Quinta-Feira, 13 de Novembro de 2014 - 22:19 (Colaboradores)

AFORA NO INVERNO, OBRAS MUNICIPAIS GANHAM NOVO FÔLEGO COM MAQUINÁRIOS NOVISSÍMOS E A POPULAÇÃO, ENFIM, VOLTA A RESPIRAR LIVRE DE LOBBIES

Vereadores, deputados, deputados federais e senadores, além de assessores e financiadores de campanhas eleitorais, ‘são acusados de lobby voraz no Palácio Presidente Vargas’.


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Zona Leste, PORTO VELHO – Desde o tempo do Promotor de Justiça aposentado, Tomás Guilherme Correia, prefeito nos anos 1986-89, que o município de Porto Velho não se desfazia de empreiteiros e políticos suspeitos de intermediarem negócios com a Prefeitura até a gestão de Roberto Sobrinho do Partido dos Trabalhadores [PT].

Pesquisa rápida feita pela antiga Agência Amazônia de Notícias [AAN], junto à parte dos órgãos de controle das finanças públicas e de assessorias independentes acreditados nesta parte da Amazônia, constata-se que, ‘políticos com mandatos são acusados de interferência direta ou indireta nos negócios de pavimentação e obras municipais’.

Segundo a coleta de informações, a maior fatia dos acusados tem origem na Câmara Municipal e por tabela, na Assembleia Legislativa e no Congresso. Vereadores, deputados, deputados federais e senadores, além de assessores e financiadores de campanhas eleitorais, ‘são acusados de lobby voraz no Palácio Presidente Vargas’.

Historicamente, em se tratando de lobby politico e empresarial dentro das Câmaras Municipais, Prefeituras dos Municípios, Governos e no Palácio do Planalto, ‘o assunto é recorrente’, afirma o publicitário e gráfico Henrique Ferraz.

Para ele, ‘o caso é de polícia e de Justiça Federal’, já que os escândalos envolvendo construtoras e gestores públicos não param de serem estourados na imprensa no Supremo Tribunal Federal [STF]. Contudo, em que pese a Polícia Federal apure e prenda acusados dessa prática, ‘pouquíssimos continuam presos’, como é o caso do banqueiro Daniel Dantas e pessoas vinculadas a Odebretch e Camargo Correa, atesta Ferraz.

O esquema funcionava a partir da contratação de horas trabalhadas por tratores alugados de empresas em regime, ora com contratos diretos, ora através de terceirização com a Prefeitura e secretarias. A maior parte dos serviços era destinada à agricultura familiar e obras em comunidades periféricas e rurais, ‘difíceis de fiscalização plena das autoridades’, insiste o publicitário.

Em nova pesquisa, este Repórter em conversa com antigos servidores municipais e operadores da nova patrulha mecanizada adquirida pela atual gestão, parte deles disse que ‘contava-se nos dedos o número de máquinas e equipamentos para as operações e obras infraestruturais, inclusive, tapa-buracos’.

Segundo as fontes, atualmente, o município dispõe de patrulha própria, composta de caminhões, caçambas, patrol, rolo compressor, pá-carregadeira, retroescavadeira e outros equipamentos de última geração inseridos nos projetos de recuperação de ruas, asfaltamento e limpeza e encascalhamento dos bairros desta Capital.

Além das secretarias municipais de Serviços Básicos [SEMUSB], de Obras [SEMOB] e da Agricultura e Pesca [SEMAGRIC], os servidores ouvidos por este site de notícias afirmaram, contudo, que, ‘doutô Mauro, agora, tem a liberdade de gestar sem interferência de financiadores de campanhas políticas, nem de empresários que tinham negócios com a Prefeitura’ a partir de mandatos municipais, estaduais ou federais.

Em linhas gerais, enfatizaram, ainda, que, parte da culpa de uma suposta falta de atitude previdente e mais radical por parte da atual administração, ‘deve-se à forma sadia de tratar com as pessoas, cujo perfil é o de respeito pleno às opiniões, sugestões e até mesmo de polêmicas criadas pela classe política’ - como o caso do derrotado Impeachment arquitetado por um conhecido grupo de vereadores que não lograram êxito nas eleições gerais deste ano.

Fonte: Xico Nery

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