COLUNA PAPO ROSA CHOQUE: A NOTÍCIA - News Rondônia O grande perigo mora na interpretação arcaica da visão de mundo delimitada que por falta de conhecimento passa a repassar o que na verdade não se conhece.

Porto Velho,

Domingo , 31 de Maio de 2015 - 21:04 - Colaboradores


 


COLUNA PAPO ROSA CHOQUE: A NOTÍCIA

O grande perigo mora na interpretação arcaica da visão de mundo delimitada que por falta de conhecimento passa a repassar o que na verdade não se conhece.

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Começamos hoje a nossa Coluna, Papo Rosa Choque! Não está ao nosso alcance nem é nossa praia dar a palavra final! Philip L. Granhan - Washington Post. Não sou jornalista e nem tenho esta pretensão, no entanto, como professora e apresentadora, me vejo em alguns momentos, como formadora de opinião e isto, de alguma forma faz de mim alguém que lê e expressa o que sente, e também de alguma forma isto se torna público.

A notícia tem como base, passar informação com conteúdo verídico sob a lente de quem vê ou interpreta. O grande perigo mora na interpretação arcaica da visão de mundo delimitada que por falta de conhecimento passa a repassar o que na verdade não se conhece.

A origem da palavra "notícia" provém do Latim, em que “notitia” significa “notoriedade; conhecimento de alguém; noção”. A narração de uma notícia de gênero jornalístico deve ser feita de modo exato, objetivo e imparcial. Nesse gênero de notícia, deve ser destacada a veracidade dos fatos, a clareza da linguagem e a objetividade do conteúdo. A estrutura do texto jornalístico é chamada de "pirâmide invertida", pois a informação mais relevante da notícia deve aparecer logo no primeiro parágrafo.

Nos parágrafos seguintes surgem outras informações por ordem decrescente de importância. Hector Mujica, quando afirma que toda a informação "tiene un contenido, una carga de opinión que deriva de las actitudes y opiniones de las personas que la proporcionan y de las actitudes y opiniones de quien la escribe". Esse tipo de crítica não atinge os aspectos ontológicos e epistemológicos do problema. A idéia da "pirâmide invertida" pretende encarnar uma teoria da notícia mas, de fato, não consegue. Ela é apenas uma hipótese racional de operação, uma descrição empírica da média dos casos, conduzindo, por esse motivo, a uma redação padronizada e não à lógica da exposição jornalística e à compreensão da epistemologia do processo.

Somente uma visão realmente teórica do jornalismo pode, ao mesmo tempo que oferecer critérios para a operação redacional, não constranger as possibilidades criativas mas, ao contrário, potencializá-las e orientá-las no sentido da eficácia jornalística da comunicação. Se produzir o texto de uma notícia é contar uma história, então, é preciso estar atento aos elementos que constituem uma narrativa: fato, tempo, lugar, causa, modo, personagens, conseqüência.

Eles estão presentes em QUALQUER história que a gente conte, seja ela real, fictícia, científica, religiosa etc. São estes elementos que, no jargão jornalístico, são denominados como o que, quando, onde, porque, como e quem.

“Inverter a pirâmide” significa começar a contar a história indo direto a que consequências algo levou. Para isso, precisamos agrupar as informações mais diretas e objetivas relativas aos elementos o que, quem, como quando, onde e porque. E isto deve ser feito logo no primeiro parágrafo do texto, que é chamado de LIDE. Não entendeu o motivo pelo qual resolvi escrever este texto? Explico. O jornalismo seja ele, escrito, televisivo, audivel, de botequim, de lavadeira, fila de banco, não importa. Importa é que são destes pequenos movimentos investigativos que os grandes crimes acabam sendo elucidados. Ou não.

Nina Lee Magalhães

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Fonte: Nina Lee Magalhães

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