Sabado, 14 de Abril de 2018 - 15:41 (Colaboradores)

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COLUNA CAMPO E LAVOURA: HÁ ESPAÇOS PARA AMPLIAR O AGRONEGÓCIO EM RONDÔNIA

Essa região com o solo corrigido pode contribuir para dobrar em três ou quatro anos a produção de grãos em Rondônia.


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Com mais de 5,4 milhões de hectares de campo em processo de degradação pelo uso inadequado do solo e ausência de tecnologia, Rondônia, que ainda é considerada como a última fronteira agrícola do País, se a curto e médio prazo partir investindo em programas de recuperação de áreas degradadas, poderá disputar espaços com gigantes do porte de Mato Grosso, Goiás, Paraná e outros, sem derrubar uma árvore.

Não vamos longe. Partindo de Porto Velho em direção ao Acre, tendo como base a BR 364 são mais de 300 mil hectares de terras com poucos acidentes geográficos, que são capazes de produzir, soja, milho, arroz e melhorar a cultura de bovinos de corte e leite, com pequenas correções do solo com calcário e fertilizantes. Essa região com o solo corrigido pode contribuir para dobrar em três ou quatro anos a produção de grãos em Rondônia.

Nos distritos de Jaci-Paraná, União Bandeirantes e Extrema, empresários com à visão aguçadas para o agronegócio estão investindo pesado no cultivo de grãos, inclusive, com duas colheitas de soja e milho por safra, respeitando o vazio sanitário. Ao contrário do Cone Sul do Estado, a área que abrange o vasto município de Porto Velho, se encontra no mínimo 400 quilômetros mais próximos do Porto na capital, reduzindo custos no sistema de transportes e via por de conseqüência apresentando maiores lucros aos produtores.

O governador Daniel Pereira, ao tempo em que ocupava a cadeira de vice-governador, ensaiou um plano interessante para desenvolver um projeto racional de ocupação desta área no norte de Rondônia. Visava convencer produtores rurais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com Know how na agricultura para arrendar áreas improdutivas, que após a correção do solo se tornariam produtivas gerando riquezas na região.

Portanto, não teve condições reais de colocada-lá em prática. A proposta era simples e de baixo custo para os cofres de Rondônia. Uma equipe técnica manteria contato com as federações de agricultura e sindicatos rurais dos estados sulistas, com ampla divulgação pelos órgãos de imprensa da região mostrando as vantagens e possibilidades de bons negócios aos produtores rurais interessados em investir em novas áreas.

Outro aspecto importante em se tratando do agronegócio em Rondônia são os altos investimentos das empresas revendedoras de tratores, implementos agrícolas, adubos e fertilizantes. Os empresários deste setor estão apostando todas suas fichas acreditando no desenvolvimento de novas áreas agricultáveis.

Fonte: NewsRondônia

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