CASO NAIARA: NO SEGUNDO DIA DE JULGAMENTO OS TRÊS RÉUS SE DECLARAM INOCENTES E ACUSAM DELEGADO - News Rondônia Conforme estratégia do juiz Ênio Salvador Vaz, que preside o júri, primeiro foi exibido o vídeo com o depoimento gravado na época da instrução do processo.

Porto Velho,

Sabado , 02 de Abril de 2016 - 14:24 - Colaboradores


 


CASO NAIARA: NO SEGUNDO DIA DE JULGAMENTO OS TRÊS RÉUS SE DECLARAM INOCENTES E ACUSAM DELEGADO

Conforme estratégia do juiz Ênio Salvador Vaz, que preside o júri, primeiro foi exibido o vídeo com o depoimento gravado na época da instrução do processo.

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Mais de vinte quatro horas depois do início, o depoimento do delegado que presidiu o inquérito do caso Naiara Karine, foi finalmente concluído nesta sexta-feira, por volta das 16 horas. Nestor Romanzini foi a quinta testemunha ouvida no júri, que começou nesta quinta-feira, dia 31. Também foi a que mais suscitou interesse.

Conforme estratégia do juiz Ênio Salvador Vaz, que preside o júri, primeiro foi exibido o vídeo com o depoimento gravado na época da instrução do processo. A reprodução da mídia iniciou por volta das 16 horas, do dia 31, foi interrompido por volta das 20h30min e retomado pela manhã, das 8h às 10h desta sexta-feira. Em seguida, o delegado começou a responder aos questionamentos das partes, situação que se alongou até as 16 horas.

Promotor e assistentes da acusação quiseram saber detalhes da investigação como, por exemplo, se chegou ao nome de Marco Antônio, réu já condenado que acabou apontando os demais envolvidos no crime.

Já a defesa se dedicou a questionar procedimentos para se chegar às provas, confrontando informações que considerariam contraditórias ou mesmo contestando alguns resultados da equipe de investigação. Em alguns momentos o juiz precisou intervir pedindo à defesa que fizesse apenas perguntas objetivas, evitando assim possíveis induções.

O delegado declarou em depoimento que o caso Naiara Karine é o mais difícil de elucidação já enfrentado pela equipe, tendo em vista o grau de dificuldade e pressões, sobretudo pelo clamor social.

OITIVA DOS RÉUS - RICHARDSON

A oitiva dos réus começou com Richardson Bruno Mamede, que depois de responder suas qualificações, chorou bastante ao falar de sua família e se dizendo "preso injustamente", e durante seu depoimento, em várias ocasiões ele fez insinuações a respeito da maneira como o delegado Nestor Romanzini tinha conduzido o caso, "como se ele estivesse querendo arrumar culpados a qualquer custo."

Em dado momento o réu (Richardson) falou que tinha armação da justiça para incrimina-lo e ele foi duramente advertido pelo Juiz sobre suas acusações e que se ele queria continuar com aquela afirmação ou ele preferia refazer sua fala, e ele acabou retirando formalmente a acusação de armação do judiciário.

FRANCISCO PLÁCIDO

O réu Francisco Plácido seguiu a mesma linha de defesa de Richardson Bruno, e também acusou o delegado Nestor Romanzini de ter armado para que ele fosse reconhecido pelo réu confesso e já condenado, Marco Antônio. Durante as perguntas da acusação, em ambos os casos, foram mostradas provas que constam no processo, como interceptações telefônicas, que fizeram com que os réus caíssem em contradições por várias vezes. Plácido também esboçou um choro, mas nada parecido com o choro de Richardson Bruno Mamede.

A defesa seguiu sua linha no intuito de desqualificar os laudos apensos no processo, a fala dos peritos que produziram os laudos e estiveram no júri como testemunhas, e a linha de investigação do delegado.

WAGNER STROGUNSKI

Já passavam de meia noite quando Wagner sentou no banco dos réus. Ele assistiu o vídeo de seu depoimento dado durante a fase de apuração dos fatos e em seguida respondeu perguntas sobre suas qualificações. 

O réu falou de sua amizade com "Nai," falou sobre o fato que foi muito explorado durante as investigações de que ele poderia ter participado do crime por estar com raiva porque "Nai" lhe negara um "selinho," falou que é homossexual e que esse fato "muito explorado pelo Dr. Romanzini" teria acontecido um pouco depois de ter conhecido a vítima, mais ou menos 3 anos antes do crime e que não sabia por qual motivos o Marco Antônio o reconheceu através de uma foto que foi mostrada pelo delegado e que ele tinha achado estranho e que aquilo não deveria ser legal. Ele confirmou que no dia do crime ele falou com Naiara via WhatsApp, e que depois disso só foi saber do acontecido as 19 horas através de uma amiga em comum, e que "ficou muito abalado e sem chão." Neste momento o réu chora e logo em seguida se recompõe e volta a responder as perguntas da acusação.

A sessão do júri foi interrompida as 1h45 da madrugada de hoje e recomeçou as 9 horas quando o juiz mandou esvaziar o plenário para que os jurados pudessem assistir o vídeo do estupro coletivo que foi gravado por um dos acusados no momento do crime.

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Fonte: Carlos Caldeira/NewsRondônia

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