Domingo, 03 de Julho de 2016 - 12:29 (Entrevistas )

L
LIVRE

À PORTOVELHERA - O ESPETÁCULO MUSICAL DO SILVINHO

Silvinho antes de cantar contava a história de como nasceu à melodia e a letra, algumas em parceria ou por sugestão de sua mãe Terezinha.


Imprimir página

Por Zé Katraca

Sábado dia 25 de junho, quando a cidade ainda respirava a fumaça das fogueiras de São João e o gosto das iguarias culinárias típicas da época, como bolo de macaxeira, vinho de cupuaçu, açaí, abacaba, buriti, vatapá, mungunzá e tantas outras e a ressaca do quentão, o público foi chegando ao Sesc Esplanada para assistir o show de lançamento do CD À Portovelhera do cantor e compositor Silvinho. A fila estava enorme e a porta do Teatro 1 nada de abrir, familiares do músico ansiosos, pois apesar de parentes não conheciam ainda as músicas gravadas. Amigos se aglomeravam, uns lembrando a estréia do Silvinho no Festival Aberto de Música do Sesc onde logo de cara, ficou entre os primeiros. A porta do teatro se abriu e a ansiedade cada vez aumentava mais, até que foi anunciado o inicio do espetáculo: “Eu sou do Norte eu to remando, devagarzinho eu tô chegando...” O som que vem do Norte foi a primeira e veio mostrando que o negócio seria de primeira. “O cara entrou impactando”, comentou alguém na poltrona ao meu lado.

Silvinho antes de cantar contava a história de como nasceu à melodia e a letra, algumas em parceria ou por sugestão de sua mãe Terezinha. “Essa música foi baseada na história que ouvi de um amigo”, só que esse negócio de história de amigo foi se transformando em “gozação”. “Qual foi o amigo que inspirou essa nova música” a platéia em tom de brincadeira perguntava e o cantor sorrindo contava a história. “Um amigo meu que não vou citar o nome pediu que eu fizesse uma música para sua namorada e então nasceu “Sabrina”, só, que quando fui apresentar a música pra ele, ela havia acabado o namoro”. Assim o show foi rolando e o público aplaudindo calorosamente cada momento. Vieram às participações especiais Elisa Cristina levantou e emocionou a platéia com a música “Nó” um poema que Silvinho fez para seu filho João Vitor. Anayole Eba foi ovacionada ao interpretar “Contos da Beira do Rio” e o jovem percussionista Arthur Guilherme foi aplaudido ao acompanhar algumas músicas ao pandeiro. Um dos grandes momentos foi quando o cantor Bado surgiu cantando o Samba Rock “Só sei que sou do Norte”, quase o teatro vai abaixo com tantos gritos e aplausos.

Parecia que nada mais poderia ser tão envolvente como a participação do Bado, porém, Silvinho havia guardado mais uma carta na manga para o final do espetáculo e após agradecer ao Sesc, a platéia, a produção, além da equipe que estava gravando o DVD e a equipe do Sesc e os músicos Carlos Guery (teclados), Júnior Lopes (bateria); Liocélio, Juninho e Jordan (metaleira); Wagner (guitarra) Henrique (baixo) e o amigo co-produtor do CD e do show Branco Moraz anunciou o reggae “Pra Te Fazer Feliz”. E ao som desse maravilhoso reggae com o público pedindo mais uma, mais uma.

Já do lado de fora do Teatro, o músico considerado um dos melhores guitarristas da Amazônia Julio Yriarte me chama num canto e transmite o seguinte recado: “A Bene pede para você não escrever sobre o show, até por uma questão de ética, já que você é o pai do Silvinho. Ela vai escrever”.

Bom! Não apenas o comentário da Bene foi enviado, outros artistas formadores de opinião também mandaram os seus Vejam:

Comentando o show À Portovelhera

Benedita Nascimento - Bene

A Portovelhera o som da gente que rema os tons e o ritmo do Norte, da Amazônia para o mundo. Uma mistura musical e poética que nasce integrando sentimentos que vem do leito e do canto da mulher e mãe. Do mundo que vagueia pelo tempo da vida e da noite, da memória musical que abriga o samba e outras melodias...

Uma vibração sonora dos sopros que invade a melodia e acalenta os acordes do violão numa canção que invade a alma do músico e compositor Silvinho.

A Portovelhera conectou uma voz a regência musical e gerou um som vibrante de contos intensos num musical contemporâneo de canto regional com sabor universal. (Meu querido. Esse é o texto que pensei escrever sobre o show do Silvinho. Obrigada pela confiança. Benedita Nascimento – Bene)

Antonio de Castro Alves

O show do Silvio José esta no nível profissional de Brasil mesmo, não é mais aquela coisa regional, é nacional. Outra coisa que gostei também é que ele envolve a platéia, ele vai contando a história das músicas e isso prende a nossa atenção, quando você vê o show acabou e a gente fica querendo mais. Em suma, o Silvinho tem estilo.

Lu Silva (arquiteta, artesã, atriz, bonequeira e Maria da Chave)

Pô Zekatraca cadê os comentários sobre o espetáculo que foi o show do Silvinho. Você tem que dizer para seus leitores que o show “À Portovelhera” foi e é a melhor coisa que já aconteceu musicalmente falando em Porto Velho nos últimos tempos. O Silvinho é cantor para estar na mídia nacional, às músicas dele são porretas!

Bira Lourenço (percussionista) no final do show ainda dentro do teatro:

O que, que é isso Zekatraca! Silvinho é louco, nunca vi tamanha ousadia em shows com o apoio do Sesc. O swing da banda e das músicas é um negócio espetacular, vou lá dar um abraço nele!

Carlos Guery (tecladista)

O Silvinho mostrou que Porto Velho tem talento no meio da juventude. Ele quebrou a castanha na boca daqueles que não apostam na juventude com medo. Esse trabalho do Silvinho precisa ser apresentado para o Brasil!

NR – O CD A Portovelhera esta a venda no Porto Velho Shopping no Quiosque do Músico no primeiro piso da expansão. Contatos para show 99204-1563.

Fonte: Zé Katraca

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias