Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017 - 08:16 (Colaboradores)

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A BOA NOVA: TEMOS MAIS UM VIADUTO INAUGURADO. A MÁ: ELE TAMBÉM FICARÁ NA ESCURIDÃO

PERGUNTINHA: A delação premiada de Antônio Palocci, desconstruindo a ideia de que Lula não sabia de nada e tem sido injustiçado, vai servir para extirpar esse câncer da política nacional ou ainda não será tratamento suficiente?


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Durante a inauguração do viaduto da Três e Meio, sobre a BR 364, em Porto Velho, nesta segunda de manhã, boas e más notícias. A primeira boa: depois de anos de espera,  a obra, que poderia ter sido concluída em seis meses, foi, enfim, entregue aos usuários. Com alta qualidade, aliás, graças ao trabalho da Madecon, empresa genuinamente rondoniense, contratada pelo Dnit.  O novo sistema que vai melhorar muito o trânsito na entrada e saída da cidade, está funcionando. A má notícia: como o inacreditável caso da ponte sobre o rio Madeira, no bairro da Balsa, o viaduto será uma escuridão total nas noites porto velhenses. Não foi instalada iluminação, como se esperaria de uma obra deste vulto e da sua importância, no contexto das transformações, para melhor, que estão acontecendo na capital rondoniense. Mais ainda: a ponte que está sendo construída sobre o rio Madeira, ligado Rondônia e Acre por via rodoviária, na Ponta do Abunã, também não terá qualquer tipo de iluminação. Ou seja, uma ponte gigantesca, sobre um rio como o Madeirão, não será iluminada porque, segundo um engenheiro da empresa que está realizando a obra, o Dnit não incluiu a colocação de luminárias no projeto e nem no orçamento, por óbvio. Ou seja, será mais uma grande obra construída na cidade para ser usada, aparentemente, só enquanto durar a luz do dia. Escureceu? Dane-se o usuário. Que se vire no escuro, como está se virando na ponte da Balsa, onde todos os dias pessoas são assaltadas e os riscos são os que todos já conhecem. Inaugurada em setembro de 2014, a ponte continua no escuro, exatamente como no dia em que foi aberta, num absoluto desrespeito à população. Agora, recebemos o novo viaduto, do mesmo jeito e a futura Ponte de Abunã igualmente, sem qualquer projeto de iluminação.

Só como exemplo: em Florianópolis, as pontes que ligam a cidade à famosa ilha são atração especial. Nas grandes pontes país afora, a iluminação é destaque, além de dar segurança aos usuários. Em Porto Velho, nem as obras que ficam na área urbana, que servem de ligação com áreas importantes, estão recebendo o tratamento que merecem. A Fecomércio já entregou ao Dnit, gratuitamente, todo o projeto para dar luz à ponte, só ontem aprovado. Não se sabe quanto será colocado em funcionamento. Até agora, só papo furado, conversa pra boi dormir,  promessas que um dia, quem sabe, talvez. Nem o Governo do Estado e nem a Prefeitura, aliás, pressionam o Dnit para que a população seja respeitada e a iluminação colocada. Será que todas as obras importantes, em Porto Velho, continuarão sendo entregues pela metade? Até quando vamos aceitar isso, sem ao menos botar a boca no trombone?  Cadê nossos representantes para exigir respeito? Aguarda-se respostas decentes, já que luz não se terá mesmo!

 APOIOS IMPORTANTES

Do lado positivo da inauguração desta segunda,: nesta reta final, muita gente batalhou para que a obra do viaduto da Três e Meio fosse concluída. O prefeito Hildon Chaves, em postagem nas redes sociais, destacou o trabalho nesse sentido, especialmente, do deputado federal Luiz Cláudio e do senador Ivo Cassol, que foram os que mais se dedicaram a conseguir os recursos para a obra, nos últimos meses. Muitos outros representantes da bancada federal (como o fez também o deputado Lindomar Garçon) e próprio Governo também se envolveram na batalha. Pena que ela durou tantos anos. O que se espera agora é que os dois viadutos da Campo Sales sejam também entregues até o final do ano que vem, como anunciado agora e que, por milagre, o Dnit lembre que precisa iluminar a ponte sobre o rio Madeira, totalmente às escuras, desde sua inauguração, há quase quatro anos. E, finalmente, que vejamos concluída em 2018, a ponte de Abunã, que nos liga por terra ao Acre...

 QUEM TEM CAFÉ NO BULE?

Vários vereadores se posicionam na pista, para a largada à disputa de uma cadeira à Assembleia Legislativa no ano que vem. O nome mais forte, na Capital, é o de Aleks Palitot, o campeão de votos na disputa pela Câmara. Mas ele só entra na corrida se seu parceiro Léo Moraes não for à reeleição e optar por concorrer à Câmara Federal. Maurício Carvalho, filho de Aparício e irmão de Mariana, vem também com muita força, no sobrenome e na densidade eleitoral da família. Uma cara nova (Junior Cavalcante), também está pronto para a disputa, assim como a sindicalista Elis Regina, embora o eleitorado dela esteja restrito a parte do funcionalismo da Prefeitura. Joelna Holder, filha do pastor Joel, um grande líder religioso de Porto Velho, também pode aparecer como surpresa. A jovem vereadora Cristiane Lopes pensa, mas parece que vai ficar onde está. Há ainda outros edis querendo: Zequinha Araújo, Jair Montes, Marcelo Cruz e Alan Queiroz estão nesta relação. Lá por março do ano que vem, saberemos quem tem café no bule, como diz o Ratinho, para continuar sonhando com a ALE. 

