Segunda-Feira, 12 de Dezembro de 2016 - 08:25 (Colaboradores)

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A MATRIZ DE PENSAMENTOS - Por Max Diniz Cruzeiro

Realismo Fantástico do Terceiro Milêni


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Somos poucos sobreviventes em Ceres. Muitos queriam um despertar de um sonho que reduzia a visão de todos e nos condicionavam a um padrão retilíneo de desenvolvimento.

Não tínhamos ideia que nossos pensamentos estavam há séculos sendo catalogados pelos Mandrágoras. Nosso planeta era um conjugado de 7 espécies sobreviventes de desastres naturais que nos forçaram ao compartilhamento planetário.

Nossa convivência pacífica foi aos poucos dando lugar a um sentido de animosidade e busca pela territorialidade. Acontecimentos faziam que nós confundíssemos a intenção de outros indivíduos dentro de um sistema de comunicação. Onde as desavenças cada vez mais se acentuaram. 

Os Mandrágoras eram muito mais superiores em termos de tecnologia do que nosso agrupamento. No princípio se apresentaram como figuras meio irmãs de nossa civilização, com o tempo descobrimos sua plasticidade biológica de pertencer a qualquer estrutura viva que fosse necessária para o atingimento de seu objetivo estelar.

A capacidade de intelecção dos Mandrágoras era tão avançada que coisas que considerávamos pecaminosas eram utilizadas para abastecer nosso intelecto sem que tivéssemos o menor sentido de convergência de um objetivo que se destinava perseguir, que reduzia o aspecto de toda nossa cultura a um emaranhado de conjunturas sem nexo e sentido, onde os conectivos eram apenas apresentados em momentos futuros. Fazendo aflorar um entendimento que se não tivéssemos vivenciado o aspecto vil no passado jamais teríamos condições de desenvolver o nosso quadrante planetário.

Nós fomos traídos pela ingenuidade de nossos próprios habitantes, que canalizaram nossos sistemas de comunicação para jogarem ondas no espaço que continham indiscriminamente nossa localização, nossas fragilidades, nossos recursos, nossas afetações na forma de inúmeros pedidos de auxílio sem saber exatamente com o que poderiam encontrar no espaço distante.

Guilherme: O Grande, nosso imperador supremo, teve acesso ao informante que tinha contato telepático com os Mandrágoras. O informante era de Ceres, relatava seguidamente maus tratos por parte das “Entidades”. No qual por meio de processo de negociação definimos o tipo de comportamento intrusivo que nossa cultura permitia ou não ser abordado.

Assim os Mandrágoras recuaram temporariamente, até começarem a comandar definitivamente nossos cérebros demonstrando nossas imperfeições de pensamento.

Sua Matriz de pensamentos era capaz de manipular nosso processamento cerebral, então facilmente era possível nos convencer de algo dentro das perspectivas que este agrupamento intencionava interagir conosco.

Eram 5 níveis de dominação psíquica. O primeiro nível era um domínio sensorial a partir do ambiente, onde o indivíduo era canalizado para corresponder a um efeito direcional colocado intencionalmente para conduzir o indivíduo ao objetivo planejado e mapeado pelos Mandrágoras.

O segundo nível era um domínio sensorial intrapsíquico, no qual o inconsciente do indivíduo era manipulado sem seu conhecimento para produzir desfeches conscientes que sintetizavam a vontade dos Mandrágoras.

O terceiro nível de domínio sensorial era interconsciente, onde alguns pensamentos emergiam dentro da psique do indivíduo em estruturas conscientes, sem com isto passar pelos neurônios percentuais e sim a equipagem Mandragorana.

O quarto nível de domínio sensorial era consciente, onde existia uma evolução por parte do indivíduo ao qual ele era capaz de sentir que estava sendo manipulado. No qual era possível ser capaz de gerenciar o seu comportamento através de uma estrutura de autocontrole.

O quinto nível de domínio sensorial era consciente e remoto (supraconsciente), onde o indivíduo conseguia usufruir da tecnologia Mandragorana, ao acessar diretamente por diretivas no seu cérebro de conteúdos que achasse necessário para o seu desenvolvimento sensorial.

Não tínhamos estrutura para compreender os seus ensinamentos, razão deste tutoramento forçado a fim de que aprendêssemos a usar a Matriz de pensamentos cósmicos.

