Terça-Feira, 29 de Janeiro de 2013 - 13:26 (Colaboradores)

APÓS A PALAVRA COLHIDA E LOGO EM SEGUIDA UM ABRAÇO

Com os olhos marejados, voz embargada por um aperto no coração, a jornalista da TV Globo, representou na edição do Jornal Hoje o sentimento mais natural do povo brasileiro, que assisti do sofá de casa, das TVs em locais públicos uma tragédia que não sai de sintonia.


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É quase que improvável que um repórter destacado para cobrir uma tragédia não se emocione com a situação em volta dele. Sandra Annenberg foi nesta edição do Jornal Hoje de segunda-feira (28), mais que uma profissional jornalista, apresentadora, repórter, foi humana, mãe, irmã, amiga ou alguém bem próximo aos enlutados.

Com os olhos marejados, voz embargada por um aperto no coração, a jornalista da TV Globo, representou na edição do Jornal Hoje o sentimento mais natural do povo brasileiro, que assisti do sofá de casa, das TVs em locais públicos uma tragédia que não sai de sintonia. É tanta informação sobre o caso que não se permite dar o tempo de parar e pensar no tamanho da proporção do acontecido no pequeno município gaúcho de Santa Maria, de 300 mil habitantes. “É engano pensar que todo profissional jornalista é um insensato. Muitos até podem se classificar, mas existem aqueles que não apenas estão no local para montar a reportagem, mas mostrar a forma humana de cada pessoa”, disse o jornalista acreano, Wanglézio Braga

Do estúdio, o ancora chama a apresentadora que deixa sua bancada para assumir o papel do repórter. Nas primeiras informações o repasse dá conta da morte de 231 pessoas, muito das quais morreram queimadas, outras mortas por intoxicação. Jovens bonitos, novos, cheio de sonhos que acabaram em um amontoado. São os filhos de Natalicea, de Maria, de Joana. Mães, pais que se despediram dos filhos com um sorriso no rosto, um abraço, um beijo carinhoso para nunca mais os encontrar.

A presidente, Dilma Rousseff, que participava no domingo (27) de encontro no Chile, cancelou os compromissos e foi até a cidade de Santa Maria prestar solidariedade. “Dor que vi é inacreditável”, disse a mandatária brasileira ao se referir à tragédia das famílias rio-grandenses.

Desde que as primeiras notícias foram levadas pela mídia ao ar, o Brasil está em estado de choque. O país entra para uma estatística estarrecedora de mortos em situação comovente. A tragédia da madrugada de domingo até agora em muitos peitos é uma cena seca, acumulada de choro, dor que ainda precisa ser avaliada. Mas nada do que ocorreu foi por acaso. “Após a palavra colhida e logo em seguida um abraço”.

Fonte: Emerson Barbosa

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