 OS NÚMEROS DE HILDON

Uma média de 35 pontos percentuais entre ótimo (10 por cento) e bom (25 por cento). Mais 40 por cento de regular. Na soma, 75 por cento de aprovação, se usarmos os números como em todas as demais pesquisas. Só 17 por cento de ruim ou péssimo. Esses são números que se referem à administração do prefeito Hildon Chaves, chegando ao final do seu primeiro ano à frente da administração municipal. Não são pesquisas contratadas por Chaves ou pela Prefeitura, mas aquelas feitas praticamente todos os meses pelo deputado estadual Aélcio da TV e outras, geralmente não registradas, que fazem levantamento da situação da opinião pública do momento, realizadas por diversas fontes diferentes. O desafio de Hildon é melhorar esses números, como ele garante que conseguirá fazer. Se conseguir ter resultados melhores na saúde pública, que está cheio de problemas; com o grande programa de asfaltamento da cidade e, se conseguir diminuir as alagações, tem chance concreta de conseguir. De qualquer forma, em seu primeiro ano, é um resultado muitas vezes maior do que o alcançado por seu antecessor, Mauro Nazif, no mesmo período.

 REAÇÃO CONTRA O CRIME

Dessa vez foi no bairro Planalto, na Capital. Um desses vagabundos, que vive de pequenos furtos e eventualmente de roubo (usando faca ou revólver), invadiu uma casa, tentou matar o proprietário, numa luta corporal e os gritos de socorro mobilizaram a vizinhança. O sujeito foi pego por um grupo de moradores e espancado de tal forma que teve que ser internado no João Paulo II, com vários ferimentos, alguns graves, pelo corpo todo. A população não suporta mais viver sob a mercê da bandidagem e, quando reage, parte para a vingança, seja quem for o que cai em suas mãos. Cenas como as que se viu no Planalto se repetem em vários bairros de Porto Velho e em outras cidades, tanto em Rondônia como em todo o Brasil. Na maioria dos casos, é a PM quem salva a pele dos marginais, mas daqui a pouco a polícia pode não chegar a tempo. Sem segurança pública, com os criminosos tomando conta das ruas, com leis pífias e penas leves, não há cristão que aguente. Claro que não é o caminho correto, mas não deixa de ser um recado aos bandidos. O povo não aguenta mais sofrer calado!

 NOTÍCIA DOENTE

A doença da mentira, da falsidade, da forçação de barra que inunda as redes sociais, tentou espalhar, nessa semana, que o deputado federal Tiririca, renunciou ao mandato. Palhaçada, bobagem, non sense! O que aconteceu, de verdade, é que, numa entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, Titirica fez duríssimas críticas a seus colegas de parlamento e afirmou que não concorreria à reeleição. Depois, num discurso no mesmo tom, confirmou que estará fora da vida pública, porque não concorrerá mais. Bastou para que vários sites (nenhum deles sério e dignos de respeito), começassem a publicar uma notícia fake, inventada, de que, num discurso emocionado, o deputado-palhaço teria renunciado ao mandato, indignado com seus colegas. O que muita gente anda fazendo nas redes sociais e até em sites de noticias é algo abominável, porque, na maioria dos casos, os leitores não checam a veracidade das informações e as repassam, fazendo, pela internet, com que as palavras do nazista Paulo Goebbels cada vez sejam mais realistas: “uma mentira repetida milhares de vezes, se torna uma verdade”! Triste e Lamentável!

 OS NÚMEROS SEM MAQUIAGEM

Estardalhaço na mídia nacional sobre o aumento de 27 por cento no número de presos do Brasil, em relação há 26 anos atrás. Temos hoje 726 presidiários, o terceiro país do mundo em número de pessoas aprisionadas. Mas é bom lembrar também o crescimento vegetativo do país. Em 1991, a população brasileira era de 150 milhões. Hoje, segundo o IBGE, somos 208 milhões. Crescimento de cerca de 28 por cento, ou seja, número que coincide com o aumento populacional.  Quando se dá uma informação parcial, como se o salto da população carcerária tivesse dado um salto absurdo, ignorando o crescimento do número de habitantes, pode parecer uma forçação de barra, para dar uma ideia de que houve um exagero no volume de prisões. Não é verdade. Os Estados Unidos e a China têm muitos mais presos que o Brasil e a população nesses dois países não teve crescimento percentual tão alto quanto o nosso. Claro que nosso problema nos presídios é preocupante, mas não aconteceu nada de anormal no aumento do número de presos.

 PERGUNTINHA

A delação premiada de Antônio Palocci, desconstruindo a ideia de que Lula não sabia de nada e tem sido injustiçado, vai servir para extirpar esse câncer da política nacional ou ainda não será tratamento suficiente?

Fonte: 012 - Sérgio Pires

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