Quarta-Feira, 16 de Agosto de 2017 - 15:10 (Agronegocios)

L
LIVRE

CENTRO TÉCNICO ABAITARÁ TEM 300 ALUNOS DE 38 MUNICÍPIOS

A escola de ensino técnico ressurgiu em 2013, avançou em pouco tempo e projeta um futuro de desenvolvimento sustentável capaz de incrementar a geração de riquezas no Estado. Se antes os estudantes só tinham acesso ao curso técnico de agroecologia, agora são cinco áreas de qualificação em uma estrutura moderna que contempla a realidade agrícola e pecuária do Estado.


Imprimir página

De escola básica profissional a Centro Técnico Estadual (Centec), o Abaitará cumpre em Rondônia o desafio de formar mão-de-obra qualificada para o competitivo mundo do agronegócio onde inovações tecnológicas, novas práticas de manejo e plantio não são alternativas e sim uma necessidade. A escola de ensino técnico ressurgiu em 2013, avançou em pouco tempo e projeta um futuro de desenvolvimento sustentável capaz de incrementar a geração de riquezas no Estado. Se antes os estudantes só tinham acesso ao curso técnico de agroecologia, agora são cinco áreas de qualificação em uma estrutura moderna que contempla a realidade agrícola e pecuária do Estado.

‘‘Isso tudo vai formar o que há de mais precioso para o Estado que é a mão-de-obra qualificada. Hoje muitas cidades não têm um operador de máquinas agrícolas de alta precisão. O aluno que vem aqui tem que ser ótimo em informática e instrumentos digitais. Além da produção adequada de alimentos. Vamos formar uma geração rondoniense com futuro garantido. Com mão-de-obra qualificada, legalização das propriedades, uso de adubos e fertilizantes, Rondônia enriquecerá o dobro em 10 anos. Aqui teremos um crescimento de PIB superior ao Brasil, enquanto o país cresce de 1% a 2%, Rondônia pode surpreender com 4% a 7%. Talvez o maior crescimento do Produto Interno Bruto seja o de Rondônia’’, afirma o governador de Rondônia, Confúcio Moura.

E foi com essa projeção do avanço da economia no setor de vocação do estado, o agronegócio, que o governador decidiu reativar o Abaitará que existe desde 1997, mas ficou desativado durante anos. ‘‘Aqui era uma escola que estava decadente. Ela já foi uma escola gerida pela Organização da Sociedade Civil com recurso estrangeiro e ela funcionou durante muitos anos bem. Tem uma tradição grande, mas ficou muito tempo parada e agora ela retoma as atividades com imensa força. Nós queremos mostrar para esses meninos o que há de mais moderno de tecnologia para a agricultura familiar e para o agronegócio’’, garante o governador de Rondônia Confúcio Moura.

O Abaitará conta com 63 servidores, inclusive profissionais cedidos da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater).  ‘‘A minha equipe penso que é a melhor do Estado. São profissionais qualificados, especialistas, mestres, doutores e a nossa marca é o comprometimento’’, disse a diretora a diretora do Centec Abaitará, Eliane Cristina. Os mais de 300 estudantes atendidos no local são provenientes de 38 municípios e nove comunidades indígenas que além do ensino regular participam de cursos técnicos em agroecologia, agronegócio, agropecuária, aquicultura e informática, em regime de internato.

A proposta é não só fixar os jovens no campo, mas despertar esses estudantes para a necessidade de mudar a realidade das comunidades onde vivem. ‘‘É para eles levarem conhecimento para casa, poder melhorar a renda porque o que acontece muito é êxodo rural. Os alunos saem do campo para ir para a cidade. A gente não quer isso à gente quer que os alunos fiquem nas suas propriedades, que ajudem seus pais e para isso a gente traz para eles o máximo de tecnologia possível, novos manejos, novas técnicas’’, destaca a zootecnista e professora de manejo animal, Daiane Damasceno.

 ‘‘Se não existisse o Abaitará, acho que ia ter que mudar sim porque não ia saber como trabalhar’’, revela o estudante do 2º ano Elias Silva Fernandes, 18 anos, filho de pecuarista do município de Seringueiras.  No Centro Técnico ele percebeu, por exemplo, que a forma tradicional de lidar com o gado de corte precisava de ajustes. ‘‘Quando cheguei aqui entendi que eu trabalhava errado. Tem muita coisa que poderia ser feita e ainda não é como a inseminação artificial, só que a gente pretende chegar lá. Quero sair daqui e fazer uma faculdade para melhorar a administração da nossa propriedade’’, garante o estudante.

A estudante do 3º ano Taynara Cavalcante Alves, 17 anos, é filha de agricultor e revela que os conhecimentos adquiridos já estão sendo aplicados na propriedade do pai que faz parte do projeto Casulo do município de Pimenta Bueno. ‘‘Vejo muitas dificuldades enfrentadas pelo meu pai como pragas e doenças nas culturas e aqui a gente aprende a fazer biofertilizantes, compostagens, técnicas agroecológicas que não precisa usar o agrotóxico para combater esses males’’, afirma.

De acordo com a diretora, os estudantes já prestam uma assistência pontual no projeto Casulo, mas será iniciado este ano um projeto piloto com alunos do 2º ano para fazer um trabalho de extensão.  ‘‘Vamos começar pelas próprias propriedades deles e no 3º ano essa extensão abrangerá as comunidades do entorno. É uma responsabilidade muito grande, um projeto desafiador’’.

A estudante Jordânia da Silva Coutinho, 16 anos, de São Felipe do Oeste, resume o sentimento do público escolar. ‘‘Aqui a gente já sai com uma formação, o que vai ajudar muito na carreira. O ensino aqui é mais avançado. Do ano passado para cá, evolui muito’’. As últimas melhorias surgiram de uma reunião com o governador e secretários do Estado no dia 16 de novembro de 2016.

‘‘O governador pediu que a gente aumentasse a oferta de vagas. Nós atendíamos 110 alunos em sistema integral e aí veio essa reforma e essa ampliação. Passamos a atender mais de 300 alunos e para o próximo ano esperamos chegar a 400 estudantes’’, disse a diretora. De março a julho deste ano, as aulas passaram a ser feitas no Centro de Treinamento da Emater, em Ouro Preto do Oeste, enquanto o Abaitará estava em obras. No dia passado, os estudantes voltaram para o Centec  que ganhou novos espaços e melhorou antigos prédios.

Obras de infraestruturas do Abaitará foram inauguradas este mês

São 300 metros de pavimentação asfáltica no acesso ao Centro Técnico. Foram feitos ainda dois blocos com três salas de aula cada, dois alojamentos femininos, cinco banheiros femininos e outros cinco masculinos; além da reforma de alojamentos, seis salas administrativas e o refeitório. Toda obra foi executada pelo Departamento de Estradas, Rodagens e Transporte do Estado de Rondônia (DER) com recurso próprio do Estado.

No local, há  11 salas de aulas e áreas produção vegetal, animal e de floresta.  ‘‘Na área vegetal há o plantio limão, laranja, de café, banana, abacaxi, maracujá e uma horta orgânica que abastece o refeitório. Na área animal há carneiros e vacas leiteiras’’. Novas estruturas  devem ser ativadas em breve. ‘‘A pocilga e o aviário serão estruturados este ano. Os prédios estão prontos, nós estamos aparelhando e aguardando a chegada dos animais’’, conta a diretora.

O Abaitará evoluiu, conquistou o público escolar e ganhou notoriedade entre as comunidades rurais. Hoje é considerado como ação estratégica de política pública da educação profissional voltada para o campo.

Fonte: 010 - SECOM/GOV-RO

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias