Sexta-Feira, 23 de Setembro de 2016 - 10:19 (Colaboradores)

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CHIADO - Por Max Diniz Cruzeiro

Chiado é um som que se reproduz que produz uma sequência audível entrelaçada em uma ranhura gutural com o objetivo de deslocar a atenção para um objeto ou outro indivíduo que se sobressai como ato de comunicação.


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Chiado é um som que se reproduz que produz uma sequência audível entrelaçada em uma ranhura gutural com o objetivo de deslocar a atenção para um objeto ou outro indivíduo que se sobressai como ato de comunicação.

O chiado pode ser nomeado com o intuito de pedir silêncio quando existe muito ruído sobre o ambiente.

Outra forma de deslocamento sensorial para o chiado é quando um indivíduo quer fazer com que o foco de outro indivíduo seja canalizado para si.

Também pode se estabelecer como uma reclamação de algo de consumo que não se deseja mais fazer parte.

Ou vir a fazer parte de uma manifestação coletiva quando o grupo está em sintonia com um propósito de fazer com que outros indivíduos passem a perceber o movimento contextualizado de ideias em que faça parte o processamento de uma retórica.

O chiado pode ser utilizado como um pretexto de induzimento, para fazer com que o sujeito atinja um estado de concentração na hora de ir ao banheiro a fim de fazer com que o conteúdo líquido de sua bexiga ganhe o caminho natural para a liberdade. Em que o som de “cachoeira” serve para ativar a necessidade urinária do indivíduo com dificuldades de excretar líquidos.

Como elemento de comunicação, intercalações de chiados podem servir como elemento simbólico, a fim de que estivadores, operários possam se interconectar em diferentes posições em um mesmo edifício a fim de economizar a voz na transmissão de instruções e pensamentos.

O chiado pode se apresentar como uma interjeição para algo, ou algum contexto indesejado para simular algo que não está de acordo, ou que haja desagrado. A fim de modular sua reação para a recepção do elemento e fazer com que o espaço simbolizado possa ser preservado da afetação observada.

Como elemento respiratório pode ser um bom princípio de induzimento para o parto, porque ele ajuda a mãe a estabelecer um contato interno com os seus batimentos cardíacos como também o ritmo das contrações.

Muitos associam o chiado ao som de uma chaleira em ebulição, mas conforme a necessidade do deslocamento sonoro existe uma infinidade de variações que também sintetizam a mesma atividade motora.

No acasalamento o chiado pode contribuir para a chegada do momento de clímax do casal, a fim de que o ajuste dos partícipes convirja o momento top-clímax para o mais próximo do estado de realização num dado instante.

O chiado pode ajudar quem tem dificuldades respiratórias a fazer um controle sobre essa atividade ao fazer com que o ouvido capte as variações em que a atividade é desenvolvida num processo lúdico de reequilíbrio cerebral, onde se pretende instalar uma procedure que servirá ao sistema nervoso central como métrica para ativar e desativar rotinas vitais que o indivíduo venha a usar com frequência.

O chiado condiciona uma captação na forma de um temporizador capaz de proporcionar alívio em relação a força aplicada sobre o indivíduo que é incapaz de se organizar em um dado momento e que se planeja prolongar o sofrimento a fim de que a sensação corpórea de dor possa reduzir a propensão a afetação que ela venha a causar no indivíduo em estado de angústia.

É como se ele exercesse uma medida distributiva para quando o fato total deva ser desencadeado no indivíduo que quer atenuar a sensação negativa que ele esteja passando.

O chiado pode ser utilizado como uma tentativa de concentração sobre a própria frequência do sinal audível de um ser humano. Na forma de um motor que distancia o indivíduo do ambiente e o aproxima do seu espectro vital.

Também pode ser deslocado como uma forma de enfrentamento ou intimidação, para que o sujeito ou ser que esteja próximo se distancie, em sinal de respeito ou temor a quem está promovendo uma ação territorial.

Em danças e encenações folclóricas para simbolizar instrumentos, coisas, locomotiva, panela de pressão, ... com o objetivo de contribuir para repassar para ouvintes a expressão daquilo que se deseja transmitir como um ensinamento.

Apresenta-se como forma de chamamento de muitas espécies como aves, peixes, porcos e galinhas quando se deseja alimentar os animais em fazendas e celeiros.

Também pode se apresentar como uma reclamação seguida de repreensão, quando se manifesta o desejo para não interromper um fluxo de pensamentos uma ação, ou que não se deseja que outra ação entre em uma rotina de produção dentro da identidade que constrói o sujeito agente de sua própria história.

O chiado pode ser uma perplexidade que se instala no indivíduo anterior a ação requerida para que ele saia do estado de profunda angústia, como se simbolizasse um: “Ah não!”

Em pessoas com veias cômicas pode servir para brincar com o imaginário de outra pessoa que sinaliza estar à espreita, a fim de que os pensamentos possam repercutir infindáveis ações que servem de motivação para o ato de comunicação.

Presente em brincadeiras da infância, como forma de encorajar os mais novos a ficarem espertos, para descobrirem de onde o som audível está partindo e assim afetar a imaginação da criança para a descoberta do novo.

Como forma de chamamento na configuração: “Psiu!” em que se deseja aproximar-se de outra pessoa para fixar uma comunicação consentida, onde o chamar de atenção simboliza um convite para se estar próximo. Ou na visão de um incômodo de não estar próximo: “Ahrrrgrr!”

Fonte: Max Diniz Cruzeiro

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