AS ESCOLAS PÚBLICAS E OS DEFICIENTES, POR JUNIOR CAHULLA - News Rondônia Muitos professores e alunos ainda não tem a cabeça aberta para aceitar essa diferença que não deveria existir, mais ainda existe.

Porto Velho,

Domingo , 23 de Agosto de 2015 - 17:49 - Colaboradores


 


AS ESCOLAS PÚBLICAS E OS DEFICIENTES, POR JUNIOR CAHULLA

Muitos professores e alunos ainda não tem a cabeça aberta para aceitar essa diferença que não deveria existir, mais ainda existe.

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As pessoas com deficiências nem sempre foram valorizadas e respeitadas por quem é considerado "normal", e por muito tempo os deficientes sempre foram vistos como coitadinhos e representa um segmento completamente ignorado pelos outros meios da sociedade, sendo que os deficientes passam por preconceitos nas escolas públicas, e fora delas também. Passam por abandono, rejeição, maus-tratos e mutilação.

Foi só muito tempo depois que eles conseguiram tirar esses preconceitos nas escolas públicas e isso começou a mudar a partir do século XX, onde passou a ter uma melhor aceitação do deficiente no meio escolar. Foi nesse momento que houve essa desinconstituição de uma pessoa ser diferente da outra nas escolas públicas e foi onde os deficientes foram aceitos, mas essa aceitação ainda é muito escondida, embora a inclusão dos deficientes sejam temas muito discutidos nas salas de aulas das escolas públicas. Muitos professores e alunos ainda não tem a cabeça aberta para aceitar essa diferença que não deveria existir, mais ainda existe.

Os deficientes não precisam que ninguém sintam pena ou qualquer outro tipo de sentimento negativo por causa de suas diferenças que existe perante os alunos de escola publica considerados normais, a única coisa que eles querem é ter as mesmas oportunidades de educação pública de qualidade sem a segregação que ainda existe no país em pleno século XXI, o deficiente nas escolas públicas quer ser tratado iguais aos outros alunos, querem ter os mesmos direitos e querem ser cobrados de maneira igual, porém isso fica muito difícil pois hoje em dia são poucas as escolas públicas que possuem adaptacões no corpo da escola com rampas e banheiros com portas largas e barras para ajudar na locomoção do deficiente em todos os ambientes da escola.    

Os alunos de escolas públicas com deficiência auditiva terão sistema para facilitar a comunicação.

Esse sistema de frequência modulada pessoal (FM) vai ajudar estudantes entre cinco e 17 anos a desenvolverem mais rápido as suas competências sociais e a liguagem oral.


imagem ilustrativa

Para facilitar a comunicação entre estudantes com deficiência auditiva, professores, colegas e familiares, o sistema único de saúde (SUS) irá disponibilizar um recurso tecnológico que vai proporcionar o diálogo com mais clareza, sem ruídos.

Dados divulgados pela secretaria de educação continuada, alfabetização, diversidade e inclusão (secadi) do ministério da educação (MEC), indicam que 70 mil estudantes apresentam deficiência auditiva e poderão ser atendidos pelo sistema.

A decisão de oferecer recursos tecnológicos para os estudantes foi publicada no diário oficial da união no dia 8 de maio deste ano.

A execução desse projeto está ligada aos ministérios da educação e da saúde, em parceria com as redes de educação e saúde de estados e municipios.

Entrevista com a diretora Regina da escola estadual de ensino médio Major Guapindaia:

Pergunta: Regina como é que vocês, depois que tiveram a experiencia de um deficiente aqui, como vocês lidam com essa questão da acessibilidade, é natural, é normal, como vocês trabalha a cabeça dos alunos tambem?

Regina: Junior, vou falar como professora, pois a minha vida toda foi ser professora, 20 anos como professora, entao posso falar o mais importante em cima disso, graças a deus junior,os nossos alunos, eles nao existe assim aquele preconceito, se existe um ou dois que chegam com preconceito, quando ele vê que com a maioria nao existe ele acaba tirando isso, e aqui mesmo no nosso colegio a gente não aceita isso, todo mundo é igual, nao é porque pode andar outro não pode andar, por que um é negro ou outro é branco, ou porque até em relação a homofobia somos contra esse crime aqui na escola então o preconceito em si nós tratamos ele com nossos alunos, que isso é uma ignorância.

Pergunta: Como a escola saiu no Enem Regina?

Regina: Nossa escola não foi muito bem, ela desceu um pouco, de nono para décimo segundo lugar, fiquei muito triste com essa situação da nossa escola ter descido,mas existe alguns problemas com dois anos com o gilvam como diretor e a eliana como  vice então a escola passou por uns momentos apertados que os dois não se entendiam, e isso eu vou falar até como professora que cheguei até a falar com o gilvam parece que os professores ficaram meio soltos, entendeu? e como se tudo só fosse o pobre do gilvam e ele não dava conta de tudo sozinho, mas bom caimos, mais agora, temos dois terceirões dois a tarde e dois de de manhã cada um com 70 alunos cada um.

