Segunda-Feira, 18 de Novembro de 2013 - 16:23 (Colaboradores)

A BAIXA CONFIABILIDADE NOS GOVERNOS DE CONFÚCIO E DILMA CAUSAM ONDA DE CONFLITOS NO DISTRITO DE RIO PARDO E NO CAMPESINATO RONDONIENSE

Os conflitos armados na região já resultaram em várias mortes até agora ainda não foram totalmente esclarecidas.


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Jacy-Paraná, Rondônia – Com os principais acessos interditados por contingentes da tríplice aliança policial – Civil, Federal e Militar -, o distrito de Rio Pardo [a 350 quilômetros da Capital] pode se tornar em pouco tempo no mais novo fundo do poço de disputa pela posse da terra em Rondônia e região.

Os conflitos armados na região já resultaram em várias mortes até agora ainda não foram totalmente esclarecidas. A atuação da Polícia e a Justiça, em todos os casos, segundo dirigentes da Liga dos Camponeses Pobres [LCP], ‘é sempre para defender latifundiários e grileiros de terras e contra as famílias de camponeses’.

O Governo do Estado e o INCRA não cumpriram o acordo, atestam dirigentes dos camponeses. E em 2012, depois de morarem e trabalharem nas terras há 10 anos, ‘as famílias foram expulsas e área desafetada durante uma operação do ICM-Bio [Ibama], Força Nacional e do Exército brasileiro.

Um novo prazo foi dado pelas autoridades às 270 famílias, mas depois de 90 dias fora da área, ‘nada foi resolvido’, diz a nota da LCP à imprensa. Por conta, há a informação de que camponeses de Rio Pardo, Buritis, União Bandeirantes e do Cone Sul podem ocupar o Parque de Exposições de Ji-Paraná antes do dia 29, quando a presidente Dilma e o governador Confúcio Moura participam da entrega de títulos agrários.

Na quarta-feira 13, uma operação deflagrada e contou com 200 policiais da Força Nacional de Segurança [FNS], Grupamento de Operações Especiais [GOE], Polícia Federal e os agentes do ICM-Bio foi deflagrada e o objetivo era retirar as famílias da área da FLONA.

O ESTOPIM – A apreensão de motocicletas e a prisão de dois camponeses pelas forças de segurança, o que motivou uma grande revolta na região. A revolta possibilitou o bloqueio de estradas e a destruição de pontes de acesso à região para impedir o translado dos presos e dos veículos para a cidade de Buritis, a 100 quilômetros de Rio Pardo.

Encurralados da FLONA, os soldados da Força Nacional foram acusados de revidarem com balas de borracha e depois com munição real ferindo várias pessoas. De acordo com a nota da LCP, ‘os camponeses se defenderam lançando rojões, paus e pedras’. Nos ‘combates’, uma viatura da Força Nacional, veículos do ICM-Bio, da PM e prédios públicos foram incendiados como represália à atuação dos policiais e das autoridades.

PM NÃO ERA DA FORÇA NACIONAL - A LCP diz ainda que a morte do Cabo da PM Luís Pedro de Souza Gomes, 33, não era do efetivo da Força Nacional, mas estava à disposição. O caso deve ser esclarecido de forma científica e sugeriu que as informações prestadas pelo Comandante da PM de Ariquemes, Ênedy Dias, ‘são desencontradas ao ponto dele ter negado os confrontos e que a situação na área era tranqüila’. O militar teria sido atingido por um suposto tiro acidental.

TENSÃO AUMENTA – O desdobramento das operações ocorreu no final de semana. A unificação das forças policiais integra um novo teatro operacional a partir de Porto Velho, Ariquemes e Ji-Paraná cujas ações ganharam mais visibilidade. Para a LCP, ‘isso só aumenta o clima de terror e intimidação na população’, já que agentes do ICM-Bio foram acusados de incendiar barracos, destruir plantações, roubo de ferramentas, além de aplicarem multas milionárias às famílias.

XICO NERY é Produtor Executivo de Rádio, Jornal, TV, Repórter Fotográfico e CONTATO de Agências de Notícias nas Amazônias, Países Andinos e Bolivarianos.   

Fonte: XICO NERY

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