Quinta-Feira, 16 de Novembro de 2017 - 10:21 (Colaboradores)

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CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE NEUROCIÊNCIAS: CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS

Em seus estudos foi capaz de demonstrar que os mecanismos de morte celular no SN em desenvolvimento dependiam do estágio de diferenciação.


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Grande parte das células geradas na camada germinativa do sistema nervoso no desenvolvimento embrionário, a divisão dos progenitores neurais acontece junto da eliminação de muitas células que foram geradas. Não é um fenômeno de opoptose, é um tipo de morte celular proliferativa e antecede a degeneração de neurônios juvenis explica o Professor associado do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Stevens Rehen.

Em seus estudos foi capaz de demonstrar que os mecanismos de morte celular no SN em desenvolvimento dependiam do estágio de diferenciação.

A morte celular programada – apoptose – deveria ser evitada com a introdução de uma proteína com síntese de bloqueio de sua morte, nos neurônios recém-nascidos situados nas zonas proliferadas para que pudessem sobreviver. Mas mesmo que os neurônios ultrapassem a apoptose, podem ser eliminados pela proteína que sintetiza a apoptose, no caso de perca da competição por fatores trópicos quando encontram o elemento alvo em que o axônio neural se fixa.

Com o tempo, o estudo tornou possível descrever a existência de alterações cromossômicas (aneuploidias) no cérebro humano normal. Esses cromossomos poderiam ser úteis, caso não tivessem associados a disfuncionalidades ou doenças, de geração de uma grande diversidade de fenótipos neuronais em um SN adulto.

A tese tratada nesta pesquisa sinalizava que os neurônios com diferentes números de cromossomos que se apresentavam desorganizados era uma explicação para a morte proliferativa.

Após a mitose o repertório do cromossomo adquirido pelo progenitor neuronal definiria o seu destino que seria o efeito de morrer ou fazer parte do sistema neural de um adulto. Ainda durante o desenvolvimento, muitas células são eliminadas com a perda ou ganho de múltiplos cromossomos, enquanto células com poucas perdas ou ganhos cromossómicos sobrevivem e com maior frequência passam a compor o cérebro de um adulto.

A hipótese desta teoria é que os cromossomos desorganizados de células indicam uma necessidade de aperfeiçoamento no sentido do rearranjo ou organização garantindo a complexidade do cérebro, como mosaicos afirma Rehen, sendo necessário um ordenamento que permita uma imitação dos modelos anteriores herdados pelos pais.

Esse estudo também avançou no sentido de tentativa de mapeamento de um fosfolipídio simples chamado ácido lisofosfatídico que influencia o ciclo celular, reduz a morte proliferativa e favorece a diferenciação dos neurônios provocando sucos anatomicamente no córtex cerebral (pesquisa realizada em camundongos).

Este estudo avança para o estudo de células embrionárias (pluripotencialidade) a fim de aplicação pela medicina regenerativa que tornam necessários ao aprofundamento dos mecanismos de diferenciação neuronal, a fim de obtenção de quantitativos significativos de células pluripotentes para serem utilizadas como células-tronco embrionárias humanas.

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro

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