Nossa sensação é que estávamos o tempo todo sendo invadidos interiormente, muitos perderam a vida por elevarem o nível de agressão, mas os que conseguiram sobreviver conseguiram conquistar a evolução tão sonhada.

Nosso erro foi esconder da população este contato, no qual o sentido de perversão e invasão recaiu sobre nossas instituições sociais na forma do governo constituído.

Passamos por várias batalhas tribais até nos acertarmos. Os Mandragolanos nos garantiram que as mortes eram controladas diretamente por sistema metafísico e que os indivíduos, assim que a estrutura da civilização estivesse recomposta seriam reintroduzidos na nossa sociedade na forma que poderiam recuperar o seu atraso de desenvolvimento por meio de processo de acoplamento por nascimento em uma nova estrutura corpórea.

Primeiro eles se aproximaram, passaram 2.000 mil anos observando nossos aspectos primitivos de lidar com a convivência humana. Para em seguida elevar nossa expectativa de merecimento, e um crescente realce de nossas falhas biológicas, projetivas, mecânicas e sensoriais. Muitos habitantes de Ceres se aproveitaram para fazer julgamento de terceiros, onde se espalhou o rancor, o ódio e diversas afetações.

Este conhecimento Mandragorano queria nos questionar se era mesmo o nosso propósito evoluir carregando dentro de nós “tamanha” afronta ao sentido humano de desenvolvimento.

A maioria não entendeu, e fez do realce uma alavanca de projeção de um crescimento numa expectativa de avançar socialmente perante a nossa civilização, e todas estas pessoas que não se atentaram que estavam sendo questionadas, foram induzidas cada vez mais a prosperarem em torno de núcleos de perversão.

Nossos políticos foram muito ingênuos tentando se aproveitar da situação de elevação egoica capitadas sem seu conhecimento das ferramentas de desenvolvimento Mandragoranas, e praticamente todos foram condicionados a uma elevação da perversão de tal afronta que o sentido de integração social fora deixado de lado para abastecer necessidades pessoais.

Passamos ciclos de uma revolução atrás da outra, onde os decapitados de nossa civilização pela elevação de suas práticas de perversão, eram substituídos por outros de idêntico mecanismo de afetação que ainda não havia sido aflorado como forma de expressão social.

Vivemos uma completa epidemia de destruição, atentados, ódio eminente, rancor, no qual as pessoas que não compreenderam o questionamento eram eliminadas do processo, desacoplando-se dos seus corpos por meio da irritação popular.

Num claro objetivo dos Mandrágoras de encontrar em nosso meio pessoas dispostas a remodelar as suas caixas cranianas para um modelo que não as canalizassem para fatores de perversão (destruição social).

No qual se intencionava criar um núcleo perfeito de indivíduos que pudessem transmitir a essência do conhecimento cósmico para outras gerações e assim os defeitos somáticos pudessem ser eliminados da fragilidade humana devido o baixo nível de instrução universal.

No qual os eliminados em nossa casa-sistema-planeta seriam reintroduzidos, conforme dito antes, dentro destas estruturas sociais puras preparadas para transmitir conhecimentos sociais em que as imperfeições fossem limitadas.

Compreender seres que dominam a imortalidade é algo muito doloroso para criaturas que estão em baixo grau de evolução.

Quem conseguiu atingir a meta, aprendeu o verdadeiro sentido da iluminação, tiveram seus corpos remodelados pelos próprios méritos, e conseguiram conquistar a tão sonhada imortalidade. Era como se não pertencessem mais a Ceres, e fossem absorvidos pela cultura Mandragolana.

Sua verdadeira aparência é um composto de luz que se dobra projetivamente sobre si mesma, em que sua fonte de conhecimento se projeta para fora e para dentro incorporando princípios oniscientes que se permitem conectar com qualquer estrutura presente no universo. Essa luz que se desdobra pode ou não surgir na aparência humanoide, não há necessidade de estrutura de carbono para se sustentar em uma superfície, e é altamente plástica para se locomover por qualquer conteúdo que deseje observar.

Pode estar centrada em quaisquer orbes, e sua fonte de alimentação é a energia solar, que independe do Mandrágora estar posicionado no lado incidente de luz de um orbe ou não. Sua estrutura consegue facilmente identificar fontes de energia em qualquer parte do universo e absorver a quantidade necessária para a sua perpetuação.

