Terça-Feira, 26 de Março de 2013 - 08:05 (Colaboradores)

ACREDITAR EM MAUS POLÍTICOS É UM NEGÓCIO PERIGOSO OU UM ATO DE CORAGEM?

Hermínio Coelho foi reconhecido nas ruas da ‘Capital do Café’ por jovens, adultos e colunistas sociais considerados de importância para a manutenção da elite local.


Imprimir página

Cacoal, Rondônia– Fica cada vez mais claro a posição que tomam José Hermínio Coelho [PSD e ex-PT], o governador Confúcio Aires Moura [PMDB], o ex-governador Ivo Narciso Cassol [PP, e ex-PSDB] e pretensos candidatos ao Palácio Presidente Vargas nas eleições de 2014.

Nesta parte do estado, o presidente da Assembléia Legislativa desandou em mais uma fase da luta que contra o palaciano Confúcio. Nas rádios e sites de notícias, ficou claro que, ‘o ex-presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, reiterou suas críticas à gestão do PMDB e do governador à frente dos destinos dos rondonienses’.

Segundo ele, ‘o estado está em regime falimentar’, disse Hermínio. Convênios, acordos e dissídios trabalhistas, além de fornecedores, não estão sendo cumpridos’, denuncia o parlamentar que migrou do PT e que ajudou a eleger Roberto Sobrinho a oito anos de mandato, agora, contestado por ele e pela mídia privada.

Hermínio Coelho foi reconhecido nas ruas da ‘Capital do Café’ por jovens, adultos e colunistas sociais considerados de importância para a manutenção da elite local. O parlamentar do PSD, nas entrelinhas deixou escapar a vontade de assumir o governo, algum dia. Foi o que disse um sonoplasta que monitorou uma das entrevistas.

Analisado o conteúdo das entrevistas e amostragens do presidente da ALE/RO em setores independentes, ‘as decisões tomadas por ele são polêmicas e tiram o sono de cidadãos comuns que ainda não entenderam a aliança que fez com o foragido Walter Araújo [PTB] e meio mundo para se tornar, a princípio, vice e  depois presidente do Legislativo rondoniense’.

Hermínio, na condição de sindicalista, ‘é ousado e corajoso’. Como político, ‘deixa a desejar porque até agora não conseguiu provar quem são os ladrões dentro do governo Confúcio Moura’, arriscam opositores de centro-direita ligados ao agronegócio madeireiro, bovino e doc café de Cacoal e região ouvidos por este site.

No meio dos jovens, este site tirou a impressão de que ‘tudo o que o presidente do Poder Legislativo teria a preferência dos mais novos em caso de eleição já ao Palácio Presidente Vargas’. Da coleta de informações, também se nota que, ‘jovens cacoalenses preferem políticos novos ou iniciantes da política’. E tiraram a prova das experiências vivenciadas em Cacoal, quando um deputado federal foi preso por tráfico de drogas e perdeu o mandato.

O vício, para os jovens que manifestaram sobre a indagação deste site sobre que tipo de político deve ser eleito na sucessão de Confúcio, ‘é uma condição não aceita em hipótese alguma na trajetória política de um cidadão que irá presidir o Governo e comandar os destinos de milhares de rondonienses’.

Droga, jogo, pedofilia e corrupção, na opinião de qualquer cidadão de bons costumes e aos olhos da Constituição, segundo parte desses jovens ouvidos, ‘devem ser varridos da sociedade’. Para eles, se dependesse apenas dos mais jovens, José Hermínio Coelho deve concorrer a sucessão de Confúcio ou à Câmara dos Deputados, mas terá que provar que não é, não foi nem será aliado do foragido Walter Araújo’. Afora todo isso, ‘Hermínio, no seio de parte desses mesmos jovens, estará com boas chances no Estado rumo à sucessão de Confúcio e impedir, mesmo sem o apoio de Alex Testoni [PSD Ouro Preto], o re-inquilinato de Ivo Narciso Cassol.

OUTRO LADO DA MOEDA – Também com boas chances de reeleição, tanto em Ji-Paraná quanto no entorno das cidades da BR-364 pode estar o deputado Marco Rogério [PDT]. Segundo estudos extra-oficiais, o parlamentar poderia forçar um segundo turno se mantiver a linha que adotou – a de falar e cumprir o que defende no Congresso em nome dos mais pobres e pequenos proprietários rurais.

Quando o assunto é Ivo Cassol, a história muda o cenário local. As coletas feitas encontraram divergências claras no seio dos mais jovens, que vão de petistas, socialistas, verdes e peemedebistas. Além de pepistas. Agora, remediados no governo Confúcio, segundo essas preferências, ‘por conta dos pacotes de obras em estradas, moradia, trabalho, emprego e segurança.

Com o poder político, praticamente, reduzido pela não recondução do grupo Cassol ao poder central de Rondônia, o ex-governador pontua apenas nos segmentos do agronegócio madeireiro, bovino e mineral. Nesses segmentos, ele desponta na preferência. Mas entrevistados negaram-se a se identificar na preferência do eleitorado na faixa etária entre os 16 e 35 anos. A maioria por não conhecer as ações do ainda senador da República.

RESCALDO EM CACOAL - A oposição ao governo instalado no Palácio Presidente Vargas vem dando sinais de celeridade na deposição do inquilino Confúcio Aires Moura. Enfrentar quem estar no poder ‘é um ato de muita coragem e ousadia’, revelam fontes deste site. Para outros, ‘o Governo do PMDB não escapa da sina de maus presságios quanto a sustentar a aliança de partidos’. Por isso, acusam o próprio Confúcio de saber dessa fragilidade e não ter pulso para fazer valer sua autoridade.

Além de José Hermínio Coelho, o governador tem como pedra no sapato auxiliares do passado e do atual mandato acusados de conivência e falta de ponderações nas ações envolvendo supostas propinas. Segundo opositores ligados ao PSD de Cacoal e Ji-Paraná, ‘a propina estaria presente em quase todos os níveis palacianos’.

Por fim, em que pese as contradições nas políticas implementadas pelo atual Governo, para empresários nos disseram que ‘é, praticamente impossível montar um novo empreendimento no interior do Estado por causa dos percalços atribuídos a colaboradores que se atravessam nos negócios do próprio Governo’.

A maioria identificou, desde os governos Oswaldo Pianna, José de Abreu Bianco, Waldir Raupp e Ivo Narciso Cassol, que ‘a propina não nasceu no governo atual e não é nenhum atributo específico do grupo palaciano de Confúcio’. As fontes asseguram, no entanto, que, ‘empresários e investidores, mesmo com contas a receber, que o Estado que Marechal Rondon se instalou, reclamam também dos ex-governadores pela falta vias legais e éticas para se montar um negócio no Estado.

Xico Nery é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos

Fonte: Xico Nery/newsrondonia

Banner Ale

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias