Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017 - 20:00 (Geral)

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BRASÍLIA MANDA MDA/INCRA APURAR MORTE DE ACAMPADO NO P.A FLOR DO AMAZONAS E REVER PERFIL DE FAZENDEIRO NO PROGRAMA DE REFORMA AGRÁRIA-RO

Hugo liderava cerca de quatro mil famílias à espera de ser assentadas pelo INCRA rondoniense, cuja área é parte integral do PA Flor do Amazonas 4 e suas variáveis cobiçadas pelo agronegócio bovino, pecuário e madeireiro rondonienses.


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Candeias do Jamari, RO – O assassinato brutal do líder campesino Hugo Rabelo Leite, do Acampamento Boa Sorte, na Linha 02, no Projeto de Assentamento Flor do Amazonas, fez com que o MDA-INCRA, além da Ouvidoria Agrária Nacional tratasse do assunto em cadeia nacional.

Hugo liderava cerca de quatro mil famílias à espera de ser assentadas pelo INCRA rondoniense, cuja área é parte integral do PA Flor do Amazonas 4 e suas variáveis cobiçadas pelo agronegócio bovino, pecuário e madeireiro rondonienses.

Na terça-feira (12), o crime e a ocupação da área onde o Acampamento Boa Sorte foi instalado por um fazendeiro e suposto ex-servidor da Superintendência estadual do INCRA, fez com que o caso seja tratado pela diretamente pela União Federal.

Diferentemente do que determina decisão considerada monocrática de arte do Juízo rondoniense, a morte com requinte de violência suprema de Hugo Rabelo Ribeiro e o suposto aval oficial dado ao principal acusado junto às autoridades, passam, agora, à competência de um Grupo de Trabalho e Ação que envolve todos os órgãos agrários no âmbito federal e de segurança, cuja mediação será feita pelo Movimento de Luta Pela Terra (MLT), acreditado no Estado.

Para tratar de mais uma morte violenta nos campos rondonienses, o Subsecretário de Regularização Fundiária na Amazônia Legal (SERFAL), Dr. Cláudio Roberto Mendonça Schiphorst e Ouvidor Agrário Nacional Substituto (titular é o ex-Desembargador Gercino Filho Silva), Dr. José Líbio de Moraes Matos.

Participaram ainda da reunião de emergência sobre conflitos em áreas afetas ao PA Flor do Amazonas, o Superintendente estadual do INCRA, Cletho Muniz de Brito (Britão do INCRA), o Ouvidor Agrário no Estado, Erasmo Tenório da Silva, Representante do Movimento de Luta Pela Terra (MLT), Irailton D’Aurea de Souza (O Terrinha); Hélio Moreira Lopes, Representante do Acampamento Boa Sorte e do Assessor Jurídico, Roberto Egmar Ramos.

No rescaldo da reunião, ficou decidido que o INCRA-Estadual vai esclarecer à Justiça o trâmite dos processos de números 56422.000781/2015-11 e 56422.006288/2009-66 atribuídos ao hoje fazendeiro e madeireiro, a cujos jagunços são atribuídos o assassinato de Hugo Ribeiro Leite.

Durante a preleção sobre a tomada de procedimentos, o Subsecretário de Regularização Fundiária Para A Amazônia Legal, Dr. Cláudio Roberto Mendonça Schiphorst e o Ouvidor Agrário Nacional, substituto de Gercino Silva, foram alertados que o Fazendeiro ‘ é um ex-servidor do INCRA, portanto não atenderia aos requisitos legais (perfil) exigidos pelos Programas Nacional e Estadual de Reforma Agrária (PERA e PNRA), respectivamente, do Governo Federal no estado de Rondônia'.

Nas áreas de conflitos, justamente, em cima da terra já cortada pelo Programa de Reforma Agrária do MDA no PA Flor do Amazonas, desde as administrações publicas anteriores o roubo de madeira é considerado desenfreado e não punido, totalmente, pelas autoridades federais.  

Além do Lote 04, da Linha Igarapé Taboca, localizado na entrada do Pé-de-Galinha, mais quatro quilômetros acima e no entorno maior do Ramal do Rosário, onde Hugo Leite foi assassinato, ‘as reservas de florestas ainda em pé são disputadas por fazendeiros e madeireiros a ferro e fogo’, informaram as lideranças às autoridades de Brasília, que irão mediar o novo conflito cujo registro é de mais uma baixa no movimento em PAs legalizados pelo INCRA-Terra Legal, em Rondônia.

Fonte: NewsRondônia

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