Sexta-Feira, 16 de Setembro de 2011 - 16:18 (Espaço do Internauta)

ACADÊMICOS E PROFESSORES DA UNIR ENTRAM EM GREVE

“Exigimos da reitoria, do Ministério da Educação, do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, das bancadas parlamentares e dos governos estadual e municipal o imediato atendimento às reivindicações”


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Reunidos frente às escadarias da Unir-centro, com faixas e cartazes espalhados por todos os lados, denunciando repúdio e indignação, os acadêmicos da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), aderiram juntamente com o corpo docente, a greve por tempo indeterminado, em decorrência do caos instalado na universidade.

Professores

­­A protesto foi inicialmente incentivado pelos professores, que desde o início do mês de agosto discutiam sobre a paralisação, reivindicando melhorias salariais, e a criação de um projeto de plano de carreira docente, defendendo a campanha pelo investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação pública. Entretanto, a paralisação dos professores só foi deflagrada na última quarta-feira (14), após assembléia, convocada pela Associação dos Docentes da Fundação Universidade Federal de Rondônia (ADUNIR), exigindo maior valorização pela classe.

Acadêmicos

­­Mas o movimento grevista, realmente ganhou força na manhã de sexta-feira (16), quando mais de quatrocentos acadêmicos reuniram-se na avenida Presidente Dutra, frente a sede histórica da universidade, paralisando o trânsito, causando grande tumulto.

Tumulto

­­Professores, acadêmicos e líderes universitários, com o auxílio de microfones e de carros de som, incitavam os presentes a denunciar as irregularidades existentes. E, assim como é característico nos movimentos grevistas, muitos acadêmicos pintaram suas caras, colocaram acessórios extravagantes, fizeram o maior barulho com instrumentos musicais, na intenção de chamar a atenção das autoridades. De longe se ouvia, as apitações, gritarias, cantorias e paródias, tendo como lema “a insatisfação da contra atual reitoria”.

“Reitor, escuta aqui, não iremos desistir; Reitor, escuta aqui, não iremos desistir;

fora Januário, fora Januário, fora Januário”gritavam os acadêmicos.

Reivindicações

­Segundo um dos representantes dos professores da universidade, “o abandono por partes das autoridades nunca esteve nesta proporção, “falta tudo”, o que estamos reivindicando comparado a outras universidades do país, é somente o básico”. Conforme o Comando Geral dos Grevistas, cada curso relacionou suas principais requisições, sendo que entre as principais reclamações, estão: a falta de professores, a falta de salas adequadas para manutenção dos cursos, além do desleixo instalado nos quatro cantos do campus.

Falta de respeito

Um dos líderes do curso de medicina comenta ser uma falta de respeito o que estão fazendo com os estudantes, que se empenharam para conseguir passar no vestibular, tantos sonharam em entrar numa universidade federal, muitos vindos até mesmo do interior, para então chegar aqui, e se deparar com a tamanha sujeira espalhada no campus, sentirem tão cedo a falta de professores e não ter salas adequadas para terem aulas satisfatórias.

Reclamam também quanto aos prédios abandonados, exigem, que sejam concluídos alguns projetos, como o restaurante e o hospital universitário, o teatro para os cursos de artes e, pedem o efetivo funcionamento do laboratório de informática.

O acadêmico Cleiton Medeiros, disse que“o que revolta é não termos condições mínimas para estudarmos, somos obrigados a trazer água e papel higiênico de casa! isto é uma vergonha!”

REUNI

Líderes afirmam que a precariedade da estrutura física e a falta de recursos humanos (técnicos e professores) da UNIR pioraram cada vez mais, desde que a administração superior adotou no ano de 2007 o Decreto 6.096/07 do Governo Federal, mais conhecido como REUNI, que ampliou o número de vagas nos cursos existentes e criou novos cursos sem qualquer ampliação e melhoria na infra-estrutura necessária à qualidade da formação.

Segundo o comando geral do movimento, o próximo passo será mobilizar o restante dos alunos que se encontram no campus, para que se juntem a manifestação.

Fonte: ENVIADO PELO INTERNAUTA

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