Terça-Feira, 24 de Outubro de 2017 - 14:43 (Internacional)

L
LIVRE

CANTOR RUSSO PODE TER SIDO TORTURADO ATÉ A MORTE POR 'SUSPEITA DE HOMOSSEXUALIDADE'

Mídia internacional afirma que celebridade russa perdeu a vida após tortura. Desaparecido, cantor teria sido preso na Chechênia por “suspeita de homossexualidade” e acabou em um campo de concentração. Conta do Instagram foi misteriosamente deletada. Outras vítimas denunciam 'prisão para gays'. Autoridades negam assassinato


Imprimir página

Diversos sites da mídia internacional estão veiculando informações sobre o possível paradeiro do cantor russo de música pop, Zelimkhan Bakaev, desaparecido desde agosto. Ele foi visto pela última vez na capital da Chechênia.

Os veículos de informação alegam que o músico foi preso e torturado até a morte pelas autoridades da Chechênia.

Apesar dele nunca ter assumido a homossexualidade publicamente, este deve ser o motivo para que tenha sido capturado, já que o governo daquele país tem adotado severas medidas contra membros da comunidade LGBT.

As autoridades negaram a existência de qualquer represália por parte dos cidadãos gays, mas o porta-voz do país causou polêmica ao afirmar em comunicado que “mesmo que existissem gays na Chechênia, a polícia não teria problema com isso, pois as próprias famílias deles se comprometeriam a enviá-los a um lugar de onde não seria possível retornar”, disse.

À família de Zelimkhan, as autoridades negaram tê-lo capturado, e ainda alegaram que o cantor havia saído da Chechênia, no último dia 10, em direção à Alemanha. Porém, fontes asseguram que ele foi capturado e torturado até a morte. A conta do Instagram de Bakaev foi misteriosamente excluída

Denúncia

“No final de agosto, recebemos a confirmação de nossa anterior presunção de que Bakaev foi detido pelas autoridades chechenas devido a suspeita de homossexualidade”, afirmou Igor Kocketkov, da rede russa LGBT.

Uma fonte próxima a ativistas da região declarou que Bakaev, de 26 anos, realmente foi torturado até a morte. “Ele chegou a Grozny e foi pego pela polícia dentro de três horas. Dentro de dez horas ele foi assassinado”.

Na última semana, o ativista russo Maxim Lapunov foi o primeiro homossexual que desafiou as ameaças de morte das forças de segurança da Chechênia para denunciar publicamente as torturas e a perseguição em massa dos gays nessa república do Cáucaso na Rússia.

Lapunov decidiu dar um passo adiante e declarar publicamente que foi vítima de perseguição e tortura, depois que a denúncia formal que apresentou há três semanas ao Comitê de Instrução obteve como resposta prática a inação das autoridades russas.

Oriundo da cidade siberiana de Omsk, Lapunov diz que está disposto a retornar a Grozni, a capital da Chechênia, para identificar os que o torturaram e localizar as prisões secretas onde os homossexuais supostamente foram mantidos durante os últimos meses.

Fonte: 010 - pragmatismopolitico

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias