Domingo, 05 de Novembro de 2017 - 19:43 (Colaboradores)

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COM CORTES DE SERVIDORES PELO GOVERNO FEDERAL, OPERAÇÕES DA PF EM RONDÔNIA ESTÃO COMPROMETIDAS

Com o corte de pessoal o setor da PF dentro do Aeroporto foi desativado. Por medida de segurança o órgão em Rondônia não informou a quantidade de servidores que atualmente compõem o quadro da instituição


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A presença de agentes da Polícia Federal (PF) no Aeroporto Governador Jorge Teixeira em Porto Velho a um bom tempo deixou de ser um serviço permanente. A informação pegou os passageiros de surpresa.

“Eu acho isso um descontrole. Não ter policiais para realizar os procedimentos de praxe, isso é o mínimo. Afinal de contas o que está acontecendo com o Brasil. De quem afinal é o Brasil?  Dos brasileiros ou dessa corja de políticos corruptos”, questiona a passageira, Dulcineia Gadelha.

Com o corte de pessoal o setor da PF dentro do Aeroporto foi desativado. Por medida de segurança o órgão em Rondônia não informou a quantidade de servidores que atualmente compõem o quadro da instituição. Mas deixou claro que o pouco efetivo vem sobrecarregando o trabalho das equipes.

“Nosso pessoal está sobrecarregado. Muitos agentes da PF estão com atestado médico psicólogo na busca de melhorar a sua saúde, justamente pela sobrecarga de trabalho”, denuncia  o diretor jurídico do sindicato dos servidores da PF/RO, João Bosco.

A fiscalização de tráfego aéreo com o objetivo de resguardar a União e os cidadãos é feita agora por uma empresa terceirizada.  A denuncia é do diretor jurídico do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal em Rondônia, que acusa o governo federal.

“Falta recurso não só para a estrutura da Polícia Federal. Os agentes tem viajado sem diárias. Nós acreditamos que isso é uma forma que o governo atual (Michel Temmer) encontrou para não atender as necessidades da PF em retaliação as operações da Lava Jato”, lamenta.

Cerca de 830 mil passageiros passaram pelo aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira em Porto Velho em 2016. O número demonstra a importância do [terminal] com destino a cinco estados brasileiros. Ainda de acordo com o sindicalista a situação da polícia federal na região norte foge a falta de agentes.

Em Guajará-Mirim as ações feitas pela representação da PF no município também estão prejudicadas. Por lá o corte no efetivo de policiais afeta diretamente no aumento dos crimes na fronteira com a Bolívia,principalmente o de trafico de drogas.

“Nós tivemos agora recentemente com a nossa Federação. Na reunião que aconteceu no Rio Grande do Sul (RS) foi elaborado um documento que ainda será emitido. Nele estará um diagnostico da falta de estrutura das delegacias da PF nas fronteiras do Brasil”, revela, diretor jurídico do sindicato dos servidores da PF/RO João Bosco.  

Fonte: NewsRondônia

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