Não precisam de naves para se locomover, embora elas existam apenas como uma forma de entretenimento ou simples ocupações do tempo.

Para ser um Mandrágora é exigido nível de perfeição avançado, e qualquer estrutura biológica do universo constituído é candidato para caminhar por este objetivo constituído caso seja o seu desejo perscrutar.

Populações inteiras como Ceres que almejavam a iluminação depois de capitadas passaram a ser tutelados pelos Mandragoranos a fim de que pudessem ascender conforme a expressão do seu livre arbítrio e determinação.

Embora para os Seres de Ceres a ascensão cósmica de 144.000 mil indivíduos teve um custo humanitário tão elevado que conforme evidenciamos no início de nossa explanação reduziu significativamente nossa população global.

Para quem já se encontra no nível quatro caminhando para o nível de supraconsciência, o segredo é deixar que o mentor Mandragorano que está intrusivo em seu cérebro te guiar até o ponto em que você se encontrar coerente com sua própria vontade, caso o limite da homeostase, onde o equilíbrio é afetado for atingido, você deve expressar a inconformidade, para que um ajuste no condicionamento possa se estabelecido. Assim revelaram nossos habitantes em Ceres que prosperaram e compreenderam a necessidade de ajudar mais e mais pessoas a passarem da fase do absurdo.

Quando o mecanismo de raciocínio é compreendido, deixar se guiar até o nível de comportamento que não interfira sobre si mesmo e outros indivíduos do agrupamento e nem tão pouco o ambiente.

Para setar as chaves que ligam ao raciocínio preterido, na utilização da Matriz de Pensamentos Mandragorana você deve canalizar a expressão de sua vontade, numa mente coesa, saber retroceder quando necessário, traçar metas e objetivos que permitam a conexão fluir dentro de um modelo até que o objetivo esperado seja alcançado. Isto tudo, para que você depois se deixe canalizar pela linha de raciocínio que irá coincidir com o objetivo almejado.

Se a pessoa não conseguir lidar com suas inconsistências e imperfeições o mecanismo Mandragorano irá acentuar as fragilidades do indivíduo como ser biológico, razão que elevará o seu declínio antes que ele consiga superar dentro de contextos de perversão.

O mecanismo Mandragorano exige por parte do indivíduo que deseja a Iluminação remodelagem de seu aparelhamento psíquico.

É preciso criar um núcleo semântico dentro do cérebro dos indivíduos que optarem pela ascensão. A fim de que um seletor de raciocínios possa ser reproduzido para facilitar a acoplagem a nossa Matriz de Pensamentos.

O núcleo semântico é remodelado a partir da fixação de engramas conquistado graças aos aprendizados das três primeiras etapas do processo de ascensão.

A maioria dos habitantes de Ceres não conseguiram passar da primeira fase, porque eram incapazes de perceber o código asturiano. Essa grande parcela da população foi vítima de contaminação em que os cientistas de Ceres passaram a contaminar os alimentos, atmosfera e nossa água potável com princípios químicos, na forma de medicamentos, capazes de conter elaboração da subjetividade da consciência, sob o pretexto de medicar a população com o intuito de redução da demência coletiva.

Bolsões de resistência organizados pelos Mandragoranos permitiram eliminar os mais perversos através de estratégias de neutralização e extermínio a fim de pessoas mais aptas estivessem prontas para assumir os cargos diretivos globais, e finalmente pudesse organizar Ceres ao ponto de que o ensinamento fosse distribuído para toda a população.

Uma praga canalizada para nosso DNA fora disseminada por todo o planeta, e todos os indivíduos que ainda estavam nos três primeiros estágios de evolução foram eliminados pelo desacoplamento de nossa civilização.

Os remanescentes já estavam instruídos anonimamente mente a mente. Por isto não foram localizados pelos mais perversos. E finalmente Ceres conseguiu seu lugar no Conselho Universal, após recompor sua população e conquistar o status de civilização que conseguiu entrar no rol das unidades da federação que alcançaram o direito de ter o princípio de imortalidade vaticinado.

Ceres alerta, o próximo é o sistema solar, conhecido universalmente como sistema paraíso cuja uma de suas capitais é o planeta Paraíso.

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro

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