Quinta-Feira, 19 de Abril de 2018 - 07:39 (Colaboradores)

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COLUNA CAMPO E LAVOURA: CONFLITOS AGRÁRIOS

Desde aquela época pessoas são sacrificadas nos mais longínquos rincões de Rondônia disputando um pedaço de terra.


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Quem estuda e conhece o processo de ocupação de áreas implantado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em Rondônia que teve inicio na década de 1970, sabe que os conflitos no campo são mais antigos do que se possa imaginar, se comparados com os números atuais apresentados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Desde aquela época pessoas são sacrificadas nos mais longínquos rincões de Rondônia disputando um pedaço de terra.

Formatada pelo regime militar, a ocupação dos espaços vazios despejou em Rondônia milhares de famílias, sendo que muitas delas abandonaram suas áreas, retornado as suas origens, uma vez que não receberam a titulação e nem o apoio necessário para explorar a terra de maneira racional. Assim, nasceram às invasões, vieram os jagunços, formaram-se os latifúndios, numa região que já foi até considerada uma terra sem lei.

A ocupação do território de Rondônia, infelizmente como tantos outros projetos neste Pais surgiu dos sonhos de “integrar para não entregar”, sem o mínimo de planejamento. As 17 mortes por conflitos de terras em Rondônia reveladas pela Comissão Pastoral da Terra, não retratam a realidade, uma vez que o próprio documento admite que outras pessoas podem ter sido sacrificadas sem o devido registro.

Nos últimos 15 anos durante o governo petista, não fora registrado nenhuma titulação de área em Rondônia. Porém, nos últimos 12 meses no atual governo, o INCRA retomou uma tímida entrega de títulos aos pequenos e médios produtores rurais muitos deles aguardando a mais de 25 anos.

Quando uma instituição como a Comissão Pastoral da Terra divulga um documento deste nível, acende-se um alerta de que algo vai errado no campo. Lamentavelmente, não Rondônia não merece, mas infelizmente ainda engrossa essa triste estatística.

Recebi na segunda-feira (16) com tristeza a noticia do passamento de dois amigos e colegas de profissão. Mauricio Calixto em Rondônia e Ricardo Vidarte em Porto Alegre. Mauricio Calixto construímos uma boa amizade na década de 1990 quando ele ocupou uma cadeira na Câmara Federal e Eu, trabalhava na Rádio Guaíba de Porto Alegre, cobrindo o Impeachment do ex-presidente Fernando Collor.

Ricardo Vidarte, filho de meu professor de fotografia, Santos Vidarte no Colégio Rosário em Porto Alegre, atual Puntificia Universidade Católica (PUC). Convivemos profissionalmente no inicio de carreira, quando deixei o sul do País e Ricardo Vidarte, se tornou um profissional respeitado lá nos pampas. A vida é assim mesmo, ontem foram eles amanhã poderá ser um de nós!

Fonte: José Luiz Alves - News Rondônia

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