Quarta-Feira, 25 de Junho de 2014 - 10:26 (Colaboradores)

ANTES QUE ACABE 2014, ACADÊMICO PROPÕE NOVA ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO PARA GUAJARÁ-MIRIM

Músico por formação, neste primeiro contato com este site de notícias, na preleção sobre o contar dos prejuízos do Pós-cheia dos rios locais, mesmo com dificuldades de locomoção, diz que, ‘a vocação deste município sempre foi focado no econômico advindo do extrativismo da borracha e ciclos invejáveis, como o da madeira, do ouro e agora, turismo de compras, eventos e atrativos propostos pela decantada Zona de Livre Comércio [ALC]’.


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Guajará-Mirim/ AMAZÔNIA BRASILEIRA – Muito já disse nesta parte da fronteira bi-nacional sobre os por quês da ‘Perola do Mamoré’ não contar com novas estratégias políticas econômicas a fim de que tenha uma economia pujante e que fortaleça o decantado Pólo-Industrial tantas vezes anunciados por conhecidos mandatários.

A questão maior não é a isenção de impostos ou incentivos concedidos de forma temporária, atestam outros. Porém, ‘está em jogo mesmo é a falta de destino dos investimentos governamentais às regiões que, verdadeiramente, deveriam ser contemplada, denuncia um ex-contador que migrou da Vila Madalena, em São Paulo, nos anos de chumbo, de nome não revelado.

PASSOU LULA, VAI SOBRAR PRA QUEM? - De acordo com o que disse, ‘até agora o dono do PMDB, senador Valdir Raupp, não revelou as fontes dos recursos anunciados para Guajará-Mirim, Nova Mamoré e distritos da BR-364’ - e que, dificilmente, chegarão a região no tempo aprazado, como o dinheiro da ponte bi-nacional que vai interligar a cidade com a co-irmã Guayaramerín, no lado do Departamento [Estado] BENI, Bolívia.

Deputados e senadores rondonienses, membros das bancadas estadual e federal, respectivamente, na opinião tirada em rodas políticas ao largo dos hotéis e praças de alimentação locais, ‘são severamente criticados’

AINDA CONTAM OS PREJUÍZOS DE 2013 -  Frustrou a rede hoteleira, folcloristas, além de empreendedores bi-nacionais, o desabafo é de uma administradora de uma tradicional pousada cujos prejuízos amargam até hoje, em que pese uma nova edição do evento mais famoso da cidade esteja à beira de não ser cumprido, outra vez, pelo Governo Estadual.

- O projeto consta do calendário festivo e cultural que compõe a grade de eventos turísticos da Pérola do Mamoré’, ela se queixa.

Com a falta de investimentos e incentivos reais por parte do Palácio Presidente Vargas, as frustrações, por final, ocorrem desde o governo Cassol e João Cahulla, lembra à empresária. Segundo ela, ‘nossas mágoas são conhecidas no país vizinho’, desabafa.

No outro lado da fronteira, o comércio varejista e atacadista é pujante. O trotoir [vai-e-vem] de brasileiros – mais rondonienses e acreanos – é intenso. E a maior fatia do dinheiro gasto fica em Guayaramerín [BO], do outro lado, e não em Guajará-Mirim, atestam outras fontes.

- Por aqui, apenas meros 3% a 5% do desembolso atribuído por brasileiros nas barracas de quinquilharias sino-coreanas, sobretudo de eletroeletrônicos importados e quase sempre atravessados por Coyotes bolivianos e nativos do nosso lado, denuncia o velho contador paulistano de Vila Madalena.

Por telefone, o jovem ativista espera, em vida, ‘vê os anos dourados da economia de Guajará-Mirim períodos vivenciados nos anos 80 a 2000’, ele lembra.

- À época, os vôos e as corridas de taxi eram intensos e a toda hora, ressalta Tanous.

TODOS ERAM CONTEMPLADOS - A cidade respirava oxigênio puro e todos tinham orgulho de ter nascido na então segunda mais importante cidade do Estado [Guajará-Mirim], Tanous deixou escapar parte dos itens que colocavam o comércio bi-nacional e local no topo do ranking da arrecadação da União Federal, como o ITR [Imposto Territorial Rural], ICM e IR [Imposto de Renda].

Músico por formação, neste primeiro contato com este site de notícias, na preleção sobre o contar dos prejuízos do Pós-cheia dos rios locais, mesmo com dificuldades de locomoção, diz que, ‘a vocação deste município sempre foi focado no econômico advindo do extrativismo da borracha e ciclos invejáveis, como o da madeira, do ouro e agora, turismo de compras, eventos e atrativos propostos pela decantada Zona de Livre Comércio [ALC]’.

HECATATOMBE PODE SER PROPOSITAL - Deficiente, mesmo com reduzida mobilidade, Tanous apontou ainda potenciais saídas políticas e econômicas a Guajará-Mirim e região. Ele disse que, ‘a SUFRAMA e o governo do Estado têm grandes dívidas sociais com o povo daqui’. E sentencia: ‘Os Governos, há décadas, não fazem o dever de casa’.

Para ele, a classe política que se apodera do poder palaciano desde os anos 90, até agora não negociou a inclusão de Guajará e Nova Mamoré, de fato e de direito, junto à Zona Franca de Manaus [ZFM] e no Ministério do Desenvolvimento. Apenas o ex-deputado Eduardo Valverde [petista falecido] impôs sua marca ainda no Governo Lula.

- Por aqui, poderíamos ter fábricas dos mesmos componentes produzidos na cidade de Manaus, ele indica aos mandatários e aposta suas fichas em parte daqueles que, agora, catam votos e que nunca foram inquilinos do Palácio Presidente Vargas.

- Não queremos tirar fora as chances de nossos vizinhos crescerem com o advento da criação, instalação e funcionamento da Área de Livre Comércio [ALC] e/ou de um Pólo de Zona Franca, ele arrematou.

Fonte: XICO NERY - NewsRondônia

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