Sexta-Feira, 08 de Dezembro de 2017 - 17:08 (Cultura)

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AMEAÇA DE PRIVATIZAÇÃO DO MERCADO CULTURAL GERA FUGA DE ARTESÃOS E ATIVISTAS CULTURAIS

Nas poucas idas deste site ao largo da Praça Presidente Vargas, onde, as pessoas podem fugir ao rush da cidade, é realizado o ‘Projeto Tacacá Musical’, se constatou que ‘o Mercado em quase nada mudou em mais de onze de governo de Hildon Chaves’.


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Porto Velho, Rondônia – Sem atividades de peso e ainda fora do calendário turístico nacional desde que o tucano Hildon Chaves chegou à Prefeitura, o Mercado Cultural, palco de exibições artísticas invejáveis no passado, pode ser privatizado ainda este ano.   

A medida é defendida 24 horas pelo presidente da Fundação Cultural, o museólogo Antônio Ocampo. Segundo ele, ‘é uma forma de otimizar às suas  atividades’ na busca do fortalecimento da cultura e de um melhor conjunto da sociedade porto-velhense.

  

Nas poucas idas deste site ao largo da Praça Presidente Vargas, onde, as pessoas podem fugir ao rush da cidade, é realizado o ‘Projeto Tacacá Musical’, se constatou que ‘o Mercado em quase nada mudou em mais de onze de governo de Hildon Chaves’.

O desleixo para com um dos principais cartões-postais da cidade, por todo o seu interior continua visível a infiltração de água da chuva, além dos problemas elétricos e obstrução da rede de esgoto e sanitário. Também é preocupante a situação dos antigos permissionários, vez que a desafetação ainda não foi definida, totalmente.

Sobre a privatização do Mercado Cultural prevista para este final de ano, nem mesmo durante a última Conferência Pública Municipal, a Fundação Cultural não esclareceu nada sobre o suposto plano de privatização em estudo pelo município. Em que pese, o governo HC tenha decidido privatizá-lo, conforme tem divulgado Antônio Ocampo à boca pequena.

Desde as ameaças de desocupação dos boxes e espaços abertos no interior do Mercado, a Fundação Cultural já obteve, em parte, a desistência da herdeira do tradicional ‘Bar do Zizi’, Vera do Casal. Segundo ela, ‘estava pagando para trabalhar no local’.

O fechamento do ‘Bar do Zizi’, se visto pela ótica apresentada por Vera do Casal, significa, na opinião do Consultor Jurídico, João Lemes Soares, ‘a total inexistência de cuidados por parte do poder público com a manutenção de bens móveis e imóveis tradicionais no viés povo e poder público’.

De outra forma, a privatização do ‘Mercado’, segundo músicos sem espaços nas grades artísticas promovidas pela Prefeitura em 2017, ‘começou com a instalação do gradil envolta ao prédio e a anulação do ponto de táxi de mais de 30 anos no local’. O local pode se transformar num grande e luxuoso restaurante,  há uma semana, revelou Antônio Ocampo.  

Devido às ameaças na subtração de boxes e ambientes que figuram numa lista de suposto despejo em uso pelo presidente da Fundação Cultural, o NEWS RONDÔNIA constatou que, ‘além do Bar do Zizi, já desocuparam o local os artesãos e com dias contados estariam o ativista cultural, Antônio Casamenteiro e um prestador de serviços do setor de restaurador em fotografia e vídeo.

Fonte: NewsRondônia

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