Sexta-Feira, 03 de Novembro de 2017 - 12:59 (Colaboradores)

L
LIVRE

CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE NEUROCIÊNCIAS: [013] – A FRENOLOGIA E O NASCIMENTO DA NEUROCIÊNCIA EXPERIMENTAL - Por Max Diniz Cruzeiro

Anteriormente à Charles Darwin a mente residia nos espaços ventriculares do cérebro de estudos que se seguiram desde o século IV d. C. através dos estudos anatômicos incorporados pela igreja do estudioso romano Galeno (130 – 200 d. C).


Imprimir página

O século XIX houve um grande desenvolvimento das ciências, em particular à biologia com o seu expoente Charles Darwin (1809 – 1882) que expos ao mundo a teoria da evolução abalando um dos pilares da civilização passada. A mente deixou de ser vista como algo etéreo para ser matéria cerebral humana.

Anteriormente à Charles Darwin a mente residia nos espaços ventriculares do cérebro de estudos que se seguiram desde o século IV d. C. através dos estudos anatômicos incorporados pela igreja do estudioso romano Galeno (130 – 200 d. C).

A pureza da alma era dada pelos espaços vagos do cérebro humano conectada a parte superior ligada as estruturas divinas e as “três” células ventriculares desta teoria: anterior, mediana e posterior indicavam a conexão com a trindade; onde eram distribuídas as funções mentais.

Essa teoria dizia que a mente era formada a partir de três etapas: a primeira era a coleta de impressões do ambiente na forma de sensações; a segunda a imaginação ou pensamento; e, a terceira, o armazenamento na memória.

O córtex não era percebido como uma estrutura ordenada. Quando se observou com mais detalhamento foi possível perceber que funções distintas estavam de diferentes localidades no cérebro humano.

Franz Gall (1758 – 1828) estudou o efeito da especificidade coerente com a localização cerebral e estudou com precisão as circunvoluções corticais (anatomista e austríaco). Ele acreditava que o cérebro humano era uma máquina que reproduzia pensamentos, comportamento e emoção; e que cada órgão tinha diferentes funções.

Ele catalogou 27 faculdades afetivas e intelectuais. E as indexou cada uma em uma posição no córtex cerebral. Gall afirmou que o nível de atividade iria determinar o tamanho e desenvolvimento do órgão. E que o desenvolvimento de uma faculdade mental desenvolvia o cérebro causando uma protuberância na região específica.

Como Gall afrontou o conhecimento de sua época a igreja e o Estado cuidaram para que ele fosse expulso de Viena em 1805. Indo para Paris em 1807, ao tentar entrar para a academia de ciências teve o seu acesso rejeitado porque suas ideias se confrontaram com o anatomista francês Georges Cuvier (1769 – 1832). A sua rejeição foi devido a tentativa da transposição da teoria das três funções da doutrina ventricular.

O discípulo de Gall, Johann Spurzheim (1776 – 1832) continuou os seus estudos gerando uma ciência conhecida como frenologia.

A protuberância do crânio, uma de suas hipóteses era veementemente rejeitada, porém a ideia de funcionalidade pela localização em diferentes regiões cerebrais era bastante atrativa e promissora.

Muitos anatomistas quiseram provar que Gall estava errado, e começaram a fazer lesões provocadas experimentalmente em cobaias no laboratório, dando início à neurociência experimental de hoje.

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro/NewsRondonia

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias