Sexta-Feira, 03 de Novembro de 2017 - 12:57 (Colaboradores)

18
Não recomendado para menores de 18 anos

CONCEITOS FUNDAMENTAIS DE NEUROCIÊNCIAS: [012] – NEUROÉTICA - Por Max Diniz Cruzeiro

Ou uma atividade que permita controlar um indivíduo a partir de um chip neural que possa estagnar o seu comportamento paranoico, obsessivo ou relativo a uma psicopatia.


Imprimir página

A neuroética se preocupa com questões que se estabelecem o conceito de benefício e malefício para uma sociedade, como Lent exemplifica do uso de estimulantes que causem uma superatividade psíquica que permita uma pessoa desenvolver superinteligência para passar em uma prova de vestibular.

Ou uma atividade que permita controlar um indivíduo a partir de um chip neural que possa estagnar o seu comportamento paranoico, obsessivo ou relativo a uma psicopatia.

Até que ponto é benéfico a utilização de um equipamento de leitura mental que permita interagir com um computador informações para a ativação de outros equipamentos eletrônicos?

São realidades que podem se cristalizar ou já estão em andamento e logo poderão estar disponíveis para a sociedade num espaço curto de tempo.

As tecnologias convergentes NBIC (nano-bio-info-cogno) são uma realidade em desenvolvimento e são capazes de influenciar os processos cognitivos humanos.

Além das aplicações serem espantosas, surge um conflito ético da capacidade de convergência da aplicação destes estudos serem convergidos para o bem ou para o mal.

Por isto é fundamental que as aplicações sejam discutidas como elementos em que a ética deve ser consultada a fim de que malefícios das aplicações não caiam sobre a sociedade.

Lent questiona: A pílula da memória, deveria ser consumida por quem? Por um paciente de perda de memória? Por um aluno na véspera da prova? O paciente com perda de memória poderia utilizar a pílula na véspera de um vestibular? O que é justo e o que é injusto? Até que ponto é ético implantar um chip de controle de comportamento em uma pessoa? Para dissidentes políticos? Para pessoas agressivas?

A revolução das comunicações tem causado bastante entusiasmo em muitos analistas, mas até que ponto a tecnologia deve ser desenvolvida para servir o homem sem apresentar um risco para a sua própria manutenção e sobrevivência?

Os desafios da neuroética não podem ser ignorados. Profissionais de saúde, tecnologias, estudantes, e aqueles que se interessam pelo assunto devem discutir os rumos que as neurociências estão desenvolvendo-se tecnologicamente para o desenvolvimento das comunicações.

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro/NewsRondonia

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias