AS CINCO MARAVILHAS DO MUNDO (PARA MIM) - News Rondônia Talvez não entendam que ela não precisa de fato ser lida. Apenas sentida. Nem todos sabem sentir. Gosto é gosto, não me incomoda que alguém não goste do que escrevo.

Porto Velho,

Domingo , 27 de Julho de 2014 - 17:12 - Colaboradores


 


AS CINCO MARAVILHAS DO MUNDO (PARA MIM)

Talvez não entendam que ela não precisa de fato ser lida. Apenas sentida. Nem todos sabem sentir. Gosto é gosto, não me incomoda que alguém não goste do que escrevo.

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Vim aqui falar sobre cinco coisas que me transformaram: Poesia, música, livros, teatro e o sentimento de me encontrar em mim mesma.

Quando leio uma poesia fico extasiada. Exaltada. Petrificada. Alguns autores conseguem simplesmente me fazer voar, ou navegar em um rio completamente escuro e estranho. Ou ainda dançar nas nuvens. Não julgo quem não gosta. Talvez não entendam que ela não precisa de fato ser lida. Apenas sentida. Nem todos sabem sentir. Gosto é gosto, não me incomoda que alguém não goste do que escrevo.

A música é uma das melhores formar de arte. Sempre que escuto uma música que gosto muito, crio inúmeras situações dentro delas que me faz sorrir toda vez que a escuto, não importa o lugar, momento ou circunstância. Decidi que não queria ter a música apenas nos meus ouvidos, queria no corpo todo, nos braços, na boca, nas mãos, nos dedos. Dedos. Dedilhei um violão, soprei uma flauta, toquei em um piano. Quebrei a cabeça tentando entender uma partitura, parecia matemática, mas quando enfim entendi, parecia uma poesia de tão harmônica. Agora não só a música faz parte de mim, eu também faço parte de dela. Aprendi a ter paciência e sempre a vontade de ao errar, começar de novo sem quebrar nada de raiva.

Desde bem pequena comecei a criar gosto pelos livros, lia repetidas vezes os livros de histórias e os gibis que ganhava. Já morei dentro de um livro. Já chorei e lamentei a morte de vários personagens. Já fiquei sem fôlego e sem piscar os olhos até terminar alguma página assustadora demais ou emocionante demais. Os livros me ensinaram mais do que qualquer pessoa já tentou me ensinar. Mostrou-me os sentimentos bons e ruins que podem nascer em alguém, e como isso de alguma forma molda o caráter das pessoas. Ensinou-me a ser mais flexível. Tirou de mim qualquer vestígio de ignorância.

Acho que nunca levei jeito para o teatro. Mas viro estátua ao assistir alguma peça. Gosto de observar todos os personagens e mesmo não conhecendo os atores, tento de alguma forma liga-lo ao seu personagem, perceber qual o motivo que o levou a fazer tal interpretação. Gosto de expressões. De achar na história um lugar em que eu me encaixe. É impossível não gostar de teatro! Ver os atores dando alguns suspiros de nervosismo antes da peça começar me deixa nervosa também.

Certa vez estava deitada na cama fazendo absolutamente nada e comecei a pensar no que fazer. O primeiro questionamento que apareceu em minha mente foi: O que eu estou fazendo aqui? (não em relação a estar na cama fazendo nada, risos.). Faltava alguma (s) coisa (s) para eu me sentir completa e poder dizer para mim mesma que eu havia me encontrado. Acho que todos passam por essa fase algum momento da vida, não importa quando. Comigo não foi diferente. Felizmente os itens acima citados me ajudaram pra caramba. Começaram a surgir um misto de sentimentos quando enfim coloquei todas as peças no meu próprio quebra-cabeça. Não há muito que explicar. Apenas me encontrei dentro de mim mesma. E ainda assim me perco de vez em quando, mas nada preocupante, na verdade é bem natural e a sensação melhor ainda. Espero que consigam se encontrar também.

E para vocês, quais as maravilhas do mundo que lhes transformaram?

Para fechar o post de hoje, mais um conto da Maria Poesia.

As Crônicas de Maria Poesia

O dia estava perfeito para Maria fazer alguma de suas artes.  Levantou,  suspirou, colocou seu vestido colorido e saiu às ruas de seu bairro, com sua câmera recém-dada de presente por sua mãe e sua caixinha de som antiga à tocar a música de sua cantora predileta. Maria pode finalmente fotografar tudo que queria.

Maria não se cansava de detalhes, tudo estava sob seus olhos, que estavam no visor da câmera.  Saiu do parquinho e foi até o fim da rua que acabava o bairro, lá havia um campo grande com árvores altas e um riacho que dividia o bairro de cima. Maria fotografou as flores, as pétalas e as abelhas que tiravam o pólen, fotografou seus pés enfiados na terra úmida, fotografou o céu e sem querer o pássaro que cruzava no mesmo instante em que clicou. Começou uma ventania que agitava tudo ao seu redor, fotografou o seu vestido que balançava ao vento, a folha do pé de laranja que voava, e a euforia dentro de si que a libertava.

Voltou pra casa sorridente, fotografou no caminho sua vizinha idosa e rancorosa que a olhava de cara feia da janela, o cachorro das orelhas grandes e olhos caídos, e as bicicletas que andavam na rua com seus donos. Largou as sandálias na soleira da porta e correu para ver as fotografias que havia tirado durante um dia inteiro. Cada vez que passava uma, voltava em sua mente o calor do momento, e percebeu que queria essa sensação para sempre, mesmo quando fosse idosa, pois queria pode sentir o calor da juventude através de um álbum surrado de fotos. Foi até a loja que revela fotos mais próxima de casa e a moça gentil que trabalha lá revelou todas as fotografias que a menina tinha guardado, fez um álbum todo feito à mão e o decorou como se estivesse reproduzindo o seu dia, cheio de vida, de alegria, de sensações, de crianças brincando no parquinho, e de joaninhas em folhas de pés de laranja. Dormiu abraçada com as fotos, sua mãe tirou-o de seus braços e a cobriu com seu lençol floral, deu-lhe um beijo na testa e desejou que sua pequena Maria Poesia nunca deixasse de ser sua menina Maria, sua menina Poesia.

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Fonte: Herta Maria

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