Terça-Feira, 06 de Agosto de 2013 - 21:54 (Colaboradores)

AS CHAVES DO CONFLITO ENTRE OS PODRES PODERES DE RONDÔNIA

Na insurgência de Coelho, antes contra o ex-companheiro Roberto Sobrinho [PT], ficou claro que, um dia ‘almeja ser prefeito e governador’. Parece que o tiro vem saindo pela culatra, afirmam rodas políticas do entorno do Hotel do Gentil, um dos mais ilustres personagens da primeira ‘Capital do Cacau’, dentro e no entorno do Vale do Jamari.


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Ariquemes, Rondônia – A crise política que atravessam o Palácio Presidente Vargas e a Assembléia Legislativa, depois que Confúcio Moura [PMDB] pôs a pique a direita representada por Ivo Narciso Cassol e parte da base de Expedito Júnior – depois aliado – pode ser considerada a mais grave dos últimos tempos, sobretudo porque parte dos deputados insistem garrotear o Governo.

José Hermínio Coelho [hoje PSD e agora ex-PT], na opinião de analistas locais, ‘desde a militância no Sindicato dos Motoristas de Ônibus da Capital Porto Velho e da Câmara de Vereadores tenta independizar-se para tentar vôos mais altos’. Sozinho não conseguirá, atestam.

Na insurgência de Coelho, antes contra o ex-companheiro Roberto Sobrinho [PT], ficou claro que, um dia ‘almeja ser prefeito e governador’. Parece que o tiro vem saindo pela culatra, afirmam rodas políticas do entorno do Hotel do Gentil, um dos mais ilustres personagens da primeira ‘Capital do Cacau’, dentro e no entorno do Vale do Jamari.

COMO SISIFO - Já Confúcio tem problemas domésticos e vive às turras com o cunhado Francisco de Assis, a irmã Cláudia Moura e agora, depois da deflagração da Operação Apocalipse - que prendeu traficantes, estelionatários, vereadores, servidores e gerou 209 medidas cautelares que impediram ameaças a testemunhas e a ineficácias na produção de provas determinadas pela Justiça – manterá a caneta firme à mão nas barganhas.

CORTANDO A PRÓPRIA CARNE? - Na polêmica, o Ministério Público em sua mais alta potência jurídica foi envolvido em ‘bate-boca pela mídia’. Troca de acusações entre as duas maiores e abalizadas Cortes de Justiça e Ministerial, outra vez, ‘pode não ter deixado uma boa impressão a cidadãos comuns’, desde que o próprio MP identificou servidor que ligava para criminosos avisando que a Polícia ia chegar’.

E o Judiciário manteve a prisão de Carlos Alberto Alves Gomes, lotado no Centro de Apoio Operacional do Meio ambiente [CAO-MA].

RO DE ONTEM, HOJE E DO FUTURO? - Assembléia, Governo e Ministério Público desde as prisões de Carlão de Oliveira [PSL] e Walter Araújo [PTB] e agora de Carlos Alberto Alves Gomes, ‘não tinham recheado tanto o cenário político e policial nacional’. Isso não ocorria desde a perda do piloto do coronel para-quedista Jorge Teixeira para o narcotráfico, lembram saudosistas de Jerônimo Garcia de Santana.

O MAIOR SONHO - O sindicalista Hermínio Coelho e o médico Confúcio Moura, a olhos de visionários ouvidos por este site, ‘seriam dois potenciais senhores coloniais, os quais recorrem, agora, para manterem um suposto feudo político’. Mas a principal acusação, por aqui, é em desfavor do primeiro, cujo maior ‘sonho seria deflagrar a maior greve do setor de transporte do Estado’.

GRITO CONTIGO - E chegar ao posto de prefeito ou de governador, lembra a este site um ex-Coelhista que já tomou cachaça e jogou carteado com o ex-presidente da ALE-RO, mas que se recusa a revelar a identidade.

Em linhas gerais, experientes raposas políticas sem mandatos, disseram que, ‘a corrida até 2014 já começou, mas a largada não foi a de Hermínio’. E sim, de Ivo Cassol, ao se sentir ameaçado ante a presença do Relator do Mensalão, o atual presidente do Supremo Tribunal Federal [STF], Joaquim Barbosa, talvez, por estar na primeira fila de um julgamento iminente.

NINHO DO PODER - A controvérsia entre os poderosos potenciais em mais de 500 anos após a Colônia, passa pelo Império de D.Pedro I de Dona Joaquina e pela República de Marechal Deodoro, recorda-se o ex-historiador José de Paula e Silva, 73, um assíduo freqüentador dos bastidores da mais nova república do Estado, a de Ariquemes. Segundo ele, ‘já sobrevivi às repúblicas de Rolim de Moura, Ji-Paraná e agora tento passar pela de Ariquemes.

DESDOBRANDO A OPERAÇÃO - Contudo, a ‘Apolicapse’, agora, com novo aval da Justiça foi prorrogada sem solução de continuidade por mais 30 dias. A nova largada começou bem com o retorno à prisão de Ana Cristina Pontes, a bailarina que emprestou a conta corrente para a deputada Ana Maria [a Ana da 8], em mais uma de suas patacoadas avalizadas pelo então temido narcotraficante ‘Beto Baba’.

De acordo com estatísticas difusas, nesse jogo, a candidatura de Hermínio ao Governo atirando para todos os lados, dizem dirigentes petistas locais ‘seria patético apelar por ele até aos embates com Confúcio, Expedito Júnior e  com o ex-governador Cassol’.

Segundo disseram, ‘Confúcio fechou o cerco aos madeireiros e industriais que antes apoiaram Cassol e Cahulla’.

Teria também avalizado polêmicos pedidos na SEDAM [a secretária Nanci Maria Rodrigues teria cumprido bem o papel de articuladora entre madeireiros durante a eleição na FIERO], indo do agronegócio bovino no IDARON, da SEAGRI a indicações de ex-prefeitos a cargos de CDS e o recrutamento de assessores demitidos, formando um novo exército de colaboradores prontos para o embate.

BUFA NA ÓPERA - Acuado, o ex-presidente afastado, atestam analistas locais, ‘JHC deve se considerar impedido pela Comissão Processante’. E ausentar-se do plenário e ceder lugar ao vice, deputado Maurão Carvalho, que já transitava com desenvoltura nas hostes confucionistas de Theobroma a Ariquemes, nos finais de semana.

- Alguém pode estar orquestrando a renúncia dele [Hermínio] da Presidência para que possa manter-se na cadeira de deputado e não se desfazer de R$ 30.000,00 em salários, confidencia Geraldo, o historiador.

Xico Nery é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos.

Fonte: Xico Nery

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