Pergunta: Esses terceirões, eles tem pessoas cadeirantes?

Regina: Infelizmente nós não temos ninguém, mas não porque nao quissemos, mas porque não chegou ninguem.

Pergunta: Mais vocês não é contra caso um aluno com deficiência chegue procurando vaga?

Regina: De jeito nenhum, qualquer um Júnior, cada um é bem-vindo a escola, qualquer pessoa tem direito a educação. A nossa escola é uma escola pública que segue a lei de diretrizes e bases que diz que todo ser humano tem direito a educação independente de qualquer deficiência que possa ter, e inclusive nós temos alunos ouvintes agora não sei se estaria pronta para receber um sindrome down ou um cego.

Pergunta: você acha que a escola nao estaria pronta para receber uma pessoa com sindrome down ou um cego?

Regina: Não pela estrutura da escola, mais sim por não ter professores capacitados.

Pergunta: como funciona essa capacitação de professores?

Regina: Essa capacitação de professores, é feita pela secretaria de educação, e nós temos vários professores capacitados em libras, inclusive eu (Regina), Fabricio, Lima, nós somos capacitados para passar os outros professores e capacita-los em libras, mas para os cegos nós não temos capacitação, deve ser porque nenhum cego nos procurou talvez, porque os cegos procuram uma escola especializada, mas nós temos uma sala de recurso, onde alguem da comunidade quiser vir nós temos uma pessoa na sala de recurso para fazer um trabalho com ele.

Além de poder entrevistar a diretora da escola estadual de ensino médio Major Guapindaia pude visitar as dependências e comprovar que a escola é uma das escolas públicas modelo na questão de acessibilidade para os deficientes e além de percorrer a escola também tive a honra de conhecer o prédio anexo a escola que é um prédio novo que cuida da parte do ensino profissionalizante que tem parceria com o SENAI, e pude conhecer as adaptações do prédio, como  exemplo: piso para pessoas com deficiência visual, banheiros adaptados, mesa para refeição dos alunos, e uma mesa de ping pong e vários laboratório para serem usados pelos alunos. É bom ressaltar que as melhorias na escola major guapindaia foram feitas com a ajuda  do  Governo do Estado de Rondônia.

Entrevista com a chefe da secretaria da escola estadual Murilo Braga:

Pergunta: Como é a questão da escola Murilo Braga para com os deficientes, você tem deficiente aqui, como é isso?

Resposta: Não temos.

Pergunta: Mas a escola é adaptada para caso vier a ter?

Resposta: Sim, temos rampa, o banheiro tudo é adaptado para deficientes.

Pergunta: A escola não teve nenhum aluno deficiente que quis se matricular aqui?

Resposta: Não, não procurou a escola, na verdade aqui nós não temos a sala de recursos, ainda não temos essa sala de recursos, então esse ano houve essa procura.

Pergunta: E ai, como vocês trabalham isso na cabeça dos alunos, essa coisa do preconceito com os deficientes, até por não ter deficiente dentro da escola para poder mostrar para eles como vocês trabalham essas politicas de inclusão, mesmo eles não sendo cadeirantes, como vocês fazem esse tipo de abordagem?

Resposta: Esse tipo de trabalho é com o professor né, ele trabalha essa questão na disciplina de sociologia, filosofia, então eles trabalham essa questão, inclusive o nosso supervisor ele é deficiente físico né, então ele já tem esse conhecimento.

Pergunta: E as instalações da escola Murilo Braga, foram todas reformadas né pelo que eu soube.

Resposta: É, a parte que ficou foi só a parte que é patrimônio, mas a escola em si, foi derrubada e foi feita uma nova escola.

Pergunta: As instalações tão novas, tudo mantido? 

Resposta: Tudo novo, temos alguns problemas ainda, a biblioteca, por exemplo, ainda não a central, porque a obra ainda tá com problemas de instalações, não foi instalada ainda, então ainda tem muita coisa ainda que não terminaram e tem aquelas questões que ficaram pendentes.

Pergunta: Como o Murilo Braga se saiu no Enem do ano passado?

Resposta: Não tivemos, fizemos o Enem agora esse ano que nós temos o ensino médio.

A escola Murilo Braga é outro belo exemplo de como uma escola pública pode ser derrubada e ser reconstruída e se tornar em uma nova escola com banheiro adaptado, rampa, uma biblioteca nova, uma quadra nova, refeitório, um pátio com lixeira de coleta de lixo separando plásticos, metais, e papel. Uma horta cultivada pelos próprios alunos. Esse tipo de projeto é louvável, pois faz os alunos se envolverem nos projetos da escola.

Todas as escolas públicas do Brasil deveriam trabalhar as qualidades dos deficientes e desenvolverem as suas potencialidades e não serem tratados como algo diferente, esquisito ou estranho pela sociedade, pois a sociedade tem que parar de vê-los como pobres coitados que não podem fazer nada. Temos exemplo de pessoas nas escolas e até nas faculdades, para isso o deficiente tem que ter políticas publicas adequadas, afinal nós podemos ser tudo que queremos ser. 

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Fonte: Junior Cahulla

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