental, em que a forma associativa de vida neural facilita a vida de forma que o trabalho combinado entre as partes irá promover a resposta que devolverá ao ambiente o chamamento necessário para se ajustar ao estímulo sofrido, que foi originado de uma “instigação” como uma provocação a não estabelecer uma conexão com o aniquilamento, ou seja, com sua pulsão de morte.

Então em um processo de doação, neurônio após neurônio é convidado pelos pulsos a sair de sua zona de conforto, e através de um limiar fazer com que o ponto limite seja transloucado. E a sequência de estímulos possa se encontrar com seu objetivo de se integrar e fundir com o sistema nervoso central.

E neste sistema nervoso central outros mecanismos mais complexos em que fenômenos de ativação, no sentido de limitação, são acionados também como estruturas de forma de chaveamento que irão permitir que as conexões entre as partes sejam desencadeadas sempre no sentido de agrupar e preservar toda a vida neural.

Assim se constrói o ser humano autêntico, quando ele for capaz de ultrapassar a barreira daquilo que o limita, e quando este limite é ultrapassado, ser capaz de avançar projetivamente para se encontrar com outra barreira que precisará ser transposta e fazer com que a sua contínua absorção de conhecimento corresponda a sua necessidade pessoal, grupal e ambiental.

O limite pode ser percebido como um ponto de controle, em relação a um avanço não controlado do ambiente ao organismo, desta forma circuitos paralelos colaboram para contornar através da plasticidade cerebral a coisa em que fora gerada defeito, a fim de que o indivíduo se preserve das influências negativas que incidem sobre sua experimentação. Sempre que possível do ponto de vista social o limite não deve ser encarado como sendo algo perverso ou negativo, mas uma forma de gerar equilíbrio na espera de que o vaso seja transbordado. E quando alguém fica inerte no caminho, é sinal que outros devem agir para que o seu vaso venha a transbordar um dia.

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro

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