BOLÍVIA QUER ALARGAR VÍNCULOS DE COOPERAÇÃO BILATERAL COM O BRASIL - News Rondônia Porém, é necessário, na visão dele, ‘o incremento do intercâmbio, também, nos negócios bilaterais, no agronegócio bovino e agrícola, passando ainda pelos produtos da linha branca e eletro-eletrônicos’.

Porto Velho,

Terça-Feira , 04 de Junho de 2013 - 07:32 - Colaboradores


 

BOLÍVIA QUER ALARGAR VÍNCULOS DE COOPERAÇÃO BILATERAL COM O BRASIL

Porém, é necessário, na visão dele, ‘o incremento do intercâmbio, também, nos negócios bilaterais, no agronegócio bovino e agrícola, passando ainda pelos produtos da linha branca e eletro-eletrônicos’.

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Guajará-Mirim, Amazônia Brasileira [RONDÔNIA] – Juan De Sanchez é um dos sudesinos bolivianos que adotou a ‘Pérola do Mamoré’ e vive há décadas nesta parte da Amazônia Nacional. Para ele, ‘é uma cidade cosmopolita onde se abriga migrantes e imigrantes, respectivamente, sem a rispidez da legislação de outros países’.

Como ele, Francisco Eneda Perez, 65, agricultor na Comunidade Arco de Noé, no lado boliviano, ‘na cidade brasileira não registramos a presença de atos de segregação’. Porém, é necessário, na visão dele, ‘o incremento do intercâmbio, também, nos negócios bilaterais, no agronegócio bovino e agrícola, passando ainda pelos produtos da linha branca e eletro-eletrônicos’.

No caso específico do lado rondoniense, brasileiros que vivem na Província boliviana, reclama da falta de implementação do Plano Estratégico de Fronteiras proposto pela presidente Dilma Rousseff [PT-RS]. Segundo eles, ‘uma excelente idéia, desde que posta em prática e que até agora acalentamos a sua execução e gestão. Mas que não mira para os negócios’.

O bojo do plano é voltado para o combate aos negócios da criminalidade [tráfico de drogas e armamentos poderosos] nos limite das fronteiras nacionais, sobretudo com o Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela e com as Guianas. Além disso, o governo brasileiro, na opinião geral, ‘precisa rever sua legislação fiscal com os parceiros e vizinhos los hermanos’.

DO BRASIL TUDO PODE – São extremamente pertinentes os apelos de empresários bolivianos para que a o governo brasileiro flexibilize a sua legislação tributária e de saúde silvo-agropastoril. A solução para as colocações já apresentadas durante as audiências atinentes à construção da ponte-binacional ocorridas em 2010-12.

A discussão sobre as leis brasileiras, de acordo com líderes empresariais, ‘deveria abordar o fim das tensões comerciais entre brasileiros e nacionais com negócios nos dois lados da fronteira’. - Do Brasil compramos tudo, daqui, pouco ou quase nada, é importado, eles se queixam do suposto entrave, que é a forte, voraz e feroz legislação brasileira.

TUDO AO VIZINHO MAIOR - Com relação ao comércio formiguinha de combustíveis, drogas, produtos eletrônicos chineses e suas quinquilharias ‘os órgãos de inteligência do Brasil são ágeis’. Com relação ao revisionismo do sistema de comércio entre os dois países, a presidente Dilma, praticamente, estancou as negociações’, denunciam brasileiros que atuam na mídia andina.

Para eles, ‘têm que haver convergência de idéias alternativas para se atingir o fortalecimento da economia entre a Bolívia e o Brasil’. Tais ações devem ser amparadas pelas autoridades federais dos dois países, além de fundamentadas nas regulações das políticas de convênios, intercâmbios e acordos que alarguem os vínculos de cooperação sustentáveis. E não de forma unilateral, atestam.

O GRANDE SALTO – Deve começar pela realização de um diagnóstico sócio-econômico de expressão política por Guajará-Mirim, inclusive com o restabelecimento da Zona de Processamento de Exportação [ZPE], sugerem parte de investidores brasileiros. Segundo eles, ‘é preciso ter boa vontade para continuarem fortalecendo as excelentes relações binacionais, baseadas nos laços tradicionais de amizade que unem os povos bolivianos e brasileiros’.

