AO APONTAR FRAGILIDADE DA POLÍCIA FEDERAL, DELEGADO DIZ QUE ‘QUERO FICAR VIVO PARA SALVAR A AMAZÔNIA’ - News Rondônia Das ‘estórias’ contadas nos três lados da fronteira, os relatos sobre a presença do mais temido narcotraficante Maximiliano Munhoz Dourado, O MAX, ‘poucas são verdadeiras’, sobretudo as que expõem o bandido brasileiro como um dos ‘mais poderosos das Amazônias’.

Porto Velho,

Segunda-Feira , 27 de Janeiro de 2014 - 15:19 - Colaboradores


 


AO APONTAR FRAGILIDADE DA POLÍCIA FEDERAL, DELEGADO DIZ QUE ‘QUERO FICAR VIVO PARA SALVAR A AMAZÔNIA’

Das ‘estórias’ contadas nos três lados da fronteira, os relatos sobre a presença do mais temido narcotraficante Maximiliano Munhoz Dourado, O MAX, ‘poucas são verdadeiras’, sobretudo as que expõem o bandido brasileiro como um dos ‘mais poderosos das Amazônias’.

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Buena Vista, BENI, Bolívia – Apesar dos desmentidos oficiais, a tríplice fronteira [Brasil, Bolívia e Peru] continua aberta sem que o Governo brasileiro acabe com as incursões protagonizadas pelo narcotráfico e contrabandistas de minérios e armas poderosas cujo destino o eixo Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Segundo parte dos antigos moradores desta Província, ‘MAX era um vendedor de pães, que andava com um tabuleiro na cabeça nos quatro cantos da cidade de Guajará-Mirim’. Mas d e uma hora para a outra, tornou-se bastante conhecido na região por ostentar um poderio econômico invejável.

NO PODER, MAS FORA DAS RUAS? -  Em pouco tempo, teria superado outros bandidos mais antigos e tornou-se um nome ‘influente’ até que foi preso acusado de vários crimes, entre os quais, o de um agente penitenciário. Da prisão [Urso Branco] fugiu e só foi recapturado ano depois pela Polícia Nacional boliviana e deportado ao Brasil.

Dos negócios de MAX, de acordo com uma fonte policial local, ‘as fazendas, postos de gasolina e supermercados em Nova Mamoré e Guajará-Mirim seriam os que mais receberiam investimentos’. Precedido dos negócios que ainda teria em nome de advogados e familiares no bairro Tamandaré, em Guajará-Mirim – mesmo na condição de preso federal.

INVESTIDOR SEM CATÉDRA - Afirma a fonte, porém, ‘garimpeiros o teriam convencido a investir pesado nas atividades minerarias nos garimpos rondonienses e bolivianos’. 

CARREIRA DE POLICIAL - A presença de ilegais bolivianos, peruanos e até paraguaios em transações comerciais no lado brasileiro, de acordo com um delegado aposentado ouvido por este site de notícias em 2010, em Guajará-Mirim, demonstra que a ‘inteligência nacional não avançou nas duas últimas décadas’.

Em novo contato, diz que ‘a Polícia Federal sempre teve um trabalho alicerçado na inteligência’. Mas não pode ficar no discurso de que ‘a falta de efetivo é compensada com a dedicação dos policiais’. É que a Polícia Federal está acima de tudo e pode exigir a triplicação de pessoal, equipamentos e armamentos mais poderosos, como ocorre no Amazonas, afirma.

DESDOBRAMENTO JÁ! - De acordo com a fonte, as ‘Operações 886, Eldorado e Termimópilas’ poderiam ser desdobradas para a apuração de crimes contra a ordem tributária, a partir da abertura e baixas constantes de empresas nas praças de Porto Velho, Guajará, Costa Marques, Pimenteiras do Oeste, Vilhena, Pimenta Bueno, Espigão do Oeste, Cacoal, Ji-Paraná, Ariquemes, sem excluir Costa Marques no Vale do Guaporé.

Já na Câmara dos Deputados, Sposito declarou, em áudio-visual, que ‘o Governo brasileiro deve reagir aos desafios’. E que minérios e narcotráfico ameaçam a Amazônia; e revelou que ‘não há um só garimpo regularizado na fronteira norte brasileira, por onde circulam cerca de dez mil pessoas, entre as quais, foragidos da polícia em estados amazônicos’.

Ele afirmou, ainda, que essas situações, aliadas o narcotráfico, à biopirataria e á presença de empresas multinacionais de minérios, desafiam a defesa brasileira, foi o que demonstrou, em audiência, na Câmara dos Deputados, o delegado federal Mauro Sposito.

- Temos problemas sérios, ele previu.

FRONTEIRAS ABERTAS SEMPRE - Nesta parte do território da República Boliviana, com visão panorâmica às cidades do entorno do Vale do Guaporé, no lado rondoniense do Brasil, ‘logo se vê que a pressão por resultados ao longo deste ano, pouco irá adiantar nas aspirações policiais e de Justiça para se dar uma ordem no fim do narcotráfico, sonegação fiscal e venda ilegal de minérios’, diz este Repórter.

Os colhimentos de frutos mais consistentes só viriam se o Governo aproveitasse a própria estrutura da Polícia Federal ao aumento de investimento de qualificação, requalificação, melhorias dos salários dos agentes e delegados, além de equipamentos e o continuo das reservas de dinheiro destinadas às operações de inteligência na região, previu uma segunda fonte.

PF DEIXA A DESEJAR - Já em 2008, o então coordenador da Polícia Federal para o combate o narcotráfico na Amazônia, o delegado Mauro Sposito afirmava que, ‘o trabalho da PF na região deixa muito a desejar’, por falta de recursos e de pessoal. Segundo ele, ‘estão fragilizando por demais’ a PF na região e que isto seria um ‘processo político’. Logo a seguir, ele foi exonerado do cargo por denunciar a fragilidade da Polícia Federal na Amazônia.

CPI, DE NOVO! - De lá pra cá, muito coisa não mudou. Inclusive a CPI do Narcotráfico, segundo o clamor popular, ‘deveria ser reaberta e que alcançasse conhecidos políticos e empresários que transitam com desenvoltura nos governos e no Congresso para que delegados não sejam demitidos, e os bandidos soltos’.

Outro ponto frágil verificado na política nacional de fronteiras, de acordo com a mesma fonte, ‘é o não fortalecimento da presença do Estado brasileiro na Amazônia’.

A falta de efetivo, de recursos e equipamentos não é nenhuma novidade. Dos estados, apenas o Amazonas detém uma estrutura adequada de combate ao narcotráfico e outros ilícitos. A PF amazonense dispõe de comandos aéreo, fluvial [5 lancha rápidas de 225 HP equipadas com metralhadoras HK modelo MAG4, calibre 556 e calibre 762, de fabricação alemã] e forças terrestres.

PF DE RO NA VANGUARDA - Em linhas gerais, as forças federais que atuam na tríplice fronteira no combate ao narcotráfico, contrabando de minérios, armamentos e sonegação fiscal precisam contar com o apoio de analistas tributários, bem como o aumento do efetivo, sobretudo, da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal.

Essa proposta foi defendida, recentemente, à frente da Superintendência da PF, em Porto Velho, pelo agente e suplente de vereador João Bosco [O Bosco da Federal], durante a mobilização da categoria pelo Dia Nacional de Luta. Em discurso, Bosco apresentou propostas e soluções às carências da PF no Estado de Rondônia e região.

XICO NERY é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos.

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Fonte: XICO NERY

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