Segunda-Feira, 16 de Outubro de 2017 - 10:23 (Artigos)

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A COISA CERTA – Por José de Arimatéa dos Santos

Começo a entregar as provas e um aluno faz uma pergunta: - Professor, o senhor não vai entregar também as respostas?


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Começo a entregar as provas e um aluno faz uma pergunta:

- Professor, o senhor não vai entregar também as respostas?

Eu respondo:

- A corrupção não é praticada tão somente por alguns políticos. Devemos combater a corrupção e o que você propõe é corrupção.

É notória a presença do famoso “jeitinho brasileiro” na vida nacional. Vem de longe a “lei do Gerson” que preconiza levar vantagem em tudo. Esse conceito significa o individualismo. Infelizmente não temos o senso de coletividade. Aquela noção do que existe ao nosso redor é de todos nós e devemos cuidar para favorecer a todos.

E a corrupção está presente nas pequenas coisas. Furar fila é o modelo mais conhecido, além da cola em uma prova ou o colocar o nome num trabalho escolar do colega. Acredito que a corrupção nos bancos escolares pode ser o pressuposto para voos mais altos na escala de corrupção. A escola forma mentes e cidadãos, mesmo com suas deficiências, com o sentido do justo e na sociedade alguns reproduzem vários tipos de coisa errada.

Vale ressaltar e valorizar a coisa certa. A honestidade em todos os seus sentidos. Todo dia deitar e debruçar-se sobre o travesseiro e saber que não prejudicou ninguém e nem deu golpe algum. Passar para os filhos a honestidade como o bem mais notável que um ser humano possui. Ah, mas os políticos a toda hora nos bombardeiam nos noticiários com falcatruas.

Mais do que nunca procurar e disseminar conceitos de honestidade e que a política deve ser a missão para os honestos. É a luta de todos nós. Ser político é uma grandeza, pois vai servir para o bem comum. Todos nós e a todo instante fazemos política. A conversa, o diálogo com nosso semelhante revela bem a política nossa de todos os momentos. Falta o despertar de uma grande maioria e eleger institucionalmente homens e mulheres que tenham a ética e o trabalho honesto voltados para o coletivo, para todos.

José de Arimatéa dos Santos, professor

Fonte: 010 - José de Arimatéa dos Santos/NewsRondoia

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