A partir dessa nova perspectiva, brasileiros e los hermanos sugerem a Presidente Dilma Rousseff reabra possíveis discussões sobre as leis do comércio entre os dois países, cujo objetivo é o de que flexibilizá-las ao ponto dos produtos bolivianos serem melhores avaliados com base nos instrumentos jurídicos entre Brasil e Bolívia. E não apenas de forma repressiva ou por suspeição, arrematam Sanchez e Perez.

Em vez de Porto Velho, a ZPE de Guajará-Mirim é a mais antiga, Lá, o movimento de caminhões, ora recheados, ora vazios, das transportadoras de todo o Brasil é intenso. Sem controle total desse tipo de ‘trotoir’ de mercadorias a ‘indústria do carimbo’ no Entreposto da SUFRAMA e pela 11ª Inspetoria da Receita Federal, precisam ter suas ações questionadas.

MUDANÇAS COM O GOVERNO DO MAS – Apesar da oscilação de sua popularidade  no primeiro mandato de governo, no segundo, o presidente Evo Morales Aymaras, ‘deu à Bolívia uma nova cara’. Diferentemente dos mandatos de extrema direita apoiados pelos Estados Unidos, hoje, o Estado Boliviano vem resgatando a dignidade de seus cidadãos.

De acordo com coleta de dados junto às autoridades locais, são visíveis as mudanças na vida pessoal dos bolivianos. Hoje empregadores são obrigados a registrarem os empregados, pagando salários compatíveis à qualificação. Antes, nenhum tipo de obrigação trabalhista e previdenciária não era obrigatório.

O país avançou no campo da política internacional, inclusive no combate às drogas e no controle de suas fronteiras ao controlar suas fronteiras. Desde que assumiu, por ordem do presidente Morales foram presos e extraditados vários brasileiros homiziados por braços do narcotráfico internacional, entre o quais, Roque Santeiro e Maximiliano Dourdo Munhoz.

Sobre o assunto, este site esteve no Comando Militar boliviano e atestou a celeridade no sistema de modernização de suas forças militares. A Marinha, o Exército e a Aeronáutica já se fazem presentes com equipamentos e armamentos modernos, grande parte é sino-soviética e de marca brasileiro. O Brasil cedeu helicópteros e ajuda em vários de desenvolvimento social, humano e econômico. Afora a china, Irã, Rússia, Cuba e Venezuela.

Evo Morales Aymaras foi eleito pelo MAS [Movimento Ao Socialismo] e partidos com assento nas alianças andinas. Lula e Hugo Chavez [este quando em vida] subiram no palanque do MAS e de certa forma, contribuíram para sufocar com a esperança da direita norte-americana em governar a Bolívia por mais um século. Hoje, mesmo com a realidade adversa, essa mesma direita tenta emplacar candidatos com o suposto apoio da CIA, a exemplo da Argentina, Venezuela, Uruguai e no Equador.

GÁS PARA O BRASIL – Nem só desse produto vive a Bolívia. Mas o Brasil é o grande beneficiado pelo programa de entrega de gás para alavancar o aquecimento indústrias do Sudeste brasileiro, encabeçando a lista está São Paulo. Antes, na opinião de economistas locais, ‘não havia um preço justo, hoje, a cotação é ditada pelo mercado internacional’.

Sobre o assunto, este é ainda o principio argumento defendido pela Federación de Los Micro-Empresários de La Província de Guyaramerín para que as discussões sobre as relações bilaterais entre o Brasil e o país andino, sejam postas à mesa pela presidente Dilma e Evo Morales antes das eleições presidenciais nos dois países.

Além do antagonismo fiscal com relação à entrada de produtos brasileiros na Bolívia e desta no Brasil, ambos os países precisam discutir uma rápida flexibilização no Serviço Federal de Alfândega, incremento da Colaboração, Intercâmbio de Informações e Ajuda Mútua, bem como sobre a possibilidade do Brasil ajudar a inovar o comércio e a indústria bolivianos, no âmbito de um sistema único de cooperação começado no governo do Presidente LULA.

Xico Nery é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos.

Fonte: Xico Nery-News Rondônia

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